António Costa recusa conceito de arco da governação

No fecho do XX Congresso do PS, o secretário-geral do partido focou-se na Esquerda, afirmando que não pode ficar apenas no protesto.

Maria Flor Pedroso /

Foto: Mário Cruz/Lusa

“Nós recusamos o conceito de arco da governação, como delimitando quem são os partidos representados na Assembleia da República que têm acesso e têm a legitimidade de partilhar responsabilidades governativas. Em democracia quem decide, quem representa o povo é o povo e ninguém se pode substituir ao povo a excluir parte dos seus representantes das suas plenas responsabilidades”, referiu.

António Costa acrescentou que não vai excluir os partidos à Esquerda do PS “da responsabilidade que também têm de não serem só partidos de protesto, mas fazerem parte também de serem partidos de solução para os problemas nacionais”.

O Livre foi o único partido citado por António Costa, que sublinhou que à Direita é que não podem ser encontrados entendimentos.

Quanto às eleições presidenciais, o líder do PS argumentou que é preciso um Presidente da República do partido ou da área socialista.

Outro tema abordado por António Costa foi a coadoção, considerando que o Estado não tem que se intrometer nos assuntos partidários.

(com Sandra Henriques)
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