Sindicatos acenam com greve na época de exames antes de reunião com o Governo

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A Federação Nacional da Educação anunciou esta quinta-feira que entregará um pré-aviso de greve para 21 de junho, época de exames, se não saírem compromissos de uma reunião a realizar com o Governo na próxima semana. Também a FENPROF ameaça marcar uma greve geral de professores para esse mesmo dia.

A FENPROF, que está afeta à CGTP, traça o dia 6 de junho como a última oportunidade para que seja alcançado um acordo com o Governo. É para este dia que está marcada uma reunião com o ministro da Educação.

"A Fenprof decidiu anunciar a marcação desta greve para 21 de junho, mas só formalizar a sua convocatória no dia 6 de junho, após a realização da reunião com o ministro da Educação, caso a mesma não produza resultados concretos e satisfatórios", afirmou Mário Nogueira em conferência de imprensa.


A estrutura sindical apresenta como bandeiras reivindicativas o combate à precariedade, o descongelamento das carreiras dos professores, a reorganização dos horários de trabalho e a criação de um regime de aposentação especial para os docentes.
FNE aponta matérias prioritárias
Por sua vez, a Federação Nacional da Educação - afeta à UGT - deu conta da intenção de entregar um pré-aviso de greve para 21 de junho. O secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, explicou que avançará com a greve se não saírem compromissos de uma reunião a realizar com o Governo na próxima semana.

"Apostamos na sede do diálogo, mas não podemos ficar pela simples afirmação de princípios", declarou Dias da Silva.

A FNE identificou quatro matérias prioritárias para negociar com o Governo: a vinculação de mais trabalhadores precários até ao final da legislatura, um regime especial de aposentação para os docentes ao fim de 36 anos de serviço, o descongelamento das carreiras em janeiro e o despacho de organização do próximo ano letivo.

"Também queremos respostas sobre o processo de flexibilização curricular", acrescentou o dirigente sindical.

À semelhança de outras estruturas sindicais, a FNE entende também que a gestão de trabalhadores docentes e não docentes não deve ser feita pelos municípios.

"Aguardamos com expetativa os resultados desta reunião", disse Dias da Silva, frisando que as respostas e os compromissos, bem como a sua calendarização, têm de ser claros.

Caso contrário, a FNE entende que não resta outra opção senão "o recurso à greve" e promete entregar de imediato um pré-aviso para o dia 21 de junho.

Para o dia 21 de junho estão marcados os exames de Física e Química A, Geografia A e História da Cultura e das Artes. Também os alunos do ensino básico poderão ser afetados pela paralisação, uma vez que se realizaria a 21 de junho a Prova de Aferição de Matemática e Estudo do Meio do 2º ano.

c/ Lusa

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