Política
Presidenciais 2026
Apoios: Ventura pinta a "cara de vergonha" e fala do dia "mais negro do Governo"
O nevoeiro e a chuva miudinha anunciavam alguma coisa, em Vila Verde, Braga, Minho, quase Gerês. Tempo de dúvidas, húmidas.
Foto: Tiago Petinga, Lusa
"Será que o Governo está a falar a sério?", questionou André Ventura. "Um apoio de 537 euros para cada afetado pela tempestade, isto é uma vergonha", acentuou.
Num dia em que já havia dito que seria "muito duro" com o Governo na altura certa, Ventura acentuou as cores e chamou tintas. " Eu pintava a minha cara de vergonha, uma vergonha", repetiu.
O candidato presidencial e líder do Chega, invocou que há pessoas com "dois os três mil euros de subsídios". E atacou: " E a quem perde tudo damos 537. O que é isto?", indagou. Por isso, o Ventura do sound-byte. "Acho que é um dos dias mais negros e de maior falhanço na história do Governo". "Quinhentos euros por pessoa, Senhor primeiro-ministro? 500 euros por pessoa a pessoas que perderam tudo, perderam uma vida?", rematou.
As críticas repetem-se dentro do auditório dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde, onde o candidato a Belém foi o protagonista de uma tertúlia com autarcas para debater preparação das autarquias em situações de emergência. "Era trazer o primeiro-ministro, pegar nele, pô-lo à janela e dizer assim: ‘Olhe o que está a acontecer? Está a ver o tempo lá fora? Achas que estas pessoas podem estar à espera de vistorias das CCDR e de Câmaras Municipais? Senhor primeiro-ministro nós precisamos de ação agora'", dramatizou André Ventura.
Ventura vai insistindo na mensagem dos últimos dias. "Aconteceu que uma campanha eleitoral aconteça no meio disto [da tempestade]. Mas a campanha não vale nada ao pé disto. Não há votos que preocupem quando pessoas estão sem teto, sem água, sem luz", afirmou o candidato em plena ação de campanha, com a comunicação social presente. Filipe Melo, deputado, dirigente do Chega e vereador na Câmara Municipal de Vila Verde, acompanha a mensagem. "O nosso sincero e profundo agradecimento por deixares de lado o que seria uma grande campanha e uma grande batalha rumo a estas eleições presidenciais em prol da população", apontou o líder da distrital de Braga do Chega.
Em Vila Verde, Ventura esteve sozinho no palco a responder às questões, lona da candidatura como pano de fundo, perante uma plateia com algumas bandeiras em punho. No final de uma semana dedicada a debater os efeitos do mau tempo na região Centro, foram os autarcas do Chega no Minho a usar da palavra para questionar o candidato.