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Aprovada audição urgente da ministra da Administração Interna no Parlamento

Aprovada audição urgente da ministra da Administração Interna no Parlamento

Os requerimentos para a audição de Maria Lúcia Amaral foram submetidos por Chega e Iniciativa Liberal. O partido de André Ventura propôs ainda a audição do secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha. Foram ambos aprovados por unanimidade.

Carlos Santos Neves - RTP /
Foto: Filipe Amorim - Lusa

A Comissão de Assuntos Constitucionais aprovou esta quarta-feira a audição urgente da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, e do secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha. Em causa está a resposta do Govrno aos efeitos da passagem da depressão Kristin por Portugal continenal, assim como da rede de comunicações SIRESP.Além das audições da ministra e do secretário de Estado, o Chega havia tamém proposto chamar os presidentes das câmaras de Coimbra e Leiria a reportar as dificuldades. Contudo, esta proposta foi rejeitada com os votos contra de PSD e CDS-PP e a abstenção do PS.


A deputada dos liberais Marta Ferreira Silva considerou pertinente que a titular da pasta da Administração Interna prestasse esclarecimentos após tere sindo conhecidas queixas no terreno, desde logo por parte do presidente da Câmara da Batalha, segundo o qual o SIRESP deixou de funcionar. Afirmou ainda querer perceber por que razão a entidade "está sem presidente do Conselho de Administração há mais de dois anos".

Marta Ferreira da Silva questionou também o facto de o grupo de trabalho criado pelo Governo após o apagão de abril de 2025, para a "substituição urgente" do SIRESP, não ter ainda apresentado conclusões.

Por sua vez, o deputado do Chega Nuno Gabriel avaliou como oportuno ouvir não só a ministra e o secretário de Estado como os autarcas de Leiria e Coimbra, convocando à Assembleia da República "quem está no terreno".

O deputado do PSD Nuno Gonçalves defendeu, porém, que os autarcas "têm que estar no terreno"
e questionou o critério para chamar somente os presidentes das câmaras de Leiria e Coimbra.

O deputado do CDS-PP João Almeida sustentou que "não cabe à Assembleia da República escrutinar o trabalho dos autarcas", sendo esta uma prerrogativa das assembleias municipais. E o socialista Pedro Vaz considerou que o requerimento da IL ficou aquém, ao não chamar também o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.

O presidente da República considerou já na manhã desta quarta-feira que, por vezes, “há umas tiradas ou afirmações que são mais felizes e outras menos felizes”, o que “irrita as pessoas”.
Jornal da Tarde | 4 de fevereiro de 2026As declarações de Marcelo Rebelo de Sousa surgiram depois de a ministra da Administração Interna ter dito desconhecer o que falhou no atraso da disponibilização de meios aos territórios mais afetados pelo mau tempo.


“Quando há um momento de aperto, de aflição, de não saber bem qual é a situação no terreno, as pessoas de repente são apanhadas em perguntas, em questões que não é fácil responder”, declarou o chefe de Estado.

“Portanto, de vez em quando, há umas tiradas ou afirmações que são mais felizes e outras menos felizes”.

Dez pessoas morreram, desde a semana passada, em consequência do agravamento do estado do tempo. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados ou intoxicação com origem em gerador.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e avançou com um pacote de medidas de apoio dotado de até 2,5 mil milhões de euros
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c/ Lusa
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