Detidos em carga policial presentes a tribunal
- Os 25 detidos na madrugada de domingo em Lisboa são esta segunda-feira presentes a tribunal. São acusados de desobediência. Em comunicado, a Polícia de Segurança Pública alegou ter levado a cabo todas as diligências para que as tendas instaladas na Praça do Rossio fossem retiradas de forma voluntária. Perante a recusa dos manifestantes, a força de segurança afirma que que teve de intervir;
- Os detidos devem começar a ser ouvidos durante a manhã no Campus de Justiça, em Lisboa;
- Os detidos no Porto também vão ser presentes a tribunal.Trata-se de seis pessoas detidas por alegada desobediência que, entretanto, foram libertadas. À porta da esquadra houve uma vigília de manifestantes;
- Os confrontos da madrugada de domingo provocaram vários feridos. Em Lisboa, pelo menos 27 pessoas deram entrada nos hospitais de São José e Santa Maria, entre as quais três agentes das forças de segurança. No Porto, os organizadores da manifestação referem 37 feridos. A PSP afirma que foram seis;
- O ministro da Administração Interna, Luís Neves, veio sublinhar que "ninguém fica satisfeito com feridos", insistindo na ideia de que a polícia atuou como devia;
- No Porto, não houve tendas, mas centenas de pessoas estiveram na Praça de D. João I. Os manifestantes prometem continuar com o protesto e pedem a intervenção do presidente da República, como garante dos direitos previstos na Constituição;
- Em Lisboa, os organizadores do protesto decidiram manter as ações de luta. Não passaram a noite no Rossio, mas marcaram uma vigilia para esta segunda-feira no Campus de Justiça. Para a tarde de terça-feira, está prevista uma concentração frente à Assembleia da República, onde decorrerá o debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027;
- Figuras da sociedade portuguesa escreveram uma carta aberta a António José Seguro. Pedem ao chefe de Estado que se faça ouvir. Consideram mesmo que o silêncio não acalma a violência e que só a palavra do presidente pode repor a tranquilidade pública e a primazia do respeito pelos direitos cívicos dos cidadãos. Entre os signatários estão nomes como os de Helena Roseta, Pedro Abrunhosa, Pilar del Río, Ricardo Sá Fernandes ou Paulo de Morais;
- A PSP já identificou o homem que terá incentivado um ataque à casa do primeiro-ministro. Foi intercetado na tarde de domingo e interrogado na Divisão de Investigação Criminal da PSP, onde foi constituído arguido. Em causa está a presumível instigação pública à pratica de um crime.
Cargas policiais fizeram recuar manifestantes no Porto e em Lisboa
A madrugada foi violenta em Lisboa e no Porto quando a polícia carregou sobre aqueles que se manifestavam pelo direito à habitação.
Dezenas de manifestantes feridos após cargas da polícia
Em Lisboa, 27 pessoas entraram nos hospitais de São José e Santa Maria. No Porto, os organizadores garantem que há 37 feridos, a PSP assegura que são seis.
Manifestação em Barcelona termina com 128 pessoas detidas
Em Barcelona, 128 pessoas foram detidas depois de uma manifestação não autorizada ter terminado em pilhagens, incêndios e atos de vandalismo.