Todas as seis ambulâncias de emergência médica do Algarve paradas até à meia-noite

Todas as seis ambulâncias de emergência médica do Algarve estão paradas por falta de recursos humanos. Inicialmente, na denúncia feita pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), a paragem estava prevista até às quatro da tarde, mas a Antena 1 apurou que a situação vai manter-se pelo menos até ao final do dia.

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Foto: Pedro A. Pina - RTP

Estas ambulâncias de emergência médica estão em Portimão, Alcantarilha, Faro, Olhão e duas em Quarteira. Estão paradas desde as 8h00 deste sábado e até, pelo menos, à meia-noite.

O presidente do sindicato, Rui Lázaro, disse à Antena 1 que esta é uma situação preocupante nesta altura de pico de infeções respiratórias.

Rui Lázaro explicava que o problema é a falta de recursos humanos porque se tem dado prioridade às centrais telefónicas.

O presidente do sindicato adiantou que, no passado, para poder reforçar as ambulâncias sem meios humanos para poderem funcionar, já foram deslocados técnicos das regiões Norte e Centro para Lisboa e Vale do Tejo e Algarve.

Os dados disponibilizados pelo INEM divulgados na sexta-feira pelo jornal Público indicam que, entre janeiro e novembro do ano passado, as Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) do instututo estiveram inoperacionais 9.172 horas.

É necessário recuar a 2013 para encontrar uma taxa mais alta de paragem naquele que é um dos meios mais diferenciados de socorro no país, composto por uma equipa com um médico e um enfermeiro. Já as ambulâncias SIV são tripuladas por um enfermeiro e um técnico de emergência pré-hospitalar.

Esta manhã entrou em funcionamento a chamada "task-force" para o socorro pré-hospitalar, criada pela Liga dos Bombeiros Portugueses. São quatro ambulâncias dos bombeiros da Ajuda, Cabo Ruivo, Camarate e Cascais que vão reforçar o contingente existente este fim de semana, entre as 8h00 e as 20h00. No entanto, estas viaturas estão sediadas no Lumiar, na margem Norte do Tejo.

A Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica questionou, esta tarde, em comunicado, o facto de as ambulâncias estarem no Lumiar, quando a falta de meios é na margem sul do Tejo.

c/Lusa

 

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