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Presidenciais 2026. Projeções de resultados, apuramento de votos, discursos e análise

Segunda volta das Presidenciais. A noite eleitoral ao minuto

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Segunda volta das Presidenciais. A noite eleitoral ao minuto

O país regressou este domingo às urnas para eleger o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República. A escolha é entre António José Seguro e André Ventura. Atualizamos aqui todos os desenvolvimentos da noite eleitoral.

Mariana Ribeiro Soares, Joana Raposo Santos, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Estela Silva - Lusa

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RTP /

Primeiro-ministro fala ao país às 20h30

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Momento-Chave
RTP /

Ventura vê projeção da abstenção como positiva

O candidato André Ventura considera que a projeção da abstenção “é positiva tendo em conta o estado do país”.

De acordo com a projeção da Universidade Católica para a RTP, a taxa de abstenção da segunda volta das eleições presidenciais deste domingo poderá situar-se entre os 42% e os 48%.
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Lusa /

Portugueses em Trinidade e Tobago votaram com boletins da 1ª volta

Os emigrantes portugueses na República de Trinidade e Tobago, perto da Venezuela, votam nestas eleições presidenciais com boletins da primeira volta, porque os impressos com os candidatos à segunda volta não chegaram a tempo, segundo fonte oficial.

De acordo com fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, foram enviados mais de dois milhões de boletins de voto, com os dois candidatos admitidos ao segundo sufrágio, para um total de 187 mesas de voto, visando a realização do ato eleitoral em 78 países.

Tratou-se de uma operação realizada em estreita cooperação com a Administração Eleitoral da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI) e com a Imprensa Nacional Casa da Moeda.

Os portugueses residentes no estrangeiro votaram sábado e votam hoje para escolher o próximo Presidente da República, presencialmente como obriga a lei, mas a possibilidade de uma segunda volta, que não acontecia desde 1986, fez recear que os boletins com os dois candidatos não chegassem a tempo aos locais de voto.

Estes boletins chegaram a praticamente todos os locais de voto, exceto à República de Trindade e Tobago, de acordo com o MNE português.

O Portal das Comunidades Portuguesas refere que não existe representação diplomática portuguesa permanente em Trinidade e Tobago.

Assim, os assuntos relacionados com este país são acompanhados pelo Consulado Geral de Portugal em Caracas.

Segundo os dados do Ministério da Administração Interna (MAI), os portugueses emigrantes na Europa, América e África deram a vitória a André Ventura na primeira volta, realizada a 18 de janeiro. Na Ásia e Oceânia, o mais votado foi Luís Marques Mendes.

Na primeira volta votaram 72.756 (4,09%) dos 1.777.019 emigrantes inscritos para este escrutínio, sendo que a taxa de abstenção (95,91%) diminuiu face às últimas eleições presidenciais (2021), em que votaram apenas 29.153 (1,88%) dos 1.549.380 emigrantes.

Para escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro, estão inscritos mais de 11 milhões de portugueses.

No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.

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Lusa /

Assembleias de voto fecharam em Portugal Continental e na Madeira

As assembleias de voto para as eleições presidenciais encerraram às 19:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira, fechando uma hora depois nos Açores, devido à diferença horária.

Nos Açores, as mesas de voto abriram e encerraram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.

Mais de 11 milhões de eleitores foram chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opôs António José Seguro a André Ventura.

No sufrágio de 18 de janeiro, Seguro obteve 31,11% e Ventura 23,52% dos votos, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.

António José Seguro, apoiado pelo PS desde a primeira volta e pelos partidos à esquerda depois, surgirá em primeiro lugar no boletim de voto, seguido por André Ventura, presidente do Chega.

O universo eleitoral é idêntido ao das eleições de 18 de janeiro: 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.

Na primeira volta da eleição que vai determinar o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, ficaram para trás Luís Marques Mendes, Henrique Gouveia e Melo, Cotrim Figueiredo, António Filipe, Catarina Martins, Jorge Pinto, Humberto Correia, André Pestana e Manuel João Vieira.

Para o sufrágio de hoje estavam inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.

 

 

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RTP /

Projeção da abstenção aponta para 42% a 48%

A taxa de abstenção da segunda volta das eleições presidenciais deste domingo poderá situar-se entre os 42% e os 48%, de acordo com a projeção da Universidade Católica para a RTP.

Na primeira volta, a 18 de janeiro, a abstenção foi de 47,7%. Nas últimas eleições, em 2021, registou-se o maior valor de sempre da abstenção (60,76%).
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RTP /

Afluência histórica em Paris

Já encerraram as votações em Paris. Perto de dez mil eleitores foram votar – uma afluência histórica.

Em França votam 25% dos eleitores inscritos no estrangeiro.
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Lusa /

Ereira isolada pelo Mondego votou com sentimento agridoce

Na freguesia da Ereira, em Montemor-o-Velho, isolada desde quarta-feira pela água acumulada nos campos agrícolas do Mondego, a população, apesar de ter votado nas eleições presidenciais, dividiu-se sobre a motivação para a realização de eleições a nível nacional.

À porta da associação local, onde, além de funcionar uma mesa de voto, militares do Exército, fuzileiros da Marinha e bombeiros fazem as suas refeições e alguns pernoitam, várias pessoas partilharam com a agência Lusa as suas convicções sobre o ato eleitoral de hoje, dividindo-se entre as que defenderam a realização das eleições e as que preferiram vê-las adiadas.

Sérgio Martinho, um dos primeiros habitantes da Ereira a ter a casa inundada pela água acumulada nos campos agrícolas a oeste da aldeia, votou ao início da tarde de hoje, mas vincou que o fez "com um sentimento agridoce".

"Tens a parte cívica e depois tens a outra parte, a parte amarga", ilustrou, aludindo à cheia que afeta a população -- e a sua casa, em particular -- onde a água, desde o início da semana, já subiu mais de 1,5 metros.

"Se há dias em que ela consegue estagnar, há dias em que continua a subir e foi o caso desta noite", revelou Sérgio Martinho.

"Se calhar devíamos ter adiado [as eleições] mais uns dias, se calhar mais duas semanas, até muitas localidades, de norte a sul do país, estabilizarem [face às estragos provocados pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta]. Mas alguém entendeu que não fazia sentido adiar, e nós fazemos o nosso papel enquanto cidadãos", argumentou.

À saída da secção de voto da Ereira, instalada na antiga extensão de saúde local, num local onde, aos sábados, ainda se fazem recolhas de sangue, Maria do Carmo alegou que, considerando o contexto nacional, "teria sido mais prudente, mais sensato, termos adiado as eleições".

No entanto, no caso da Ereira, onde reside e vota, sendo uma freguesia que coincide com os limites da localidade, disse não ver o porquê de adiar o ato eleitoral, até pelo contexto atual, com a povoação isolada.

"Todos nós temos possibilidades de vir votar, moramos aqui e não saímos. A nível nacional não vejo a pertinência de massacrar as pessoas com mais este dever, tantos que estão a viver dramas autênticos. Mas no nosso contexto específico não vejo motivo, foi sensato avançarmos [para a votação]", indicou.

Já Joaquim Claro Alves manifestou que foi votar agora como na primeira volta das eleições presidenciais: "Tradicionalmente tenho o hábito de vir, gosto de vir votar. E vinha sempre, independentemente de estarmos agora isolados ou não estarmos", frisou.

Na associação Cultural, Desportiva e Social da Ereira, Filipa Machado faz parte de uma equipa de voluntários que, por estes dias, é responsável pelas refeições dos militares ali destacados.

Apesar de já ter a casa "com um bocadinho de água no rés do chão", ou talvez por causa disso mesmo, o grupo serve refeições -- pequeno-almoço, almoço e jantar - a quem veio ajudar a população.

"Está a correr lindamente, estes senhores estão cá para nos ajudar. Não sabemos quanto tempo mais vão ficar e precisam de se sentir acarinhados e minimamente em casa", evidenciou.

Hoje, o almoço incluía sopa de legumes e grelhada mista, além de um `buffet` de sobremesas com fruta, pastéis e queijadas de Tentúgal.

Desde a noite de sábado que o acesso à Ereira se faz através de dois botes dos Fuzileiros da Marinha, embora, ao final da manhã e início da tarde, com a maré baixa, também um camião da Brigada de Intervenção do Exército tenha cumprido o percurso a partir de Montemor-o-Velho e volta.

Na ida, a reportagem da Lusa acompanhou quatro praças dos Fuzileiros, em duas embarcações, acompanhada de apenas uma pessoa, residente em Verride, a povoação fronteira à Ereira, do outro lado da ponte sobre o Mondego.

Os fuzileiros, oriundos de Carcavelos, Setúbal, Lagos e Funchal, estão nesta função de natureza humanitária pela primeira vez, e exercem-na com um cuidado extremo para com os passageiros de ocasião, seja no cumprimento de todas as condições de segurança -- coletes salva-vidas incluídos, ninguém entra a bordo sem um -- seja nas melhores condições para acomodar as pessoas nos `zebros`, as embarcações pneumáticas da Marinha.

O percurso de bote demora cerca de 15 minutos, durante o dia, um pouco mais à noite, com visibilidade mais reduzida: sai da ponte da Alagoa pelo chamado leito abandonado do Mondego, cruza campos agrícolas onde a água subiu mais de dois metros, e volta ao chamado "rio velho" antes de aportar junto à ponte velha, do lado contrário ao largo principal da povoação.

O regresso a Montemor-o-Velho foi feito num camião da Brigada de Intervenção do Exército, que acomodou - além dos quatro militares dos quartéis de Coimbra e Viseu em serviço hoje na Ereira -- outros cinco passageiros.

Vicente, de 11 anos, regressava ao carro estacionado junto à Ponte de Verride, na companhia do pai, Eurico, depois de ter ido a casa, na Ereira, buscar roupas e outros bens. O rapaz, olhos brilhantes, enquanto via a sua aldeia afastar-se, ao longe, destacava a "experiência" de andar, pela primeira vez, num camião militar, idêntica à que teve no bote dos Fuzileiros, depois de um jogo de futebol -- é defesa central - em Montemor-o-Velho.

O pai Eurico, desta vez, não votou "por falta de tempo". Já António nasceu na Ereira, e mora na Figueira da Foz, onde vota. Foi à aldeia natal visitar os pais, que já têm água ao pé de casa. Lembra-se das cheias na infância, e recordou, com mais propósito e detalhe, a grande cheia de 2001.

Ao contrário dos `zebros` que fazem um percurso sem paragens, a `carreira` do Exército para nas pontes de Verride e da Alagoa, antes de rumar ao quartel dos bombeiros de Montemor-o-Velho.

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Lusa /

Albuquerque afirma-se preocupado com desafios do futuro Presidente

O chefe do executivo madeirense (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, manifestou-se hoje "preocupado" face aos desafios que o futuro Presidente da República terá de enfrentar em relação ao posicionamento de Portugal a nível internacional.

"Estamos perante uma ordem internacional nova. Portugal tem de redefinir o seu papel no quadro da defesa e da segurança", afirmou, sublinhando que o Presidente da República é o comandante supremo das Forças Armadas e que "importa saber qual vai ser a estratégia de Portugal no quadro geopolítico".

Miguel Albuquerque, também líder do PSD/Madeira, falava aos jornalistas após exercer o direito de voto numa secção instalada na Escola Básica da Ajuda, na freguesia de São Martinho, Funchal, já depois das 16:30.

"Não vou dizer qual é o meu sentido de voto, mas o que eu espero é que esta eleição decorra da melhor maneira, dada a tragédia [mau tempo] que assolou o país. Acho que é importante continuarmos a exercer o nosso direito de sufrágio", disse.

O chefe do executivo madeirense considerou que o futuro Presidência da República terá um "papel muito difícil" nos próximos anos, não só ao nível nacional, mas também internacional.

"Eu estou mais preocupado porque Portugal tem desafios pela frente muito difíceis", disse, alertando também para a "situação de guerrilha" e de "entretenimento" permanentes no país, com um "conjunto de personagens que vão para a televisão, falam de tudo, sobre tudo, mas não se discute o essencial".

"O essencial é o que vai ser o país, o que queremos para o país daqui a 10, 15 anos, e qual a estratégia que deve ser seguida", avisou, reforçando: "Portugal precisa de uma estratégia e, neste momento, essa estratégia é fundamental, porque é a própria inserção de Portugal no quadro internacional."

Albuquerque considera decisivo saber se país vai adotar uma "estratégica atlântica" ou uma "estratégia continental", vincando a importância dos setores da segurança e defesa, que, defendeu, devem abranger as regiões autónomas.

Por outro lado, manifestou-se favorável à realização da segunda volta das eleições presidenciais hoje, apesar do impacto do mau tempo em muitas zonas do país.

"Acho que já temos uma maturidade suficiente para proceder ao direito de voto", afirmou.

Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a votar na segunda volta das presidenciais para eleger o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, em eleições realizadas com previsão de mau tempo, chuva e vento.

Disputam a segunda volta António José Seguro e André Ventura, três semanas depois do primeiro sufrágio, em que foram os mais votados, em 18 de janeiro.

No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.

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Segunda volta
RTP /

Emissão especial a partir das 18h00

O eleitorado foi de novo convocado às urnas, este domingo, para eleger o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa em Belém. António José Seguro ou André Ventura - um deles será o próximo presidente da República.

As urnas estão abertas até às 19h00 e votação tem decorrido sem incidentes. Contudo, 37 mil eleitores só votarão no próximo domingo.Acompanhámos aqui, desde o início da manhã, a jornada eleitoral.


São oito os concelhos que pediram o adiamento e, em três deles, não há assembleia eleitoral em qualquer freguesia: Alcácer do Sal, Golegã e Arruda dos Vinhos.

Os demais municípios com condicionamentos ditados pelos efeitos da sucessão de intempéries são Santarém, Rio Maior, Leiria, Cartaxo e Salvaterra de Magos.

O presidente da República cessante votou ao início da tarde em Celorico de Basto e mostrou satisfação pelos números então conhecidos de adesão às urnas.

Marcelo Rebelo de Sousa sustentou que o país vive momentos difíceis e que, por isso, a eleição se torna ainda mais importante. Anteviu também uma tarefa complexa para o sucessor.A afluência às urnas cifrava-se, até às 12h00, em 22,35 por cento, de acordo com a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. À volta, a 18 de janeiro, à mesma hora, a afluência fora de 21,18 por cento.


Ao votar, a meio da manhã, António José Seguro, quis também deixar um apelo à participação dos eleitores.

"Este é o momento em que o povo é soberano, em que cada voto conta e decide mesmo o futuro do nosso país. Estamos a eleger o presidente da República para os próximos cinco anos - é uma decisão muito importante e o meu apelo é que cada portuguesa e cada português venham votar", clamou o candidato.A afluência às urnas até às 16h00 foi de 45,50 por cento. No dia da primeira volta, à mesma hora, foi de 45,51 por cento.


Por sua vez, André Ventura mostrou-se tranquilo no que descreveu como o "dia de fazer a democracia acontecer".

O líder do Chega e candidato presidencial considerou que este é o dia de os portugueses decidirem que país querem para o futuro e insistiu que "é uma falta de respeito para com as pessoas" fazer com que tenham de votar em contexto de crise climática.

A RTP preparou uma emissão especial que acompanhará todos os momentos do dia em que, pela segunda vez na democracia portuguesa, houve uma segunda volta das presidenciais.
Para seguir a partir das 18h00 no canal RTP Notícias e nas plataformas digitais do serviço público. A projeção da abstenção, por parte da Universidade Católica, será conhecida às 19h00 e a projeção de resultados às 20h00.
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