Tribunal de Gaia iliba arguidos do Gangue da Lapa

Quinze dos 22 arguidos no julgamento conhecido como do Gangue da Lapa foram absolvidos. Dois elementos foram condenados a penas suspensas de prisão e cinco ao pagamento de multas. O Tribunal de Vila Nova de Gaia não deu como provada a existência de grupo organizado para roubo.

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O processo poderá ser reaberto se surgirem novas provas RTP

“Fizeram disto um mega-processo e o julgamento foi uma montanha que pariu um rato”, comentou a defensora do principal arguido, condenado a três anos e meio de prisão, mas com a pensa suspensa por igual período.

Um outro arguido foi condenado a 18 meses de prisão, uma pena suspensa suspensa pelo mesmo período de tempo. Cinco arguidos foram condenados a multas que variaram entre os 60 e os 180 dias a dois euros e meio por dia.

Os cinco arguidos principais, que aguardaram pelo julgamento em prisão preventiva, vão continuar detidos porque são acusados num outro caso de vários crimes pelo método de “carjacking”.

O julgamento começou em Janeiro. Os 22 arguidos eram acusados de centenas de furtos e assalto a garagens colectivas nos distritos de Aveiro, Braga, Porto e Viana do Castelo. Os factos remontam ao ano de 2004 e ao início de 2005, quando os arguidos tinham cerca de 16 anos e não apresentavam antecedentes criminais. A idade dos arguidos contribuiu para a homogeneidade entre as penas.

A polícia não recolheu provas que os jovens tivessem exercido violência sobre pessoas, apesar de causarem grandes estragos materiais. Também não foi dado como provado que os jovens agissem de forma organizada, mas foi detectada uma acção individual ou em pequenos subgrupos.

A pena fica sujeita ao regime prova, podendo o processo ser reaberto se surgirem novas provas.
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