Política
Secretariado de Costa sem rasto de Seguro domina último dia de Congresso
António Costa pôs em marcha uma total remodelação do Secretariado Nacional do PS, com uma lista expurgada de nomes da anterior direção. Ouvido este domingo pela RTP, à chegada ao Parque das Nações, em Lisboa, o novo presidente do partido, Carlos César, procurou fazer passar a ideia de que o XX Congresso “combina um esforço de unidade” com uma “indispensável renovação”. Já o sucessor de António José Seguro chegou à FIL sem vontade de falar.
Em contraste com o que aconteceu na véspera, António Costa absteve-se de falar aos jornalistas à entrada para o segundo e derradeiro dia de trabalhos do XX Congresso Nacional do PS.
O novo secretário-geral socialista nada disse sobre as escolhas que fez para o Secretariado Nacional do partido, órgão executivo de ora em diante sem nomes associados à pretérita liderança de António José Seguro. Tão-pouco sobre Francisco Assis, que abandonou no sábado a reunião magna em aparente rutura com a estratégia política sufragada no pavilhão do Parque das Nações.
A lista apresentada por Costa, eleita no arranque do segundo dia do Congresso, é composta por 15 elementos efetivos: apenas Fernando Medina, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, integrou anteriores equipas diretivas, neste caso sob a liderança de José Sócrates.
António Costa escolheu para o Secretariado os antigos secretários de Estado Bernardo Trindade e Fernando Rocha Andrade, a vereadora da capital Graça Fonseca, a autarca de Portimão Isilda Gomes e Jorge Gomes, ex-governador civil de Bragança. Na equipa estará também o vereador da Câmara do Porto Manuel Pizarro, a presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, e a ex-autarca de Vila Franca de Xira Maria da Luz Rosinha.
Sobressaem, nas opções do novo líder, as inclusões de Luís Patrão, antigo secretário de Estado e chefe de gabinete dos primeiros-ministros António Guterres e José Sócrates, e do deputado João Galamba, que entrou para a Assembleia da República pela mão do ex-chefe de governo agora em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Évora.
Quem, na nova estrutura do Rato, assumiu as primeiras despesas da defesa do Secretariado Nacional formado por Costa foi o sucessor de Maria de Belém Roseira na presidência do PS.
“Ainda bem que existem divergências”
Na perspetiva de Carlos César, ouvido pela reportagem da RTP à chegada ao recinto do Congresso, as “listas, no que diz respeito à Comissão Nacional e Comissão Política, representam o compromisso estabelecido na sequência das eleições primárias e das conversações das últimas semanas, um esforço importante de unidade e representação da pluralidade do PS”. “No que se refere ao Secretariado Nacional, trata-se de um órgão executivo, de gestão política do dia-a-dia, que compete ao secretário-geral escolher e estruturar de acordo com as necessidades que sentirá. É um sinal muito importante, de grande renovação. Nenhum membro fez parte de secretariados anteriores. Este congresso combina o esforço de unidade e de participação com o esforço indispensável de renovação”, argumentou em seguida.
César não deixou também de comentar o facto de Francisco Assis ter deixado os trabalhos em rota de colisão com a orientação política da nova liderança. Para desvalorizar os acontecimentos de sábado.Francisco Assis abandonou no sábado o pavilhão da FIL desagradado com a ausência de indicação sobre a hora a que poderia discursar aos delegados. O antigo líder parlamentar socialista decidiu ficar à margem dos órgãos nacionais.
“Francisco Assis é um dos mais notáveis e importantes militantes do partido. Tem dado a sua contribuição, nem sempre de forma contínua, mas continuará a dá-la, tanto mais que tem a responsabilidade de representar o PS e os eleitores portugueses no Parlamento Europeu”, elogiou.
“Ainda bem que existem divergências. O tempo, este próximo ano, que vamos viver até às legislativas é de apuramento de todos esses detalhes do ponto de vista estratégico que não estejam já fixados na orientação política ontem aprovada, note-se, por unanimidade”, reforçou o antigo presidente do Governo Regional dos Açores.
“Acho mal a exclusão”
Menos inclinado a alinhavar o discurso com a posição da liderança, o antigo secretário-geral da UGT João Proença não hesitou em criticar a composição do Secretariado Nacional. “Sei que no Secretariado Nacional não há qualquer nome ligado a António José Seguro, portanto acho mal a exclusão”, reagiu Proença.
“É um direito do líder. Acho mal que de facto não tenha procurado escolher pessoas da sua confiança, com certeza, mas que fossem as mais adequadas e que fosse uma lista de unidade em termos de Secretariado Nacional”, vincou.
A lista apresentada por Costa, eleita no arranque do segundo dia do Congresso, é composta por 15 elementos efetivos: apenas Fernando Medina, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, integrou anteriores equipas diretivas, neste caso sob a liderança de José Sócrates.
António Costa escolheu para o Secretariado os antigos secretários de Estado Bernardo Trindade e Fernando Rocha Andrade, a vereadora da capital Graça Fonseca, a autarca de Portimão Isilda Gomes e Jorge Gomes, ex-governador civil de Bragança. Na equipa estará também o vereador da Câmara do Porto Manuel Pizarro, a presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, e a ex-autarca de Vila Franca de Xira Maria da Luz Rosinha.
Sobressaem, nas opções do novo líder, as inclusões de Luís Patrão, antigo secretário de Estado e chefe de gabinete dos primeiros-ministros António Guterres e José Sócrates, e do deputado João Galamba, que entrou para a Assembleia da República pela mão do ex-chefe de governo agora em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Évora.
Quem, na nova estrutura do Rato, assumiu as primeiras despesas da defesa do Secretariado Nacional formado por Costa foi o sucessor de Maria de Belém Roseira na presidência do PS.
“Ainda bem que existem divergências”
Na perspetiva de Carlos César, ouvido pela reportagem da RTP à chegada ao recinto do Congresso, as “listas, no que diz respeito à Comissão Nacional e Comissão Política, representam o compromisso estabelecido na sequência das eleições primárias e das conversações das últimas semanas, um esforço importante de unidade e representação da pluralidade do PS”. “No que se refere ao Secretariado Nacional, trata-se de um órgão executivo, de gestão política do dia-a-dia, que compete ao secretário-geral escolher e estruturar de acordo com as necessidades que sentirá. É um sinal muito importante, de grande renovação. Nenhum membro fez parte de secretariados anteriores. Este congresso combina o esforço de unidade e de participação com o esforço indispensável de renovação”, argumentou em seguida.
César não deixou também de comentar o facto de Francisco Assis ter deixado os trabalhos em rota de colisão com a orientação política da nova liderança. Para desvalorizar os acontecimentos de sábado.Francisco Assis abandonou no sábado o pavilhão da FIL desagradado com a ausência de indicação sobre a hora a que poderia discursar aos delegados. O antigo líder parlamentar socialista decidiu ficar à margem dos órgãos nacionais.
“Francisco Assis é um dos mais notáveis e importantes militantes do partido. Tem dado a sua contribuição, nem sempre de forma contínua, mas continuará a dá-la, tanto mais que tem a responsabilidade de representar o PS e os eleitores portugueses no Parlamento Europeu”, elogiou.
“Ainda bem que existem divergências. O tempo, este próximo ano, que vamos viver até às legislativas é de apuramento de todos esses detalhes do ponto de vista estratégico que não estejam já fixados na orientação política ontem aprovada, note-se, por unanimidade”, reforçou o antigo presidente do Governo Regional dos Açores.
“Acho mal a exclusão”
Menos inclinado a alinhavar o discurso com a posição da liderança, o antigo secretário-geral da UGT João Proença não hesitou em criticar a composição do Secretariado Nacional. “Sei que no Secretariado Nacional não há qualquer nome ligado a António José Seguro, portanto acho mal a exclusão”, reagiu Proença.
“É um direito do líder. Acho mal que de facto não tenha procurado escolher pessoas da sua confiança, com certeza, mas que fossem as mais adequadas e que fosse uma lista de unidade em termos de Secretariado Nacional”, vincou.