País
Possível "surto" de verão de mpox. DGS avisou que havia uma "tendência crescente" de casos
Portugal poderá estar a atravessar um surto localizado de mpox, admitem dois responsáveis pelo rastreio desta infeção. Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontava para 66 casos recentes, mas os responsáveis sublinham que é comum haver um aumento de infeções durante e após o verão. No início do ano, a Direção-Geral de Saúde referia à RTP Antena 1 que havia uma "tendência crescente" da doença.
O aumento dos últimos meses não surpreende Ricardo fernandes, diretor-geral adjunto do Grupo de Ativistas em Tratamento (GAT): diz que os meses de verão trazem mais movimento no país. "O verão tem sido ao longos dos anos um dos momentos em que esperamos que haja um aumento da transmissão", aponta à RTP Antena 1.
Os números agora conhecidos surgem meses depois de, em janeiro, a Direção-geral de Saúde (DGS) ter afirmado à RTP Antena 1 que havia uma "tendência crescente" de casos, com cerca de 40 casos em novembro e dezembro de 2025, e antes dez casos confirmados em agosto e três em setembro.
Num período de seis semanas, num relatório da OMS de 14 de setembro, é avançado que "Portugal (66 casos), Alemanha (24), França (20), Reino Unido (18) e Irlanda (12) foram os países que reportaram o maior número de casos". No caso português, trata-se de transmissão comunitária, isto é, quando pelo menos um caso reportado nas últimas seis semanas não tiver ligação a uma viagem recente ou a um viajante de um país com transmissão comunitária durante o período de incubação.
Olhando para estes valores, Ricardo Fernandes volta a insistir que devia ser declarado um surto. "Mas mais importante que declarar surto", o responsável do GAT pede "medidas que sejam proporcionais ao que está a acontecer", algo que se realiza ainda, defende. Afirma que deveria existir mais vacinação. Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1
Por outro lado, Cândida Fernandes, responsável pelas consultas de doenças sexualmente transmissiveis no Hospital dos Capuchos, em Lisboa, garante que as vacinas estão disponíveis e são gratuitas para as populações consideradas de maior risco.
A assistente hospitalar de dermatologia fala de um "pequeno surto" na altura do verão, reconhecendo que as infeções registadas têm vindo a aumentar desde maio. O último surto reconhecido pela DGS - o terceiro - foi entre junho de 2024 e fevereiro de 2025, na altura com 20 casos. Para Cândida Fernandes, a novidade é que agora os novos casos são sobretudo da variante Ib, "que pode ter manifestações mais graves".
Só que olhando para os números mais recentes "pode-se considerar eventualmente um surto, mas não está a haver uma generalização", sublinha, porque não há um "aumento exponencial" de casos dentro da comunidade de homens que têm sexo com homens, nem transmissão para a população em geral.
Para Cândida Fernandes, é importante manter uma vigilância ativa nesta infeção transmitida através de contacto próximo, incluindo sexual, que provocam lesões na pele.
Os números agora conhecidos surgem meses depois de, em janeiro, a Direção-geral de Saúde (DGS) ter afirmado à RTP Antena 1 que havia uma "tendência crescente" de casos, com cerca de 40 casos em novembro e dezembro de 2025, e antes dez casos confirmados em agosto e três em setembro.
Num período de seis semanas, num relatório da OMS de 14 de setembro, é avançado que "Portugal (66 casos), Alemanha (24), França (20), Reino Unido (18) e Irlanda (12) foram os países que reportaram o maior número de casos". No caso português, trata-se de transmissão comunitária, isto é, quando pelo menos um caso reportado nas últimas seis semanas não tiver ligação a uma viagem recente ou a um viajante de um país com transmissão comunitária durante o período de incubação.
Olhando para estes valores, Ricardo Fernandes volta a insistir que devia ser declarado um surto. "Mas mais importante que declarar surto", o responsável do GAT pede "medidas que sejam proporcionais ao que está a acontecer", algo que se realiza ainda, defende. Afirma que deveria existir mais vacinação. Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1
Por outro lado, Cândida Fernandes, responsável pelas consultas de doenças sexualmente transmissiveis no Hospital dos Capuchos, em Lisboa, garante que as vacinas estão disponíveis e são gratuitas para as populações consideradas de maior risco.
A assistente hospitalar de dermatologia fala de um "pequeno surto" na altura do verão, reconhecendo que as infeções registadas têm vindo a aumentar desde maio. O último surto reconhecido pela DGS - o terceiro - foi entre junho de 2024 e fevereiro de 2025, na altura com 20 casos. Para Cândida Fernandes, a novidade é que agora os novos casos são sobretudo da variante Ib, "que pode ter manifestações mais graves".
Só que olhando para os números mais recentes "pode-se considerar eventualmente um surto, mas não está a haver uma generalização", sublinha, porque não há um "aumento exponencial" de casos dentro da comunidade de homens que têm sexo com homens, nem transmissão para a população em geral.
Para Cândida Fernandes, é importante manter uma vigilância ativa nesta infeção transmitida através de contacto próximo, incluindo sexual, que provocam lesões na pele.