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Urgência em Almada será mais segura

Urgência em Almada será mais segura

O diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde considerou que a concentração das urgências de obstetrícia e ginecologia no distrito de Setúbal vai reforçar "a previsibilidade e a segurança dos utentes", confirmando a abertura segunda-feira da urgência regional de Loures.

Lusa /
Lusa

"O que nós dissemos aos senhores autarcas é que a situação atual é insustentável, neste momento as urgências acabam por estar encerradas mais dias do que estão abertas, nomeadamente a do Barreiro", afirmou Álvaro Santos Almeida.

O responsável executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que falava após uma reunião com a ministra Ana Paula Martins e os autarcas de nove municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Península de Setúbal, salientou que ao criar-se "uma urgência centralizada que assegura o funcionamento de duas das três urgências da península em permanência", se está a "reforçar a estabilidade, a previsibilidade e a segurança dos utentes".

"Estamos a prestar um serviço com maior qualidade do que aquele que nós temos neste momento. O plano que nós temos para a Península de Setúbal é um plano que, como disse, reforça não só a qualidade e a segurança dos cuidados de saúde, como é um plano que é temporário e, portanto, é um plano que visa atrair mais médicos, que é a grande razão da centralização, é a falta de médicos obstetras", explicou.

Os autarcas dos municípios de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal estão contra o encerramento dos serviços de urgência de obstetrícia e ginecologia do hospital do Barreiro, no âmbito da entrada em funcionamento da nova urgência regional no Hospital Garcia de Orta, em Almada.

Santos Almeida assegurou que "o plano visa atrair mais médicos" para o distrito de Setúbal, e "quando esses médicos estiverem em número suficiente na península" voltar-se-á à que "deve ser a situação ideal, que não é a atual, mas sim uma situação em que as três urgências funcionam em pleno, sem restrições".

"Os cuidados de saúde serão prestados em segurança, com mais segurança do que atualmente são prestados, porque neste momento nós temos as urgências a encerrar alternadamente, o que gera incerteza, gera insegurança, gera falta de previsibilidade", reiterou.

O dirigente do SNS, questionado em relação à data para a entrada em funcionamento da nova urgência regional em Almada, disse que "não será este mês" e que ainda estão "a trabalhar com as unidades para determinar qual a melhor altura" para arrancar com a urgência centralizada.

Santos Almeida respondeu que está "há vários meses" em contacto "com as equipas das três ULS [Unidade Local de Saúde]" e quais "os profissionais de saúde que estão disponíveis para colaborar em várias modalidades" e confia que vão "conseguir assegurar uma melhor resposta para a população".

O diretor-executivo notou que "o próprio decreto-lei que cria as urgências centralizadas define explicitamente a necessidade de reavaliar o processo de seis em seis meses" e, após essa avaliação, se chegar "à conclusão que a situação piorou", mudará "o rumo".

O responsável confirmou que, na segunda-feira, começa "a funcionar o modelo de urgência centralizada de Loures, Odivelas e Estuário do Tejo".

"É uma urgência que funcionará fisicamente no Hospital de Loures, mas continuará a funcionar no Hospital de Vila Franca de Xira o serviço de obstetrícia e ginecologia, com partos programados, com consulta aberta para doença aguda e todos os outros serviços de ginecologia e obstetrícia", avançou.

As equipas que fazem urgência em Vila Franca passarão a fazer urgência no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, e Álvaro Santos Almeida sublinhou que se trata de "uma urgência centralizada, não é uma transferência da urgência" para Loures.

Sobre os receios de que a centralização da urgência em Loures leve ao fecho dos serviços em Vila Franca de Xira, o responsável notou que "se o serviço de obstetrícia do Estuário do Tejo fechasse", deixar-se-ia "de ter essas equipas para assegurar a urgência centralizada".

 

 

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