Um dos três detidos na `Operação Puma` em prisão preventiva - PJ

por Lusa

Um dos três detidos na `Operação Puma` da Polícia Judiciária (PJ), que levou à apreensão de 553 quilos de cocaína no porto de Sines, ficou em prisão preventiva, tendo sido aplicadas outras medidas de coação aos restantes detidos.

A informação foi hoje adiantada pelo diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ, Artur Vaz, em conferência de imprensa na sede desta polícia em Lisboa.

Segundo explicou Artur Vaz, os mais de 500 quilos de cocaína vinham dissimulados no interior de cerca de 1.700 latas de sumo de fruta, provenientes da América Latina, por via marítima, tendo os contentores onde foram acondicionadas permanecido "algum tempo" no porto de Sines, onde foram localizadas.

"Na sequência das diligências que foram desenvolvidas pela PJ acabou por ser possível identificar três indivíduos suspeitos, que de acordo com as informações recolhidas estariam relacionados com esta importação, motivo pelo qual se procedeu à respetiva detenção", disse o diretor da unidade da PJ sobre os três detidos, um com nacionalidade portuguesa.

Informações recolhidas pela PJ permitiram ainda chegar à existência de outros contentores em Espanha, no porto de Vigo, tendo sido encontrados mais 490 quilos de cocaína dissimulados num contentor cuja carga lícita era melão, tendo Artur Vaz referido que "é o mesmo grupo que estará por trás de ambas as importações", em Portugal e Espanha.

Na operação conjunta com as autoridades espanholas foi possível apreender, em Sines e em Vigo, mais de uma tonelada de cocaína, tendo Artur Vaz destacado a importância da cooperação internacional para desenvolver estas operações.

Sobre a droga apreendida em Portugal, o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ reconheceu a forma "muito engenhosa" em que foi dissimulada.

"A PJ está habituada a deparar-se com este tipo de situações em que as organizações dissimulam a droga nos mais variados tipos de materiais. Esta é apenas mais uma. Naturalmente que neste caso das embalagens de sumo é muito engenhosa, torna extremamente difícil a deteção da droga, é mais complicado, mas cabe às autoridades fazer esse trabalho", disse.

 

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