Vinte e cinco voluntários pedem passagem à reserva nos Bombeiros de Areosa/Rio Tinto
Vinte e cinco dos 68 bombeiros do quadro ativo da corporação de Areosa/Rio Tinto apresentaram o pedido de passagem ao quadro de reserva, revelam hoje um comunicado os voluntários em discordância com o comandante Marco Martins.
Segundo o comunicado, a posição tomada a 28 de dezembro segue-se à colocação dos capacetes no chão ocorrida a 22 de dezembro por parte dos bombeiros voluntários, assinalando que o pedido de passagem à reserva "não conduziu a nenhuma ação por parte do comando".
A passagem à reserva significa que deixam de prestar serviço naquela corporação apesar de o seu nome constar como voluntários naquele quartel.
"Desde a nomeação do atual comando, 10 bombeiros funcionários da associação pediram a demissão em discordância com o comandante. Outros que permanecem manifestaram a intenção de o fazer", lê-se na nota de imprensa.
Segundos os signatários do comunicado, trata-se de "bombeiros com muitos anos de experiência e com muita valência técnica em ternos de formação".
Para os signatários, "esta perda significativa de recursos humanos, 25 bombeiros de 68 do quadro ativo (37%), causa danos irreparáveis no quadro de pessoal da corporação e coloca sérios constrangimentos nos compromissos diários dos bombeiros, nomeadamente no socorro à população de Rio Tinto e de Baguim do Monte", responsabilizando o comandante pela manutenção do bom funcionamento operacional da corporação.
A terminar, os bombeiros na reserva alertam tratar-se de "uma situação limite" e garantem que "não querem parar o socorro", mas "apenas dignidade na tarefa que desempenham, o que não encontram no atual comandante".
A Lusa tentou uma reação do comandante e ex-presidente da Câmara de Gondomar, Marco Martins, mas até ao momento não foi possível.