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Subida das águas no Mondego já atinge centro de Montemor-o-Velho

Subida das águas no Mondego já atinge centro de Montemor-o-Velho

A subida continuada da água na margem direita do rio Mondego está a atingir o centro de Montemor-o-Velho, na zona do mercado municipal, pondo em risco algumas casas na zona baixa da vila, disse o presidente do município.

Lusa /

Em declarações à agência Lusa, José Veríssimo notou que a situação "está a ficar complicada na vila", com a água a inundar o parque de estacionamento entre o mercado municipal e a zona da feira e a aproximar-se das casas.

A inundação que atinge Montemor-o-Velho provém do vale central agrícola do Mondego, de valas localizadas a montante e do chamado leito abandonado, que, na zona do parque ribeirinho -- recentemente requalificada -- saiu das margens nos últimos dias.

O presidente da Câmara frisou que o nível da água tem subido "e continua a subir" devagar, no Baixo Mondego, "cerca de 15 centímetros por dia", uma situação que tem pressionado, declaradamente, a aldeia de Ereira, isolada desde quarta-feira.

A água acumulada nos campos em redor da Ereira, mas também nas freguesias de Maiorca e Ferreira-a-Nova, já no concelho da Figueira da Foz (por ação, igualmente, da ribeira de Foja), não tem por onde sair, já que o sistema de bombagem, a jusante, não funciona e as três de cinco comportas só conseguem abrir quando o caudal do Mondego é mais baixo do que a água que ali aflui.

Entretanto, soube-se hoje que o dique da margem esquerda do rio Arunca, afluente do Mondego, partiu numa zona da ponte ferroviária do Marujal, na noite de quinta-feira, informação confirmada à Lusa pelas autarquias de Soure e de Montemor-o-Velho.

A quebra da margem do rio Arunca aconteceu entre as localidades de Verride (Montemor-o-Velho) e Alfarelos (Soure), a menos de um quilómetro da entrada daquele afluente no Mondego, direcionando a água para os campos da margem esquerda junto ao apeadeiro do Marujal, no ramal de Alfarelos.

Paradoxalmente, a quebra da margem do Arunca acabou por fazer baixar a água acumulada quer na vila de Soure, quer em povoações ao longo do leito do rio, como Vila Nova de Anços.

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