Sexta às 9. António Ponces de Carvalho diz-se alvo de "difamação extraordinária"

por RTP
"Encaro essas suspeitas com toda a tranquilidade", disse Ponces de Carvalho no <i>Sexta às 9</i> Facebook

O presidente da associação jardins-escola João de Deus só aceitou responder às várias acusações de que é alvo no programa Sexta às 9, da RTP. Em causa estão várias suspeitas de irregularidades na IPSS, incluindo gastos com fornecedores como a Prada ou a Adolfo Dominguez ou a alegada admissão desproporcional de alunos de escalões mais altos.

No Sexta às 9, o presidente da associação declarou que “não há nada de ilegal, não há nada de imoral ou nada que seja contra a ética” nas suas ações. 

“Encaro essas suspeitas com toda a tranquilidade, porque não temos irregularidade absolutamente nenhuma. Todas as nossas contas vão para os centros distritais da Segurança Social, temos tido auditorias”, disse.

Sobre as faturas das marcas de luxo, António Ponces de Carvalho assinala que não deu qualquer indicação para que as compras fossem efetuadas e promete investigar  o que se passou. “Isso foi uma decisão de uma diretora de jardim-escola, vamos averiguar quem foi”, assinala.  

O responsável diz que, na sequência destes casos, decidiu “acabar com a prática das prendas” na associação.  

“Em relação às prendas não havia regra nenhuma, era uma tradição antiga. Quando soube que havia uma prática menos correta, de imediato foi dada indicação para terminar. Desde aí não houve mais prendas destas”, assinalou o responsável, reiterando que estes casos pontuais remontam a 2011 e 2012. “Foi enviada para todos os jardins escolas a proibição de oferecerem prendas”, destacou.  

António Ponces de Carvalho diz-se alvo de “uma difamação extraordinária” e explicou que a despesa no valor de 900 euros no El Corte Ingles se prende com os vales-prenda comprados para cada colaborador, 20 euros cada.

Quanto às acusações de auferir 12 mil euros por mês, o responsável desmente todas as acusações, afirmando que apenas ganha “como diretor da Escola Superior de Educação”. No entanto, António Ponces de Carvalho não quis esclarecer qual é o seu ordenado mensal. “Não tenho que o comunicar”, disse.

Sobre os alunos de escalões mais altos que frequentam as escolas, António Ponces de Carvalho diz que “não há desproporcionalidade nos escalões”. Explicou que “há na associação 451 alunos que não pagam nada” e que, dos 57 centros educativos, “27 não se auto-sustentam”.  

Mesmo sendo alvo de várias acusações, Ponces de Carvalho garante que não vai abandonar a direção. “Não me vou demitir, isso era o que muita gente queria”, assinala.
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