Catarina Martins diz que votará "sempre contra a indecência" numa eventual segunda volta

 A candidata presidencial Catarina Martins voltou hoje e apelar ao voto por convicção no dia 18 de janeiro, afirmando que "está tudo em aberto" para uma eventual segunda volta, na qual assegura que votará "sempre contra a indecência".

Lusa /
Rui Minderico- EPA

Ao longo da campanha, a candidata apoiada pelo BE tem evitado teorizar sobre os resultados da primeira volta das eleições presidenciais, no domingo, e sobre uma eventual segunda que, a realizar-se, está marcada para o dia 08 de fevereiro.

Hoje voltou a afirmar que "está tudo em aberto", mas antecipou que no caso de não ser um dos dois nomes a votos nessa segunda volta, há opões que exclui à partida, ao contrário de João Cotrim Figueiredo, que disse hoje não afastar o apoio a qualquer candidato.

"A política precisa de decência. Eu votarei sempre contra a indecência e a selvajaria", referindo-se, implicitamente, a André Ventura, em declarações aos jornalistas no final de uma visita ao projeto Seixal Criativo, apoiado pela Câmara Municipal do Seixal.

Questionada sobre a posição de Cotrim Figueiredo, que considerou que o líder do Chega, nos últimos dias, moderou o discurso e parece um político diferente, Catarina Martins sublinhou que "as pessoas são os seus percursos".

"Há quem tenha semeado o ódio, a divisão e os problemas no país. E há quem tenha estado sempre do lado de quem trabalha, de quem constrói Portugal e que não desista de uma economia mais qualificada e de uma democracia mais forte", comparou.

A propósito da concorrência na corrida a Belém, Catarina Martins foi também questionada sobre o apoio de Pedro Nuno Santos à candidatura presidencial de António José Seguro, que o ex-líder do PS considerou ter-se conseguido impor e "convencer até os mais céticos".

"António José Seguro tem apoios vários no PS, mas também tem apoio de Pedro Santana Lopes, ex-primeiro-ministro do PSD, que Jorge Sampaio teve de demitir", disse, recordando o encontro entre Seguro e Santana Lopes na sexta-feira.

Sobre o candidato socialista, Catarina Martins considerou que é alguém que não se compromete com nada.

"Há quem não se comprometa com um projeto nem para a saúde, nem para o trabalho, nem para a educação, nem para a economia, porque acha que não se comprometer com nada é a melhor forma de sobreviver quando a direita está envolvida na lama", afirmou, insistindo que "a política tem de ser convicções".

Convicção tem sido, precisamente, o mote dos apelos ao voto de Catarina Martins, que diz representar o projeto da convicção "de que vivemos num país em que é preciso salários e pensões dignas, acesso à saúde, acesso à habitação e uma economia que faça as gerações mais jovens sonhar com o futuro em Portugal em vez de sonhar e ir embora".

Rejeitando estabelecer metas concretas quanto aos resultados eleitorais, a candidata disse que, acima de tudo, quer o maior número de votos possível "com a convicção de quem vai votar e que sabe que eu nunca me escondi nas lutas mais importantes deste país".

 

Tópicos
PUB