Política
Eleições Legislativas 2015
Bloco aponta "caminho feito que dá solidez a possibilidade de acordo"
No cair do pano sobre um dia recheado de significado político no Parlamento, onde Ferro Rodrigues foi eleito para a suceder a Assunção Esteves com os votos da esquerda, Catarina Martins foi a Braga explicar a militantes do BE que ainda há pontos por encerrar nas negociações com os socialistas. Mas os partidos têm “um caminho feito que dá solidez” à perspetiva de um acordo.
O Bloco não está esgrimir junto do partido de António Costa “um único lugar” num eventual executivo partilhado com a esquerda parlamentar, voltou a afiançar na última noite Catarina Martins, durante uma sessão com militantes e apoiantes em Braga.
“A discussão que estamos a fazer é sobre política, compromissos concretos de defesa de salários, pensões, Estado social”, insistiu a porta-voz nacional do BE.
“Não estão todos os pontos fechados, mas temos um caminho feito que dá solidez a esta possibilidade de acordo e estabilidade a esta possibilidade governativa”, continuou.
Ainda de acordo com Catarina Martins, o Bloco de Esquerda quer nesta fase acautelar que a convergência com os socialistas não seja um projeto vulnerável a ataques “na primeira curva” e “possa cair”.
“Ou seja, como é que se paga, como é que é se alguma coisa correr mal, onde é que nos entendemos, onde é que não nos entendemos, que compromissos políticos claros, porque a política exige clareza e não ambiguidade”, reforçou.
“Triste figura”
Na mesma sessão, a dirigente bloquista voltaria à carga contra a posição assumida na quinta-feira à noite pelo Presidente da República, munindo-se do desfecho da eleição do novo presidente da Assembleia da República – com os votos da esquerda parlamentar, o socialista Eduardo Ferro Rodrigues bateu o social-democrata Fernando Negrão.
“Cavaco Silva tinha-se poupado à triste figura que fez ontem se tivesse aguardado pela eleição de hoje”, verberou Catarina Martins, para quem Cavaco Silva é um Chefe de Estado “em choque” e “desesperado”.
“Não discutimos um único lugar, nem teria sentido que o fizéssemos”, enfatizou a porta-voz do Bloco de Esquerda.
“Face a estes resultados eleitorais [das legislativas de 4 de outubro], que são tão cristalinos, PSD e CDS não têm a maioria para governar e, se alguém tivesse alguma dúvida, a eleição do presidente da AR, hoje, foi prova clara de que PSD e CDS não têm condições para governar. Não é possível haver um governo PSD e CDS porque eles não conseguem aprovar nada”, acentuou.
A porta-voz do Bloco referir-se-ia também aos mais recentes dados da execução orçamental, para notar que “afinal” a restituição da sobretaxa em sede de IRS não chegará aos 35 por cento acenados pela coligação Portugal à Frente no decurso da campanha. “Apenas” a nove por cento.
“Durante a campanha vinham dados da execução orçamental e o Governo garantia que ia devolver 25 por cento da sobretaxa em 2016. Preferíamos, às vezes, não ter razão, mas não é que os números que conhecemos hoje dizem que, afinal, o que Governo dizia era mentira?”, questionou.
Apoiando-se em notícias da imprensa económica, Catarina Martins acusou os partidos de Paulo Portas e Pedro Passos Coelho de terem “escondido” as contas para levaram a cabo “uma campanha assente na mentira”.
“A discussão que estamos a fazer é sobre política, compromissos concretos de defesa de salários, pensões, Estado social”, insistiu a porta-voz nacional do BE.
“Não estão todos os pontos fechados, mas temos um caminho feito que dá solidez a esta possibilidade de acordo e estabilidade a esta possibilidade governativa”, continuou.
Ainda de acordo com Catarina Martins, o Bloco de Esquerda quer nesta fase acautelar que a convergência com os socialistas não seja um projeto vulnerável a ataques “na primeira curva” e “possa cair”.
“Ou seja, como é que se paga, como é que é se alguma coisa correr mal, onde é que nos entendemos, onde é que não nos entendemos, que compromissos políticos claros, porque a política exige clareza e não ambiguidade”, reforçou.
“Triste figura”
Na mesma sessão, a dirigente bloquista voltaria à carga contra a posição assumida na quinta-feira à noite pelo Presidente da República, munindo-se do desfecho da eleição do novo presidente da Assembleia da República – com os votos da esquerda parlamentar, o socialista Eduardo Ferro Rodrigues bateu o social-democrata Fernando Negrão.
“Cavaco Silva tinha-se poupado à triste figura que fez ontem se tivesse aguardado pela eleição de hoje”, verberou Catarina Martins, para quem Cavaco Silva é um Chefe de Estado “em choque” e “desesperado”.
“Não discutimos um único lugar, nem teria sentido que o fizéssemos”, enfatizou a porta-voz do Bloco de Esquerda.
“Face a estes resultados eleitorais [das legislativas de 4 de outubro], que são tão cristalinos, PSD e CDS não têm a maioria para governar e, se alguém tivesse alguma dúvida, a eleição do presidente da AR, hoje, foi prova clara de que PSD e CDS não têm condições para governar. Não é possível haver um governo PSD e CDS porque eles não conseguem aprovar nada”, acentuou.
A porta-voz do Bloco referir-se-ia também aos mais recentes dados da execução orçamental, para notar que “afinal” a restituição da sobretaxa em sede de IRS não chegará aos 35 por cento acenados pela coligação Portugal à Frente no decurso da campanha. “Apenas” a nove por cento.
“Durante a campanha vinham dados da execução orçamental e o Governo garantia que ia devolver 25 por cento da sobretaxa em 2016. Preferíamos, às vezes, não ter razão, mas não é que os números que conhecemos hoje dizem que, afinal, o que Governo dizia era mentira?”, questionou.
Apoiando-se em notícias da imprensa económica, Catarina Martins acusou os partidos de Paulo Portas e Pedro Passos Coelho de terem “escondido” as contas para levaram a cabo “uma campanha assente na mentira”.