País
"Sentença histórica". Sócrates louva condenação do Estado e lamenta tentativa de "assassinato de carácter"
O antigo chefe de Governo considerou a sentença "histórica", realçando que "pela primeira vez o Estado é condenado por crimes de violações do segredo de justiça que são da sua direta responsabilidade".
José Sócrates disse esta terça-feira estar “orgulhoso” por ter sido reconhecido em tribunal como “vítima de uma campanha de assassinato de carácter”. O antigo primeiro-ministro reagiu assim à condenação do Estado português por violação do segredo de justiça no âmbito da Operação Marquês.
“O Estado cometeu um crime, é o que esta sentença diz”, vincou. “Aquelas pessoas comportaram-se como criminosos (…), querendo fazer, no fundo, um processo paralelo em que fosse julgado nos jornais e nas televisões, sem direito a defesa e sem direito a ter juiz”.
Falando aos jornalistas na Ericeira, Sócrates garantiu que isto “não é sobre dinheiro”. O antigo chefe de Governo tinha pedido mais de 200 mil euros em indemnização e vai receber 15 mil euros.
“Acha que estou preocupado com dinheiro? A minha intenção ao sublinhar esta sentença é o seu carácter simbólico, é a condenação do Estado”, assegurou.
“Não há neste processo paralelo ninguém que esteja acima das partes. São apenas os procuradores, são apenas a mão que está por detrás do arbusto a dar as informações e nunca dar a cara”, declarou José Sócrates.
O antigo primeiro-ministro vincou que “fingem que não existem, dão clandestinamente essas informações, violam a lei com a cumplicidade do jornalismo”.
“Agora isto, pela primeira, teve uma condenação. E eu tenho o maior orgulho em poder dizer isso”, declarou, acrescentando que “o procurador que esteve no julgamento em representação do Ministério Público portou-se com uma honestidade e com uma coragem absolutamente invulgar”.
“Ele disse que eu fui vítima de uma campanha de assassinato de carácter, a campanha mais violenta que já existiu em Portugal”, realçou. “Quando nós ouvimos isto pela primeira vez, nada nos soa tão belo como a primeira vez. Foi a primeira vez que isto foi dito em Portugal”.
Também esta terça-feira, em comunicado, Sócrates falou numa “sentença histórica” e numa “extraordinária vitória judicial”.
“Treze anos depois de iniciada a Operação Marquês temos agora a primeira condenação em primeira instância - a do Estado” sublinhou.
O Estado português foi condenado na segunda-feira, por ordem do Tribunal Administrativo, a indemnizar em 15 mil euros José Sócrates por violação do segredo de justiça, no âmbito da Operação Marquês.
“O Estado cometeu um crime, é o que esta sentença diz”, vincou. “Aquelas pessoas comportaram-se como criminosos (…), querendo fazer, no fundo, um processo paralelo em que fosse julgado nos jornais e nas televisões, sem direito a defesa e sem direito a ter juiz”.
Falando aos jornalistas na Ericeira, Sócrates garantiu que isto “não é sobre dinheiro”. O antigo chefe de Governo tinha pedido mais de 200 mil euros em indemnização e vai receber 15 mil euros.
“Acha que estou preocupado com dinheiro? A minha intenção ao sublinhar esta sentença é o seu carácter simbólico, é a condenação do Estado”, assegurou.
“Não há neste processo paralelo ninguém que esteja acima das partes. São apenas os procuradores, são apenas a mão que está por detrás do arbusto a dar as informações e nunca dar a cara”, declarou José Sócrates.
O antigo primeiro-ministro vincou que “fingem que não existem, dão clandestinamente essas informações, violam a lei com a cumplicidade do jornalismo”.
“Agora isto, pela primeira, teve uma condenação. E eu tenho o maior orgulho em poder dizer isso”, declarou, acrescentando que “o procurador que esteve no julgamento em representação do Ministério Público portou-se com uma honestidade e com uma coragem absolutamente invulgar”.
“Ele disse que eu fui vítima de uma campanha de assassinato de carácter, a campanha mais violenta que já existiu em Portugal”, realçou. “Quando nós ouvimos isto pela primeira vez, nada nos soa tão belo como a primeira vez. Foi a primeira vez que isto foi dito em Portugal”.
Também esta terça-feira, em comunicado, Sócrates falou numa “sentença histórica” e numa “extraordinária vitória judicial”.
“Treze anos depois de iniciada a Operação Marquês temos agora a primeira condenação em primeira instância - a do Estado” sublinhou.
O Estado português foi condenado na segunda-feira, por ordem do Tribunal Administrativo, a indemnizar em 15 mil euros José Sócrates por violação do segredo de justiça, no âmbito da Operação Marquês.