Cláudia Ribeiro, nova secretária do Conselho de Estado, assume transitoriamente a chefia da Casa Civil
A jurista Cláudia Ribeiro é a nova secretária do Conselho de Estado e vai assumir transitoriamente a chefia da Casa Civil do novo Presidente da República, António José Seguro, anunciou hoje a assessoria do chefe de Estado.
Segundo uma nota biográfica divulgada pela assessoria de comunicação do Presidente da República, Cláudia Ribeiro foi desde 09 de março de 2021 consultora para os Assuntos Políticos do anterior Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Licenciada em Direito, com a parte curricular do mestrado em Gestão e Políticas Públicas, foi assessora parlamentar, diretora do Centro de Formação Parlamentar e Interparlamentar, chefe da Divisão de Apoio às Comissões e diretora de serviços de apoio parlamentar.
Entre 19 de fevereiro de 2019 e 08 de março de 2021, exerceu funções como diretora da Unidade de Publicações Oficiais na Imprensa Nacional -- Casa da Moeda e foi consultora principal do Centro de Competências Jurídicas do Estado.
Cláudia Ribeiro tem também "pós-graduações em Corporate Governance, Compliance e Supervisão Pública (2022), em Direito da Defesa Nacional (2024) e realizou um Curso Intensivo em Direito e Prática da Inteligência Artificial (concluído em janeiro de 2026)", lê-se na mesma nota.
António José Seguro tomou hoje posse como Presidente da República.
Partidos com dúvidas se será possível garantir a estabilidade política
Os partidos reagiram ao primeiro discurso do Presidente da República, mas têm dúvidas se será possível garantir a estabilidade política.
Seguro promete estancar o "frenesim eleitoral"
No discurso da tomada de posse, António José Seguro prometeu estancar o frenesim eleitoral. Acredita que as legislatura são para cumprir. Mas também disse que a estabilidade é importante mas não é tudo.
Marcelo Rebelo de Sousa despede-se da presidência, da mesma forma que começou
Terminou como começou. Foi a pé até à Assembleia da República. Entrou em lojas e num supermercado, tirou fotografias e deixou agradecimentos.
600 convidados e seis chefes de Estado na tomada de posse de Seguro
O momento reuniu em Lisboa a maioria dos países de língua oficial portuguesa a quem Seguro propõe uma diplomacia lusófona.
António José Seguro chega ao Palácio de Belém
António José Seguro deposita coroa de flores junto ao túmulo de Camões
Novo presidente abandona Parlamento
André Ventura promete trabalhar com Seguro para garantir "estabilidade mínima"
Paulo Raimundo espera que Seguro cumpra a Constituição
PAN destaca promessa de um "novo ciclo de estabilidade"
José Luís Carneiro alinhado com a mensagem de António José Seguro
José Manuel Pureza aplaude defesa da Constituição
CDS-PP considera que foi um "bom discurso"
Hugo Soares destaca "visão global" de Seguro
Rui Tavares afirma que transição de poderes é "momento alto em qualquer democracia"
Mariana Leitão é a primeira líder partidária a reagir à tomada de posse
Marcelo Rebelo de Sousa abandona a Assembleia
Decorre a sessão de cumprimentos antes de Seguro se dirigir aos Jerónimos
A sua chegada ao Palácio de Belém está prevista para as 13:25, acompanhado pela família.
Em Belém, António José Seguro irá oferecer um almoço, às 14:00, aos chefes de Estado estrangeiros e outras altas entidades, com participação de Marcelo Rebelo de Sousa.
Às 15:00, os jardins do palácio serão abertos à população.
Depois do discurso de Seguro, ouve-se de novo o hino nacional
"Esperança não é ingenuidade. É acreditar que temos capacidade coletiva para resolver os nossos problemas. Avancemos juntos"
Veja aqui, na íntegra, o discurso do novo Presidente da República.
Portugal continua a apresentar desequilíbrios regionais, alerta. "Sei que há sofrimento e desalento", "sei que há portugueses indignados", mas diz que "tempo novo começa agora"
O novo Presidente lembra o que aconteceu nas cheias e nos incêndios. "Muitos deixaram de acreditar. Trago-vos uma mensagem de esperança. Acreditem em Portugal" e lembra que se ultrapassaram no passado momentos difíceis quando as pessoas se uniram".
"Vontade nacional é essencial", diz Seguro e assegura que "tratará todos os partidos por igual"
Seguro traça linhas vermelhas para a defesa da democracia. "Portugal não está imune"
O novo Presidente diz que a História mostra que "muito depressa se destrói o que foi construído em séculos" e diz que "Portugal não está imune a isso".
Seguro vai chamar partidos para chegar a acordo interpartidário na Saúde, Habitação, entre outros
"Legislaturas são para cumprir" e o fim do "frenesim eleitoral"
O novo Presidente coloca ênfase na estabilidade política. O Orçamento de Estado não é momento para queda do governo, diz. Mas lembra que "estabilidade não é um fim em si mesmo, não é estagnação".
O novo chefe de Estado defendeu que os desafios que o país enfrenta desaconselham "um calendário eleitoral de egoísta conveniência", acrescentando: "A experiência do passado recente, de ciclos eleitorais de dois anos, não é desejável. Tudo farei para estancar esse frenesim eleitoral".
Seguro lembra presidentes anteriores e o seu "legado" para a democracia
António José Seguro vai condecorar o seu antecessor
Seguro destaca "dedicação" do antecessor
O novo presidente diz ser uma honra "servir Portugal inteiro"
Na sua segunda nota, Aguiar Branco fala de Seguro
"Mas a democracia funciona, a cidadania funciona, o parlamento funciona", defendeu, antes de identificar um ponto em comum em relação ao desejo dos portugueses.
"Elegeram-nos para não deixarmos tudo na mesma", considerou, antes de fazer uma alusão à elevada experiência parlamentar do novo chefe de Estado, António José Seguro, antigo deputado do PS em várias legislaturas.
"Ouvimos as suas intervenções públicas durante a campanha, ouvimos os seus apelos para consensos em áreas estratégicas. No dia em que toma posse deixa definitivamente de representar este ou aquele eleitor, esta ou aquela linha de pensamento. Passa a representar-nos a todos. Sei que o fará com a dignidade e elevação que a função exige", acrescentou.
No final da sua intervenção, deixou uma mensagem ao novo chefe de Estado: Conte, senhor Presidente da República, com a lealdade institucional do parlamento, porque o país conta com as suas instituições".
"E como tantas vezes na nossa História, saberemos todos estar à altura dessa responsabilidade", concluiu.
António José Seguro, antigo secretário-geral do PS, foi eleito Presidente da República na segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, com mais de 3,5 milhões de votos, um número recorde, 66,84% dos votos expressos, contra André Ventura, presidente do Chega.
Longo aplauso na Assembleia da República para o ex-presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
Aguiar Branco despede-se de Marcelo Rebelo de Sousa
Aguiar Branco discursa na Assembleia da República
Após a leitura e assinatura do auto de posse, discursa o presidente da Assembleia da República, seguindo-se a primeira intervenção de António José Seguro como Presidente da República.
António José Seguro toma posse com declaração de compromisso
Presentes na Sala das Sessões, 600 convidados, incluindo seis chefes de Estado.
Presentes os presidentes de Angola, João Lourenço, de Cabo Verde, José Maria Neves, de Moçambique, Daniel Chapo, de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, e de Timor-Leste, José Ramos-Horta.
Jovens ativistas em protesto pedem a Seguro que coloque crise climática na agenda
Cerca de três dezenas de ativistas estão esta manhã concentrados no Largo do Rato, em Lisboa, em protesto para chamar a atenção do novo Presidente da República para a necessidade de colocar a crise climática na sua agenda.
A pouco mais de um quilómetro da Assembleia da República, onde hoje decorre a cerimónia de tomada de posse de José António Seguro, alunos de várias escolas secundárias e faculdades de Lisboa gritam palavras de ordem num protesto sob o lema "A nossa vida não está a venda".
"Estamos aqui hoje para colocar pressão para que o novo Presidente da República coloque na sua agenda o fim dos combustíveis fósseis até 2030, que significa garantir que também está preocupado com o nosso futuro", disse à Lusa José Borges, da Greve Climática, lamentando que o assunto não tenha sido "um tema central durante a campanha eleitoral".
Marcelo Rebelo de Sousa chega ao Parlamento e é acompanhado pelo presidente da Assembleia da República
Marcelo vai ao supermercado, seguido pelos jornalistas, antes de ir para a Assembleia da República. "Seguro vai ser um grande Presidente"
António José Seguro chega ao Parlamento, onde vai tomar posse
Guarda de honra na despedida do Presidente Marcelo
Marcelo Rebelo de Sousa a caminho da Assembleia da República. Ouve-se o hino nacional
O futuro chefe de Estado, António José Seguro, irá chegar ao Palácio de São Bento às 09h30, acompanhado pela mulher, Margarida Maldonado Freitas, e pelos dois filhos. Quinze minutos mais tarde, pelas 09h45, chegará o ainda Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Aguiar Branco abre a sessão no parlamento para depois a suspender
O futuro chefe de Estado, António José Seguro, irá chegar ao Palácio de São Bento às 09h30, acompanhado pela mulher, Margarida Maldonado Freitas, e pelos dois filhos. Quinze minutos mais tarde, pelas 09h45, chegará o ainda Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
O que esperam do próximo Presidente da República?
A palavra do Presidente terá peso e consequência". Foi uma das garantias deixadas por António José Seguro durante a campanha eleitoral, prometendo dosear a intervenção pública: "Não falarei por tudo e por nada".
A saúde e uma das principais prioridades estabelecidas pelo novo Presidente da República, através de um pacto para a saúde, e com a segurança e a defesa no horizonte do primeiro Conselho de Estado já em março.
António José Seguro sai de casa nas Caldas da Rainha a caminho de São Bento
A despedida de Marcelo. Costa recorda "criatividade e empatia" e Montenegro lembra perfil "interventivo e próximo"
Segunda-feira é o último dia de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente. À RTP, Luis Montenegro e António Costa lembram os dez anos de Marcelo Rebelo de Sousa e avaliam o legado.
Sessão solene na Assembleia da República marcada para as 10h00
Na Assembleia da República, António José Seguro prestará juramento sobre a Constituição.
Segundo o cerimonial da sessão solene de tomada de posse, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, abrirá a sessão às 09h00, suspendendo-a em seguida, para receber o Presidente da República, o Presidente da República eleito e os convidados.
António José Seguro irá chegar ao Palácio de São Bento às 09h30, acompanhado pela mulher, Margarida Maldonado Freitas, e pelos dois filhos. Quinze minutos mais tarde, pelas 09h45, chegará o ainda Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Pelas 10h00, o presidente da Assembleia da República, "segurando o original da Constituição da República Portuguesa, anuncia que o Presidente da República eleito vai prestar a declaração de compromisso".
O Presidente eleito levanta-se e presta juramento sobre a Constituição da República Portuguesa.
A seguir, ouve-se uma salva de 21 tiros de artilharia naval e a Banda da Guarda Nacional Republicana, formada nos Passos Perdidos, executa o hino nacional.
Após a leitura e assinatura do auto de posse, discursa o presidente da Assembleia da República, seguindo-se a primeira intervenção de António José Seguro como Presidente da República.
No fim da sessão, o Presidente da República despede-se do seu antecessor e dirige-se para o Salão Nobre, onde tem lugar a habitual apresentação de cumprimentos.
Depois, o novo Presidente desloca-se até ao Mosteiro dos Jerónimos, para a deposição de uma coroa de flores no túmulo de Camões, pelas 13h00. A sua chegada ao Palácio de Belém está prevista para as 13h25, acompanhado pela família.
Em Belém, António José Seguro irá oferecer um almoço, às 14h00, aos chefes de Estado estrangeiros e outras altas entidades, com participação de Marcelo Rebelo de Sousa. Às 15h00, os jardins do palácio serão abertos à população.
Às 16h30, no ISCP, o novo chefe de Estado terá um encontro com 52 jovens, número simbólico que representa os anos da democracia portuguesa, e às 18:00 cumprirá a tradição de condecorar o seu antecessor com o grande-colar da Ordem da Liberdade, no Palácio Nacional da Ajuda, onde às 18h30 oferecerá uma receção.
António José Seguro, antigo secretário-geral do PS, foi eleito Presidente da República na segunda volta das eleições presidenciais, em 8 de fevereiro, com mais de 3,5 milhões de votos, um número recorde, 66,84% dos votos expressos, contra André Ventura, presidente do Chega.
O seu programa das cerimónias de posse irá prosseguir na terça-feira, em Arganil, Guimarães e no Porto.
Tomada de posse. Seguro em programa de dois dias com destaque para interior do país
António José Seguro toma posse segunda-feira, num programa que vai durar dois dias. Entre Lisboa no primeiro e Arganil, Guimarães e Porto no segundo, o novo presidente quer destacar as prioridades do mandato.
Seguro e Montenegro. Começa um novo ciclo na relação entre Belém e São Bento
É já na segunda-feira que António José Seguro toma posse como presidente da República. E começa um novo ciclo na relação entre Belém e São Bento.
Estiveram juntos no Parlamento quando Seguro era secretário-geral do PS e Montenegro líder parlamentar do PSD.
As posições já assumidas por António José Seguro para o seu mandato em Belém
Com a saúde como prioridade para o primeiro ano como Presidente da República, António José Seguro, que toma posse na segunda-feira, já avisou que vetará as alterações à legislação laboral propostas pelo Governo, se ficarem na versão atual e não houver acordo na Concertação Social.
Estas ideias foram uma constante nas várias intervenções que fez ao longo da caminhada até Belém, onde tem para o primeiro ano de mandato a prioridade já definida: a saúde e um pacto para o setor.
Saúde “a tempo e horas”: a prioridade das prioridades
A saúde foi, provavelmente, o tema em relação ao qual António José Seguro mais falou ao longo dos últimos meses.
Criticando um “Estado com pés de barro” devido às falhas na resposta aos problemas, o Presidente da República eleito quer saúde a “tempo e horas” para os portugueses e já decidiu que esta será a sua primeira causa no mandato inaugural em Belém e, nas suas palavras, a “prioridade das prioridades”.
Ao longo da campanha, com os casos nos atrasos no socorro, mostrou-se “completamente irritado e indignado” e defendeu, dia após dia, o pacto para a saúde que propôs.
A sua proposta não é para “meia dúzia de palavras”, mas para “uma solução duradoura, que tenha objetivos, metas, uma estratégia, orçamentos e que depois seja avaliada”.
"Eu não encontro nenhuma razão para se fazer uma alteração à legislação laboral, que só vem trazer precisamente o contrário da paz social que é necessária", disse, tendo mesmo desafiado o Governo a retirar a proposta que “não tem sentido absolutamente nenhum”.
Seguro avisou que a proposta do executivo, tal como está, merecerá o seu veto político desde o Palácio de Belém.
Na campanha para a primeira volta, defendeu que o tema saiu do debate político para "ver se ajudava o candidato do Governo", numa referência a Marques Mendes.
Na segunda volta, garantiu que não promulgaria as alterações à legislação laboral tal como estão porque não fizeram parte das propostas eleitorais e porque “não houve acordo” na Concertação Social, sendo esta última “fundamental nas sociedades modernas para criar a tal previsibilidade e a tal estabilidade”.
Relação com o Governo: exigente mas sem ser um “primeiro-ministro sombra”
“Prometi a lealdade e cooperação institucional com o Governo. Cumprirei a minha palavra. Jamais serei um contrapoder, mas serei um Presidente exigente com as soluções e com os resultados”. A frase é de Seguro, no discurso da vitória, na noite de 08 de fevereiro.
Desde as Caldas da Rainha diretamente para São Bento o aviso ficou feito. Esse aviso tinha sido repetido, dia após dia, durante a campanha.
Seguro comprometeu-se a não ser “um primeiro-ministro sombra”, mas insistiu na tecla da exigência e, para as reuniões de quinta-feira com o primeiro-ministro o menu já está escolhido: não será “para tomar chá”, mas para trabalhar e resolver os problemas dos portugueses.
“A política ou serve para resolver os problemas das pessoas ou então não serve rigorosamente para nada”, disse diversas vezes quando defendia a política do “P grande”.
Estabilidade, dissolução do parlamento apenas como último recurso e um Presidente menos vezes na televisão
O tema da estabilidade foi uma constante nas intervenções do futuro chefe de Estado.
Em Matosinhos, no encerramento da longa campanha, Seguro insistiu na necessidade de Portugal não poder ter “mais instabilidade nem incertezas” nem ir “à aventura”.
“O Palácio de Belém não pode ser um local de confronto e conflito, tem que ser um porto seguro para que o país possa progredir, defendeu.
Ainda longe da vitória e quando as sondagens não eram animadoras, numa entrevista à agência Lusa em novembro, o candidato presidencial apoiado pelo PS enfatizou que pretende que uma dissolução do parlamento seja “o último dos últimos recursos” e não considerou que um chumbo do Orçamento do Estado implique necessariamente o uso da chamada “bomba atómica”.
“Eu não quero ser um presidente reativo nem um presidente que ameaça em público”, disse ainda, antecipando que, consigo, haverá “menos presidente nos telejornais, mas mais presidente a fazer aquilo que deve”. prometeu ainda que “não falará por tudo e por nada”.
Quanto à duração da legislatura, Seguro também respondeu durante a campanha: “não será por mim que ela será interrompida”.
Mau tempo: as perguntas que não ficarão sem resposta e a primeira Presidência aberta para verificar que os apoios chegam ao terreno
Quando a tempestade Kristin devastou algumas zonas do país, o futuro chefe de Estado surpreendeu tudo e todos ao anunciar de viva voz aos jornalistas que, na véspera, tinha ido sozinho visitar alguns dos locais mais afetados.
Voltou a fazê-lo sem levar comunicação social, fez propostas ao Governo, falou com os autarcas, doou lonas que seriam para cartazes para fazer coberturas de casas e insistiu que aquele era o tempo de responder a uma catástrofe que o tinha deixado chocado.
Para depois da emergência ficaria o apuramento das responsabilidades sobre os problemas na resposta ao mau tempo e o aviso de que “estará vigilante, fará as perguntas difíceis”.
No discurso da vitória, a promessa de que não esquecerá nem abandonará as pessoas afetadas.
Dias antes, na reta final da campanha Seguro tinha anunciado que a primeira Presidência aberta que iria promover seria precisamente na zona Centro, fortemente afetada, para verificar ‘in loco’ se os apoios prometidos pelo Governo realmente chegam realmente às empresas e às pessoas.
Um presidente de todos, que deixará os interesses à porta de Belém num mandato independente e sem amarras
Para Seguro não bastava vencer “por um” e, por isso, pediu por diversas vezes uma legitimidade eleitoral reforçada.
Contados os boletins e conseguindo bater o recorde do socialista Mário Soares ao superar a barreira dos 3,5 milhões de votos, o ex-líder do PS assegurou que será o presidente de “todos, todos, todos os portugueses”, mesmo os que não votaram nele e, logo na noite das eleições, afiançou que deixou de ver André Ventura como seu adversário.
A independência no exercício do seu mandato foi uma promessas que deixou com a sua “candidatura suprapartidária”, lembrando desde o momento em que se apresentou que vive “sem amarras” e que é livre, o que vai levar consigo para Belém.
O que prometeu António José Seguro e como entende os poderes presidenciais
Seleção de frases de António José Seguro, Presidente da República eleito, sobre a forma como entende os poderes presidenciais.
"Precisamos de uma Justiça a tempo e horas, precisamos de uma Justiça que faça justiça e precisamos também de uma justiça competente. Tivemos uma situação há dois anos, com um primeiro-ministro em funções [António Costa], que levou à demissão desse primeiro-ministro e penso que a Justiça já devia ter avançado mais em todo esse processo [Influencer] e tirar as conclusões."
22-11-2025
"Há problemas [na saúde], têm que haver soluções. As soluções não podem ser soluções pontuais, têm que ser soluções duradouras. E essas soluções passam por envolver todos aqueles que têm responsabilidades legislativas e que têm responsabilidades executivas."
24-11-2025
"Eu considero que o Presidente da República deve falar em público e das suas palavras deve haver consequências, mas muito do trabalho também é feito em privado, nas reuniões à quinta-feira com o primeiro-ministro."
24-11-2025
"O país tem o diagnóstico feito, tem soluções, tem propostas. O que é que falta? Falta liderança. E eu como Presidente da República quero ajudar a criar essa liderança, essa iniciativa e essa firmeza."
12-12-2025
"Sei da importância do interior para o nosso país. Não há territórios dispensáveis em Portugal, nem há portugueses de primeira e de segunda. A nossa economia tem a ganhar com o desenvolvimento do interior."
12-12-2025
"Eu quero ser o Presidente de todos os portugueses. (...) Um presidente leal à Constituição. Um presidente que vem para equilibrar um sistema político que está excessivamente desequilibrado para um dos campos, onde esse campo consegue fazer tudo, tomar todas as decisões, inclusivamente se quiser fazer revisões que entender da nossa Constituição da República."
21-12-2025
"O Presidente da República não governa, mas inspira."
03-01-2026
"Foi essa uma das marcas de toda a minha vida, é esse um dos meus valores e será essa uma das minhas causas em Belém, o combate à corrupção, doa a quem doer."
05-02-2026
"Convocarei sempre que necessário o Conselho de Estado, mas nunca, mas nunca dispensarei o conselho do povo português."
05-02-2026
"[A situação na saúde é] inaceitável e alguém tem que pôr cobro a isto. Enquanto Presidente da República, tratarei diretamente desse assunto com o primeiro-ministro."
08-01-2026
"O voto nesta candidatura é também um voto que garante a estabilidade social. (...) Porque, quando metade do país não se revê nos seus representantes ao mais alto nível, a contestação passa para as ruas porque não tem voz nas instituições da democracia."
09-01-2026
"É inaceitável [que em Portugal, em 2026,] morram pessoas por falta de socorro, que telefonam para as emergências e que as ambulâncias não chegam a tempo e horas."
10-01-2026
"Os trabalhadores têm todo o direito na defesa dos seus direitos e das suas reivindicações. E não podem ser sempre eles a cederem todo o campo em matéria de legislação laboral."
Reiterando a sua intenção de veto político caso o anteprojeto do Governo chegasse a Belém
10-01-2026
"O próximo Presidente da República tem que ser uma pessoa com coerência, não um cata-vento que diz o que quer em cada circunstância e que é útil aos auditórios."
10-01-2026
"Eu sou o Presidente dos novos tempos, o Presidente da mudança, o Presidente do futuro. Sou mesmo uma força tranquila. Não preciso andar aos gritos. Não preciso andar aos berros."
11-01-2026
"É por isso que a Saúde não pode ser privatizada. É por isso que a Segurança Social não pode ser privatizada, por uma razão muito simples. É porque a Saúde e a Segurança social têm que ser universais e de acesso para todas e todos os portugueses, independentemente dos recursos que têm no banco ou dos recursos que têm no bolso."
12-01-2026
"Eu olho para ela [Constituição] e não vejo necessidade de a rever para resolvermos os problemas urgentes do país. Nenhuma necessidade. Eu vejo é outra coisa. É necessidade de executar o que está na Constituição da República Portuguesa."
12-01-2026
"[Portugal deve ser] um país que aposte no conhecimento, na ciência, na inovação, na cultura, na identidade e na língua, bem como respeite o ambiente e pense nas próximas gerações quando hoje toma decisões."
No discurso de vitória na primeira volta das presidenciais
18-01-2026
"Quero reafirmar a nossa manutenção nas alianças quer da NATO, quer da União Europeia."
22-01-2026
"O setor social no nosso país é essencial. É fundamental para levar cuidados, mas também para levar amor, junto de pessoas que de outra forma ficariam completamente abandonadas."
25-01-2026
"Apelo muito a que rapidamente o parlamento, que é o órgão de soberania onde vai ser criado esse registo de lóbi, crie rapidamente as condições para que todos os lobistas se possam inscrever e para que haja transparência nas relações entre quem defende legitimamente interesses e quem defende o interesse público."
26-01-2026
"Se há uma necessidade e uma emergência no sentido de que a nossa economia precisa de contributo de mais mão-de-obra e essa mão-de-obra não existe no país, qual é a solução? O país para? Agora, a questão do controlo e a questão da imigração é crucial."
No debate com André Ventura para a segunda volta das eleições presidenciais
RTP/SIC/TVI, 27-01-2026
"O ensino superior deve ser tendencialmente gratuito, como se sabe, como está, digamos, na nossa Constituição."
Questionado sobre que posição teria enquanto Presidente da República face a uma eventual aprovação do descongelamento das propinas
29-01-2026
"Foi uma catástrofe. (...) Neste momento o que é preciso é acudir às pessoas, aos empresários e repor o mais rapidamente possível a normalidade. Agora, a culpa não pode morrer solteira."
Sobre os efeitos da passagem da tempestade Kristin
30-01-2026
"Chega de divisão, chega de ódio, chega de por portugueses uns contra os outros. Nós queremos ser um único povo plural e queremos ser um povo plural que unido é capaz de resolver os problemas que temos pela frente."
01-02-2026
"Eu quero a garantia - que o primeiro-ministro me dê - de que todos os ministros passaram o crivo e que não vão ter problemas quer do ponto de vista ético, quer doutros, no exercício das suas funções."
01-02-2026
"Eu voltarei (...) às presidências abertas, às presidências de proximidade. E a primeira presidência aberta que farei é precisamente na zona Centro, estando durante o tempo que for necessário nas zonas e nos territórios que foram devastados por esta tempestade."
05-02-2026
"Não vos esquecerei e não vos abandonarei. (...) A solidariedade portuguesa foi heroica, mas não pode nunca substituir a responsabilidade do Estado."
Após a vitória na segunda volta das presidenciais
08-02-2026
"Não será por mim que ela [legislatura] será interrompida."
Idem, ibidem
"Prometi a lealdade e cooperação institucional com o Governo. Cumprirei a minha palavra. Jamais serei um contrapoder, mas serei um Presidente exigente com as soluções e com os resultados."
Idem, ibidem