Seis anos. António Costa lembra vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande

O primeiro-ministro publicou na rede Twitter uma mensagem de homenagem às vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande, ocorridos há precisamente seis anos.

RTP /
Pedro A. Pina - RTP

“Não há ano que passe que nos faça esquecer a tragédia dos incêndios de 2017. Curvemo-nos perante a memória das vítimas e expressemos sempre respeito pela dor das famílias” escreveu o chefe de Governo.


Os incêndios de 17 de junho de 2017 provocaram 66 mortos, a maioria pessoas que fugiam das chamas na estrada 236-1, que ficou conhecida como “estrada da morte”. Registaram-se ainda 253 feridos.

António Costa remeteu para outra ocasião “a escolher pela Câmara Municipal” a oportunidade de assinalar a data junto ao memorial inaugurado esta sexta-feira.

“Concluída esta semana a obra projetada por Eduardo Souto Moura, em data a escolher pela Câmara Municipal e de acordo com as famílias, aí devemos homenagear permanentemente os que perdemos”, referiu o primeiro-ministro.

“Mas a memória deve acima de tudo reanimar a determinação de prosseguir o trabalho de reforma estrutural da floresta e de recordar o dever de todos prevenirmos o risco de incêndio”, referiu ainda o responsável pelo executivo.

A população de Pedrógão Grande queixa-se contudo de ter sido esquecida apesar das promessas de recuperação e fixação da população mais jovem, após a tragédia.

As consequências continuam ainda a fazer-se sentir afetando a saúde mental de quem viveu um dos dias mais fatídicos da história das últimas décadas em Portugal.

As autoridades locais acusam ainda o Governo de ter "subtraído" as verbas do fundo Revita.

As chamas deflagraram no distrito de Leiria, tendo alastrado aos concelhos vizinhos de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Ansião, Sertã, Pampilhosa da Serra e de Penela.
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