Política
Base das Lajes reduz quase 500 militares norte-americanos
O ministro Paulo Portas diz que está prevista uma redução de quase 500 militares na base das Lajes. Assim, estima-se que o PIB da ilha Terceira sofra uma redução na ordem de 6 por cento.
Paulo Portas já revelou que está prevista uma redução do contingente militar norte-americano nas lajes de 640 para 160 elementos.
A base deverá deixar de funcionar 24 horas por dia para passar a funcionar durante 8 dias por dia. O MNE diz que, com esta redução, o PIB da ilha Terceira deverá sofrer uma redução na ordem de 6 por cento.
O ministro dos Negócios Estrangeiros admitiu, entretanto, que "o próximo ciclo de fundos estruturais" europeus podem vir a ser
usados para apoiar a ilha Terceira, devido à redução da presença norte-americana na Base das Lajes.
O ministro dos Negócios Estrangeiros reafirmou que a redução militar norte-americana na base das Lajes pode ter consequências por tratar-se de um dos principais pontos da relação entre Portugal e os Estados Unidos.
Paulo Portas disse aos deputados que Portugal recebeu informações em novembro sobre a intenção da administração americana de reduzir o número de militares na base aérea n 4 das Lajes, Açores.
"O impacto da redução é de seis por cento do Produto Interno Bruto da
ilha Terceira" disse Paulo Portas referindo-se ao corte da presença militar norte-americana nas Lajes, que prevê também a "redução do número de trabalhadores" da base assim como dos "negócios indiretos".
"Os Estados Unidos não decidiram encerrar a base, decidiram pela redução mas isso deve implicar meditação", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros acrescentado que se houver redução também é "expectável que haja redução das facilidades que Portugal concede", no âmbito do acordo técnico.
Paulo Portas disse também que "Portugal sabe que esta não é uma decisão isolada dos Estados Unidos da América" e que se enquadra num processo de redução de forças americanas desde o final da Guerra Fria sobretudo na Alemanha, Itália, Espanha, Países Baixos e também Portugal, para além das bases que vão ser fechadas em território norte-americana num contexto de "redução orçamental de 497 mil milhões de dólares" para a área da Defesa.
As afirmações de Paulo Portas foram proferidas durante uma audição conjunta com o ministro da Defesa, após ter sido questionado pelos deputados Mariana Aiveca (BE) e António Filipe (PCP) sobre as contrapartidas económicas para aquela ilha dos Açores.
(Marcos Celso com Lusa)