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Os danos e a evolução do estado do tempo

Viaduto ruiu após colapso de dique. Reposição do trânsito na A1 em Coimbra vai levar "semanas"

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Viaduto ruiu após colapso de dique. Reposição do trânsito na A1 em Coimbra vai levar "semanas"

Têm início esta quinta-feira os primeiros trabalhos na A1, em Coimbra, no viaduto que ruiu após o rebentamento de um dique do Rio Mondego, em Coimbra. A autoestrada vai permanecer cortada. Acompanhamos aqui, ao minuto, a situação meteorológica em Portugal.

Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Rita Ribeiro Silva - RTP

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Balanço da noite
RTP /

Proteção civil sem registo de ocorrências significativas

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registou, entre as 0h00 e as 8h00, 20 ocorrências sem relevância relativas à situação meteorológica. A região de Coimbra continua em situação estável.

"Tivemos uma noite muito calma, sem registo de ocorrências significativas. Apenas 20 ocorrências em todo o território do continente, sobretudo relacionadas com inundações e pequenos deslizamentos, sem gravidade e resolvidas", adiantou José Costa, da ANEPC, em declarações à agência Lusa.

O quadro em Coimbra, onde ruiu parte da A1, após o rebentamento de um dos diques do Mondego, "não melhorou nem piorou. Está estável. A situação está a ser monitorizada e avaliada pelas entidades".

Recorde-se que A Autoestrada do Norte foi cortada ao final da tarde de quarta-feira, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos.
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Lusa /

Psicólogo de Leiria lança livro que ensina a lidar com o medo das crianças

 A experiência do psicólogo Ricardo Cardoso com os filhos na noite da depressão Kristin em Leiria levou-o a lançar "O vento barulhento", livro que ajuda educadores a lidar com o medo das crianças em contexto de perigo.

O ebook infantil, ilustrado com auxílio da Inteligência Artificial, é disponibilizado gratuitamente online a partir de hoje, como ferramenta para auxiliar crianças a compreender, expressar e regular o medo após situações reais de perigo, contou à agência Lusa o autor.

"Este livro surge depois destes acontecimentos na zona Centro, e principalmente em Leiria, e de uma vivência pessoal naquela noite de dia 28 [de janeiro]", explicou.

Psicólogo especializado em gestão de emoções, Ricardo Cardoso sentiu necessidade de, sobretudo com o filho mais velho, de cinco anos, "transmitir-lhe como o medo é amigo", decidindo, também, ajudar outros pais no mesmo processo.

"O medo, de facto, é nosso amigo, porque nos avisa do perigo - e não tem mal nenhum termos medo. Pelo contrário, é muito importante ensinarmos os nossos filhos que quando os pensamentos do medo estão na nossa cabeça, é bom dizê-los, para nós, adultos, podermos regular essa emoção".

"O vento barulhento" surgiu, assim, da vivência naquela noite, e "depois o acordar, de facto, com o caos que estava instalado na cidade de Leiria".

Com o ebook, o psicólogo procura desmistificar a catástrofe.

"Ok, é uma coisa terrível, é uma catástrofe, mas isto não acontece sempre. E destas coisas todos nós poderemos tirar coisas boas, como no final do livro", em que a criança, João, acaba por seguir uma profissão, destas que andam aqui a ajudar, no caso, "ele escolheu ser bombeiro".

Além dos próprios filhos e de outros pais, Ricardo Cardoso espera que "O vento barulhento" sirva também a outros educadores.

"Fala-se muito em inteligência emocional, mas a educação emocional ainda está pouco explorada e o contexto escolar é ótimo para explorar isto. É muito importante os educadores e professores terem ferramentas para explorar questões como o medo de uma forma não só lúdica, mas também com conceito científico, do que é realmente a gestão das emoções".

O episódio de calamidade vivida em muitas zonas do Centro do país poderá ter consequências entre crianças, acredita o psicólogo.

"Sinto que o livro consegue desmistificar um bocadinho isso: o que é o medo e o que vai ser o medo daqui a uns tempos".

Mesmo não sendo possível prever a extensão das marcas deixadas, a literatura científica aponta para "daqui a três meses poder começar a sintomatologia do stress pós-traumático".

"Muitos de nós já vivemos isso, no mínimo quando ouvimos o vento e ficamos assustados. As crianças poderão passar por isso. E, aí sim, é muito importante a intervenção e esta história acaba por ajudar um bocadinho nisso".

Em caso de sintomas mais sérios de transtorno, "que já sejam patológicos", o psicólogo alerta que pais e escolas "têm de pedir a intervenção dos gabinetes de psicologia e dos psicólogos".

O livro "O vento barulhento" foi enviado para todos os agrupamentos de escolas de Leiria e, a partir de hoje, é disponibilizado gratuitamente para `download` em www.mental4kids.pt, na página na internet da Mental4kids, parceira da edição, projeto que se dedica à promoção da saúde mental e do neurodesenvolvimento das crianças.

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Antena 1 /

Viaduto da A1 em Coimbra colapsou após rebentamento de dique no Mondego

A auto-estrada que liga Lisboa ao Porto está cortada na região de Coimbra devido ao colapso de um talude que se localizava por cima do rio Mondego. A causa está relacionada com o rebentamento de um dique, neste mesmo local, que pressionado pela água o talude que sustentava a plataforma da A1, cedeu.

RTP

As autoridades já estavam à alerta. Cinco horas depois do dique do Mondego ter colapsado na zona dos casais, em Coimbra, a plataforma da auto-estrada, ao quilometro 191, não aguentou e caiu.

O presidente da Brisa António Pires de Lima deslocou-se ao local e explicou o que tinha acontecido. Pires de Lima refere também que, para já avançam operações de enrocamento na zona para evitar uma degradação ainda maior na zona da auto-estrada que abateu.
A auto-estrada já estava bloqueada ao trânsito nesta zona - entre Coimbra-norte e Coimbra-sul - desde o fim da tarde, pois o risco já tinha sido detetado.

Estão no local equipas de engenharia e da Proteção Civil a avaliar a estabilidade de toda esta área, e ainda existe riscos de novos abatimentos na própria auto-estrada, e é preciso agora avaliar o lado contrário ao troço que colapsou.

O presidente da Brisa garantiu que o viaduto da auto-estrada, após a zona de rotura, não está em risco e garantiu que as inspeções estavam todas em dia: a última há cerca de quatro meses.

Para já não há previsão para a reabertura deste troço da auto-estrada, sendo que nem o presidente da brisa, nem o ministro das Infraestruturas se comprometeram com prazos para que a A1 volte a estar completa e a funcionar .
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Momento-Chave
Queda de barreira
RTP /

Circulação interrompida na Linha do Leste

A circulação ferroviária na Linha do Leste, entre o Entroncamento e a fronteira de Badajoz, em Espanha, encontrava-se interrompida, pelas 8h00, por causa da queda de uma barreira.

Em comunicado, a CP adianta que, devido ao mau tempo, continua suspensa a Linha da Beira Baixa, efetuando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.

Ainda segundo a empresa, na Linha do Norte não se prevê qualquer comboio de longo curso. Realizam-se somente os serviços regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.

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Alenquer
RTP /

Caudal de afluente do Tejo "a voltar ao normal"

Durante a noite foram poucas as ocorrências em Alenquer, contou esta manhã a equipa de reportagem da RTP no local.
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Ponte de Casais
RTP /

Trabalhos na A1 em Coimbra devem arrancar nas próximas horas

A equipa de reportagem da RTP no local mostrou, pouco antes das 8h00, o estado dos pilares do viaduto que ruiu parcialmente durante a noite, após o rebentamento de um dique do Rio Mondego.
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Momento-Chave
"Uma noite calma"
RTP /

"Situação está estável" em Coimbra

A situação em Coimbra mantinha-se, pelas 7h00, "estável", na sequência do rebentamento do dique para a margem direita do Rio Mondego e do subsequente colapso de um viaduto da A1.

"Foi uma noite calma. A situação está estável e não houve necessidade de deslocar mais pessoas durante a noite", sintetizou fonte do Comando Sub-Regional da Proteção Civil da Região de Coimbra, citada pela agência Lusa.

Recorde-se que a Autoestrada do Norte foi cortada em ambos os sentidos, ao final da tarde de quarta-feira, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul.
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Lusa /

A5 reabriu mas com condicionamentos no sentido Lisboa-Cascais

O trânsito na A5 reabriu às 6h27 em duas das quatro vias no sentido Lisboa-Cascais, ao quilómetro um, na subida para o Monsanto, depois de ter estado interrompido devido a um deslizamento de terras, segundo a GNR.

José Coelho - Lusa (arquivo)

O trânsito na Autoestrada 5 (A5) esteve cortado no sentido Lisboa - Cascais, do viaduto de Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (quilómetro 1) depois de um deslizamento de terras devido ao mau tempo ter obstruído duas faixas de rodagem cerca das 19h20 de quarta-feira.

Fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR) adiantou à Lusa que foram reabertas duas das quatro vias da A5 no sentido Lisboa-Cascais depois de terem sido terminados trabalhos de limpeza.

"Durante a noite foram removidos detritos devido à derrocada de quarta-feira. No local estão [06:30) elementos da Brisa, a concessionária da autoestrada, a avaliar a situação. Não há ainda uma previsão para a normalização uma vez que vai ter de ser feita e estabilização do talude", indicou.

De acordo com a GNR, às 6h30 o "trânsito estava a fluir".

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A 16ª vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, deslizamentos de terras, fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Ponto de situação
RTP /

Primeiros trabalhos de reparação na A1 em Coimbra

  • Prevê-se que comecem esta quinta-feira os primeiros trabalhos na A1, em Coimbra, no viaduto que ruiu. Mas a reposição da circulação deverá demorar algumas semanas. O rebentamento do dique da Ponte dos Casais, no Rio Mondego, provocou o colapso. O trânsito está cortado nos dois sentidos, entre Coimbra Norte e Coimbra Sul;


  • A Brisa sugere aos automobilistas a utilização de alternativas à interrupção da Autoestrada do Norte no sentido Norte-Sul junto ao nó de Coimbra Sul, ao quilómetro 191, através do corredor A8/A17/A25 ou do IC2;


  • O ministro das Infraestruturas esteve durante a última madrugada na A1 com a presidente da Câmara Municipal de Coimbra e o presidente executivo da Brisa a acompanhar a situação. Miguel Pinto Luz afirmou que não há riscos acrescidos para os utentes da Autoestrada do Norte;


  • Há outra estrada cortada em Coimbra. A circulação na Nacional 111 está interrompida entre Tentugal e Lamarosa;


  • A circulação dos comboios Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte foi suspensa e, ao início da manhã, não havia ainda hora prevista para retomar a circulação ferroviária. Apesar destas restrições, há serviços regionais da Linha do Norte em funcionamento, entre o Entroncamento e Soure, Coimbra, Aveiro e Porto e entre Tomar e Lisboa;


  • Uma automotora descarrilou, na última noite, na Linha do Leste, na zona da Bemposta, concelho de Abrantes - incidente que não causou feridos, segundo fonte da Proteção Civil citada pela agência Lusa;


  • Os próximos dois dias deverão ainda ser de chuva, em especial nas regiões Norte e Centro. Para esta quinta-feira, todavia, espera-se uma melhoria do estado do tempo, que deverá voltar a piorar na sexta-feira. O quadro meteorológico deve melhorar no fim de semana;


  • O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que se deslocou a Coimbra com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, admite que a situação é desgastante, mas garante que todos os recursos estão a ser usados para tentar "vencer a natureza";


  • O primeiro-ministro admitiu que outros diques possam colapsar nas próximas horas;


  • Entretanto, sabe-se há uma nova depressão a ganhar forma. Chama-se Oriana, mas não vai afetar Portugal de forma direta. Ainda assim, vai acarretar chuva e vento forte de norte a sul do país;


  • O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê chuva mais forte a partir do fim da tarde desta quinta-feira e vento forte nas terras altas e na faixa costeira ocidental a sul do Cabo Carvoeiro. As rajadas de vento podem chegar aos 80 quilémetros por hora;


  • O presidente da República deu posse aos mesmos secretários de Estado da Administração Interna. Mantêm-se nos cargos Paulo Simões, secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, Telmo Correia, secretário de Estado da Administração Interna, e Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil. Os lugares haviam sido automaticamente exonerados com a demissão da ministra Maria Lúcia Amaral.


  • Dezasseis pessoas morreram na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta pelo território continental. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas pela sucessão de intempéries. A situação de calamidade vigora até domingo para 68 concelhos.
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RTP /

Ruiu parte do pavimento da autoestrada A1

Parte da autoestrada do Norte abateu junto ao Rio Mondego.

Foto: imagem cedida à RTP

A zona que ruiu já estava fechada ao trânsito nos dois sentidos, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, devido ao rebentamento do dique no Mondego.

O pavimento que cedeu está na zona do dique que rebentou ao final da tarde desta quarta-feira. O troço localiza-se no quilómetro 191,2 no sentido Norte-Sul.

A informação foi confirmada à RTP pela Proteção Civil.

De acordo com indicação da GNR, a principal alternativa rodoviária é o Itinerário Complementar 2 (IC2).

O ministro das infraestruturas, Miguel Pinto Luz, em entrevista à RTP já esta noite, explicou que o troço se encontrava já "cortado desde as 17H30 e que o LNEC [Laboratório Nacional de Engenharia Civil] se encontra há vários dias a monitorizar toda aquela estrutura".

Para deixar "uma mensagem de tranquilidade", Pinto Luz, enquanto se deslocava para o local que ruiu, sublinhou que o Governo "não abdica da segurança dos portugueses".

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RTP /

Diques. O que são e para que servem

Apesar da gestão de cheias controladas, nas últimas semanas já rebentou um dique, como aconteceu em 2001 e em 2019.

Foto: Paulo Cunha - Lusa

Saiba que contenções são estas e porque é que os diques são tão importantes como salvaguarda de cheias. E também quais as implicações em caso de colapso.
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RTP /

PR e PM garantem. "Tudo o que é possível está a ser feito" no Mondego

Primeiro-ministro e presidente da República garantem que tudo está a ser feito para conter o Mondego.

Foto: Paulo Novais - Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa avisa que um terço do país já foi afetado pelo mau tempo.

Luís Montenegro garante que ninguém vai ficar para trás.
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RTP /

Vouga transbordou e obrigou à retirada de uma dezena de pessoas em Albergaria-A-Velha

Além das inundações há perigo de derrocadas. Em Águeda, só a margem esquerda do rio galgou. O lado direto do Rio Águeda tem um sistema de drenagem único e que é dado como um exemplo no país.

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RTP /

Milhares de derrocadas fazem estragos no norte de Portugal

As chuvas intensas e persistentes têm provocado milhares de derrocadas no norte do pais.

Foto: Pedro Sarmento Costa - Lusa

Dezenas de pessoas tiveram de sair de casa. Há muitos terrenos agrícolas destruídos e estradas cortadas.
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RTP /

Risco de derrocadas em Porto Brandão e Costa de Caparica

Em Almada, a autarquia ordenou a evacuação de emergência em Porto Brandão. Há risco de derrocada nas arribas.

Foto: Filipe Amorim - Lusa

Na Costa de Caparica, desde o início das tempestades, foram desalojadas já cerca de 100 pessoas
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