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Pós-depressão Kristin e a evolução do estado do tempo

Soure prepara-se para enfrentar intempérie e cheias

Soure prepara-se para enfrentar intempérie e cheias

O presidente da Câmara de Soure, Rui Fernandes, garantiu hoje que o município se está a preparar para o mau tempo esperado nos próximos dias, com perspetiva de cheias, havendo inclusive a presença de fuzileiros navais no concelho.

Lusa /

Para enfrentar as intempéries esperadas, a estratégia adotada tem sido de preparação, "sobretudo para os picos previstos para quinta-feira", com meios deslocados e "os fuzileiros navais estacionados na freguesia de Granja do Ulmeiro".

No âmbito das cheias, o concelho está estabilizado desde segunda-feira, sem registos de agravamentos e com a autarquia a gerir o nível da água, disse hoje o autarca à agência Lusa.

Um dos focos de atenção têm sido o rio Arunca, especialmente na localidade de Vila Raso, apesar de as águas ainda não terem chegado ao centro histórico local, estando "as freguesias de Figueiró do Campo, Granja do Ulmeiro e Alfarelos [na zona do Baixo Mondego] na mesma situação", esclareceu.

"As cheias estão na mão da gestão da APA [Agência Portuguesa do Ambiente]" e é igualmente preciso "alguma sorte", acrescentou Rui Fernandes.

Na segunda-feira, a Câmara Municipal de Soure, no distrito de Coimbra, alertou a população para que tenha reservas de água potável, alimentação e medicamentos para três dias, devido ao mau tempo.

"Face à possibilidade de cheias que poderão isolar algumas localidades", o município recomendou, através de uma publicação nas redes sociais, várias medidas de autoproteção.

A valência energética do concelho, também afetada pelo mau tempo, tem sido um dos pontos principais de atenção das equipas, já não havendo "nenhuma povoação integralmente sem luz".

O trabalho agora incide em "recuperações de pontas de casas" (restabelecimento das ligações diretamente em residências).

A atenção tem estado também voltada para reparações domésticas, num aproveitamento "do sol, que, apesar de tudo, vai espreitando", e de a chuva ter dado uma trégua ao concelho, permitindo consertos nas coberturas de estruturas.

A ação, de acordo com o presidente da autarquia, visa garantir que, se "quarta e quinta-feira estiver muita chuva, as pessoas consigam aguentar melhor".

No âmbito das comunicações, fora da sede do concelho a situação "é mais difícil" e a questão tem sido mitigada através de dez torres, ligadas a geradores, para fornecerem "uma cobertura mínima", destinadas "às comunicações críticas".

"Outras ligações domésticas vão demorar muitos, muitos meses", perspetivou Rui Fernandes.

O líder camarário revelou ainda que o número de realojados no concelho aumentou hoje, com uma família de duas pessoas a necessitar de deixar a sua residência, que se encontra "numa situação muito precária".

Ao fim da manhã, o número total de realojados situava-se "entre 70 e 80" pessoas, segundo o edil.

Questionado sobre os prejuízos causados pela passagem da depressão Kristin, Rui Fernandes revelou não terem sido perspetivados valores por enquanto, estando os meios empenhados "na emergência ainda".

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