António Capucho frisa que mais de metade do crescimento da dívida é devido aos juros elevados

O antigo conselheiro de Estado António Capucho afirma que Portugal tem “vários problemas gravíssimos, mas um deles prende-se com a insustentabilidade desta dívida, que tem crescido de forma assustadora”. O ex-ministro social-democrata é uma das 70 personalidades de vários quadrantes que subscrevem o manifesto que apela à reestruturação da dívida.

Sandra Henriques /

Foto: Antena 1

“Mais de metade do crescimento da dívida é devido aos juros elevados, neste momento por força da política governativa, que tem especial incidência na questão da austeridade, sem ter em conta que sem crescimento económico sustentado e robusto não há qualquer hipótese de pagar esta dívida, logo tem que ser reestruturada”, refere Capucho ao jornalista da Antena 1 João Vasco.

O ex-presidente da Câmara Municipal de Cascais destaca ainda a abrangência do manifesto. “Fico muito animado e entusiasmado com o facto de verificar que este documento é assinado por gente de todos os quadrantes políticos e ideológicos”, argumenta.

Entre as 70 personalidades que assinam o texto que apela à reestruturação da dívida estão Francisco Louçã, Manuela Ferreira Leite, Freitas do Amaral, Adriano Moreira, Ferro Rodrigues e Carvalho da Silva. Para além das figuras políticas, o documento é subscrito por nomes de vários setores da sociedade, entre empresários, sindicalistas, académicos e constitucionalistas.

A notícia do lançamento do manifesto foi avançada esta manhã pelo jornal Público, que revela que os subscritores consideram que a reestruturação da dívida é condição essencial para que deixe de reinar a política da austeridade pela austeridade e para que haja crescimento e emprego.

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