Submarino Delfim fez última viagem após 37 anos de actividade

por Agência LUSA

O submarino da marinha portuguesa Delfim fez a sua última imersão, na companhia do "irmão" Barracuda, numa viagem desde o Cais de Sesimbra até à base naval do Alfeite, onde vai ficar atracado até 2010.

O Delfim é um dos quatro submarinos da classe Albacora, restando agora no activo apenas um, o Barracuda, da quarta esquadrilha.

Sob o comando de Salgueiro Frutuoso, os 53 elementos da tripulação do Delfim despediram-se emocionados do submarino, estacionando-o com perícia no cais do Alfeite, onde será desarmado para, em 2010, ser transformado num espaço turístico de visita e entregue à Câmara Municipal de Viana do Castelo.

O Delfim é um navio que pesa 869 toneladas, quando se desloca à superfície e 1.038 quando está submerso, tem 57,78 metros de comprimento e 6,75 metros de boca, sendo composto por 2 motores eléctricos e dois geradores a diesel.

Está armado com 12 torpedos anti-superfície e anti-submarino, podendo viajar à velocidade máxima de 13 nós (24,076 Kms/hora), à superfície, e 15 nós (27,78 kms/hora) em imersão, ( A guarnição é composta por sete oficiais, 14 sargentos e 32 praças e muitos deles vão transitar para o Barracuda, o único que desde hoje está no activo, e depois para os novos submarinos que estão a ser construídos e cujo início de actividade está previsto para 2009.

O submarino Delfim foi lançado à água a 23 de Setembro de 1968, em Nantes (França), e entrou ao serviço da Armada Portuguesa a 01 de Outubro de 1969, sob o comando do então capitão-tenente Costa Monteiro.

Ao longo da sua actividade operacional, Delfim navegou 44.307 horas, das quais 30.743 em imersão, nas águas do Atlântico e do Mediterrâneo, participando em vários exercícios nacionais e da Aliança Atlântica (NATO).

Destaca-se ainda a sua participação na operação "endurance", realizada em 1997, tendo permanecido 31 dias no mar em exercícios.

Este submarino realizou também missões típicas da Guerra Fria até 1989, passando depois a efectuar acções de vigilância, de recolha de informações estratégicas para o Estado Português, operações de suporte e infiltrações de forças especiais e de apoio avançado à Força Naval.