Aumento de salários. Negociação com Governo está "inquinada"

Aumento de salários. Negociação com Governo está "inquinada"

Os sindicatos que representam os trabalhadores da Administração Pública foram recebidos pelo Governo, pela segunda vez. O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado faz um apelo aos partidos da Oposição. A Frente Comum critica o Governo que se "senta à mesa hoje sem mexer uma vírgula na sua proposta" de aumentos de salários.

Cristina Santos- RTP /
Nuno Patrício - RTP

O Executivo mantém a proposta de aumento de 2,15 por cento para salários superiores a 2.631 euros e um aumento mínimo de 56,58 euros para salários até esse valor.

À saída da reunião com a secretária de Estado da Administração Pública, no Ministério das Finanças, o coordenador da Frente Comum considerou “inaceitável” o adiamento da apresentação de "uma proposta diferente".

Para a Frente Comum, a negociação está "inquinada à partida", porque o Executivo apresentou a proposta de OE2026 e só "depois continua a negociação com os sindicatos" da Função Pública.

Perante “o impasse negocial”, Sebastião Santana lembrou a greve convocada para dia 24 de outubro.
Também após a reunião com a secretária de Estado, o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) admitiu que o valor dos aumentos salariais só vai ser diferente se a oposição parlamentar se unir.
O STE espera aumentos dos valores do subsídio de refeição e a reposição de três dias de férias (retirados pela troika).O próximo encontro com os sindicatos, que será o terceiro, ficou marcado para o final do mês, 29 de outubro. A primeira reunião do Governo com os sindicatos da Função Pública aconteceu no dia 26 de setembro.

Quanto ao Orçamento do Estado para 2026, o Governo entregou à Comissão Europeia o plano orçamental.

Lisboa garante que as novas medidas se adequam às recomendações específicas de Bruxelas.
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