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Presidenciais 2026. Projeções de resultados, apuramento de votos, discursos e análise

Albuquerque afirma-se preocupado com desafios do futuro Presidente

Albuquerque afirma-se preocupado com desafios do futuro Presidente

O chefe do executivo madeirense (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, manifestou-se hoje "preocupado" face aos desafios que o futuro Presidente da República terá de enfrentar em relação ao posicionamento de Portugal a nível internacional.

Lusa /

"Estamos perante uma ordem internacional nova. Portugal tem de redefinir o seu papel no quadro da defesa e da segurança", afirmou, sublinhando que o Presidente da República é o comandante supremo das Forças Armadas e que "importa saber qual vai ser a estratégia de Portugal no quadro geopolítico".

Miguel Albuquerque, também líder do PSD/Madeira, falava aos jornalistas após exercer o direito de voto numa secção instalada na Escola Básica da Ajuda, na freguesia de São Martinho, Funchal, já depois das 16:30.

"Não vou dizer qual é o meu sentido de voto, mas o que eu espero é que esta eleição decorra da melhor maneira, dada a tragédia [mau tempo] que assolou o país. Acho que é importante continuarmos a exercer o nosso direito de sufrágio", disse.

O chefe do executivo madeirense considerou que o futuro Presidência da República terá um "papel muito difícil" nos próximos anos, não só ao nível nacional, mas também internacional.

"Eu estou mais preocupado porque Portugal tem desafios pela frente muito difíceis", disse, alertando também para a "situação de guerrilha" e de "entretenimento" permanentes no país, com um "conjunto de personagens que vão para a televisão, falam de tudo, sobre tudo, mas não se discute o essencial".

"O essencial é o que vai ser o país, o que queremos para o país daqui a 10, 15 anos, e qual a estratégia que deve ser seguida", avisou, reforçando: "Portugal precisa de uma estratégia e, neste momento, essa estratégia é fundamental, porque é a própria inserção de Portugal no quadro internacional."

Albuquerque considera decisivo saber se país vai adotar uma "estratégica atlântica" ou uma "estratégia continental", vincando a importância dos setores da segurança e defesa, que, defendeu, devem abranger as regiões autónomas.

Por outro lado, manifestou-se favorável à realização da segunda volta das eleições presidenciais hoje, apesar do impacto do mau tempo em muitas zonas do país.

"Acho que já temos uma maturidade suficiente para proceder ao direito de voto", afirmou.

Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a votar na segunda volta das presidenciais para eleger o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, em eleições realizadas com previsão de mau tempo, chuva e vento.

Disputam a segunda volta António José Seguro e André Ventura, três semanas depois do primeiro sufrágio, em que foram os mais votados, em 18 de janeiro.

No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.

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