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Urbanização da Quinta dos Ingleses em Cascais com metade das habitações

por Agência LUSA

A Câmara de Cascais anunciou hoje a aprovação dos termos de referência do plano de pormenor urbanístico para Carcavelos-Sul, conhecido por Quinta dos Ingleses, com as habitações reduzidas para metade, vinte anos depois do projecto ter sido apresentado.

Os termos de referência foram aprovados segunda-feira em reunião de Câmara, com os votos favoráveis do executivo de maioria PSD/CDS-PP e a abstenção do PS e da CDU.

"Em relação à versão anterior, a área para habitação é reduzida a cerca de metade, alarga-se a que é destinada a comércio e serviços e prevê-se uma unidade para residência assistida para a terceira idade e um hotel, antes inexistentes", anunciou a Câmara de Cascais, em comunicado.

Os plano de pormenor anterior chegou a ser aprovado pelo executivo liderado por José Luís Judas (PS) em 2000, mas foi chumbado em Assembleia Municipal.

O novo plano de pormenor irá comprometer o promotor na construção de um "parque urbano com ciclovia, uma nova extensão de Saúde da Parede, um Centro Paroquial com Centro de Dia, uma Escola Básica com pré-primária e jardim de infância, um Pavilhão Gímnico, um Campo de Futebol com relva artificial e com Campo de Treino, para além de prever espaço para a criação de um ninho de empresas".

A recuperação e valorização ambientais da Ribeira de Sassoeiros são outros aspectos previstos.

A zona em causa, conhecida como Quinta dos Ingleses, ocupa 52 hectares no extremo sul da freguesia de Carcavelos, entre a Avenida Marginal e a linha de caminho-de-ferro, ladeada pela Avenida Jorge V e o Bairro dos Lombos, em terrenos detidos pela construtora Alves Ribeiro SA, Colégio St. Julian`s e Estradas de Portugal.

O vereador do PS Umberto Pacheco explicou à Lusa que se absteve por considerar "os termos de referência em relação à área urbanizável muito vagos".

O vereador da CDU Pedro Mendonça argumentou que "a área de construção é praticamente a mesma, diminui na habitação mas aumenta a parte comercial".

A proposta vai ainda ser submetida a discussão pública e à rectificação da Assembleia Municipal de Cascais.

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