Chega deseja que CDS prove sozinho "o que vale"
IL espera que CDS aproveite segunda vida para "renascer"
PS. Reconhecemos e saudamos o "reaparecimento do CDS"
Considerou ainda que Melo fez "prova de vida" enquanto ministro da Defesa e sublinhou a proximidade em matérias de segurança e de soberania entre o PS e o CDS.
Paulo Rangel. Diferenças são "salutares" em democracia
Rangel revelou ainda que se afastou da escolha das listas da Aliança Democrata às eleições europeias.
Governo vai criar comissão para a celebração do 25 de Novembro, anuncia Nuno Melo
"Em 2024 celebraremos os 50 anos do 25 de Abril. Em 2025, devemos celebrar, e não esquecer, os 50 anos do 25 de Novembro", vincou.
Discurso de encerramento. Nuno Melo diz que Governo herdou "crise social" provocada pelas esquerdas
Destacando que os portugueses votaram pela "mudança" e pelo "diálogo", o presidente do CDS salienta que os dois partidos estão juntos "pela oitava vez na história da nossa democracia".
"Sempre que CDS e PSD juntaram forças nunca perderam eleições legislativas", assinalou.
Nuno Melo dedicou também vários minutos aos desafios eleitorais que se avizinham, nomeadamente as eleições regionais na Madeira, em que concorre com listas próprias, e às eleições europeias, em que o CDS concorre em coligação com o PSD.
O presidente do CDS sublinha que o partido foi dos primeiros a defender a integração de Portugal na CEE e que é uma força "europeísta desde o nascimento". Nuno Melo defende que as eleições europeias não são eleições "menores" e que a opção nas urnas será entre "tolerância" e os "extremismos". Uma opção que torna-se ainda mais relevante com "uma guerra às portas da UE e da NATO".
Considera que a defesa do conceito de Ocidente e de liberdade está ameaçado pelo crescimento da extrema-esquerda e extrema-direita. "Uns e outros são opositores da UE como a concebemos", argumenta.
De seguida, Nuno Melo focou-se na política interna, ao comparar a crise que trouxe a Troika a Portugal e o momento atual. "Em 2024, a crise que nos é legada pela esquerda é fundamentalmente social", refere.
Nuno Melo reeleito presidente do partido com 89,3% dos votos
Os resultados foram anunciados pelo presidente da Mesa do Congresso, José Manuel Rodrigues, na abertura da sessão de encerramento da reunião magna, que arrancou com cerca de uma hora de atraso face ao que estava previsto no programa e termina hoje em Viseu.
O anúncio foi feito pelas 13:25, depois de os delegados terem votado para eleger os novos órgãos durante a manhã.
A lista do novo líder recebeu 684 votos a favor, o que corresponde a 89,3%, 65 votos em branco (8,5%) e 17 nulos (2,2%), de um total de 766 votantes.
A moção de estratégia global apresentada por Nuno Melo, a única que foi a votos, foi aprovada por unanimidade no primeiro dia de trabalhos do congresso.
Na primeira vez que foi eleito líder do CDS-PP, no congresso de Guimarães, em 2022, a lista apresentada por Nuno Melo à comissão política nacional conseguiu 74,93% dos votos.
"Listas trazem muita renovação". Nuno Melo responde a Rodrigues dos Santos
Nuno Magalhães. Renovação das listas "é notória"
Direita, PS e associações de forças de segurança e Armadas no encerramento
De acordo com informação divulgada esta manhã pelo partido, em representação do Governo estará em Viseu o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
Pelo PSD marcará presença o coordenador autárquico Pedro Alves, o presidente da distrital de Viseu, Carlos Silva, e o `vice` da bancada parlamentar Miguel Guimarães.
Da parte do PS, marcarão presença o deputado e secretário nacional, João Paulo Rebelo, o deputado José Rui Cruz e a presidente da concelhia de Viseu, Lúcia Araújo.
Pelo Chega, estará na reunião magna o deputado João Tilly, e da Iniciativa Liberal Pedro Pereira, membro da comissão executiva do partido e Bernardete Santos, coordenadora do Núcleo Territorial de Viseu.
As presenças confirmadas incluem também os presidentes da ASPP/PSP - Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, agente principal Paulo Santos, do SINAPOL - Sindicato Nacional da Polícia, Ricardo Linhares Melo, e do Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP, Rui Jorge Ribeiro Amaral, e da Associação dos Profissionais da Guarda, César Nogueira.
Das associações representativas das Forças Armadas, estarão presentes o presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS), sargento Lima Coelho, e da Associação de Praças (AP), cabo-mor Paulo Amaral.
Pelo SNCGP, Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, vai participar o presidente, Carlos Sousa, entre outros dirigentes, e pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público o presidente, Paulo Lona.
Na lista estão também incluídos representantes da CAP - Confederação dos Agricultores de Portugal, CIP - Confederação Empresarial de Portugal, da Confederação do Turismo Português, da Confederação de Comércio e Serviços de Portugal, UGT, CGTP, e os presidentes da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, da União das Misericórdias Portuguesas e das Mutualidades Portuguesas.
De acordo com a informação divulgada por fonte oficial do CDS-PP, marcam também presença no encerramento do 31.º Congresso representantes das ordens dos advogados, médicos, notários, psicólogos, nutricionistas, da Liga dos Bombeiros, da Cruz Vermelha Portuguesa, da ANAFRE, SEDES e CONFAGRI - Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola em Portugal.
A sessão de encerramento do 31.º Congresso do CDS-PP tem início previsto para as 12:30, com o anúncio dos resultados da eleição dos órgãos nacionais e a tomada de posse. Os trabalhos encerram com o discurso de consagração de Nuno Melo, que vai renovar o mandato de presidente do partido.
O CDS-PP tutela no atual Governo as pastas da Defesa Nacional -- Nuno Melo é ministro e Álvaro Castello-Branco secretário de Estado -- e da Administração Interna, com Telmo Correia como secretário de Estado.
"CDS é um partido de futuro" defende Nuno Melo ao votar para os novos orgãos do CDS
Nuno Melo diz que Rodrigues dos Santos deve estar "equivocado"
Perante a insistência dos jornalistas sobre as críticas de falta de renovação, o presidente do CDS-PP disse que não reagia, e acrescentou de seguida: "A grande beleza da democracia está na liberdade de opinião e eu respeito todas".
"No mais, gostava apenas de dizer que talvez haja algum equívoco. Olhando para as listas vejo muita renovação e vejo muitas mulheres, vejo até pessoas com créditos firmados na sociedade portuguesa, em todas as áreas setoriais, e por isso haverá um equívoco", respondeu.
Interrogado sobre a lista que leva a votos hoje para a sua Comissão Política Nacional, que é de continuidade, Melo respondeu que "tem vários novos nomes, mulheres, e quadros de grande qualidade" e que "foi alargada".
Já sobre o facto de estarem presentes no encerramento várias associações representativas das forças de segurança e das Forças Armadas, o atual ministro da Defesa do governo minoritário PSD/CDS-PP salientou que estas forças "são importantes em todo o país e em qualquer momento porque significam a soberania do Estado e isso não é uma questão menor".
Nuno Melo mantém todos os atuais vice-presidentes na comissão política
De acordo com as listas aos órgãos nacionais afixadas hoje, Nuno Melo vai manter Álvaro Castello-Branco, Telmo Correia, Paulo Núncio, Ana Clara Birrento, Diogo Moura, João Varandas Fernandes e Maria Luísa Aldim nas vice-presidências.
Numa lista de continuidade, também Pedro Morais Soares vai manter-se como secretário-geral.
Como porta-vozes, continua Isabel Galriça Neto e os até agora vogais da comissão executiva Catarina Araújo e Durval Tiago Ferreira.
Há também novos órgãos introduzidos com as alterações estatutárias aprovadas no último congresso, que decorreu em 2022. O coordenador de comunicação será o atual secretário-geral da Juventude Popular, Tomás Amaro Monteiro, e o gabinete de apoio programático será liderado por Ricardo Pinheiro Alves.
O cargo de coordenador autárquico, até agora desempenhado por Mário Araújo e Silva, volta a ser ocupado por Fernando Barbosa, que o foi com o anterior líder, Francisco Rodrigues dos Santos.
Os 12 vogais da comissão executiva serão Alexandra Almeida, César Navio, Raquel Paradela, António Marinho, Bruno Bobone, Domingos Alberto Doutel, Duarte Nuno Correia, Francisco Kreye, Inês Montargil, Hélder Amaral, Luís Gonçalves Folhadela e Vasco Becker-Weinberg.
O antigo líder parlamentar Nuno Magalhães é o primeiro nome da lista ao Conselho Nacional, órgão que será presidido por Luís Queiró. Até agora, o lugar era ocupado pelo antigo ministro Luís Pedro Mota Soares.
Como presidente do congresso mantém-se José Manuel Rodrigues.
As listas de candidatos aos órgãos nacionais do CDS-PP foram afixadas à porta do Pavilhão Cidade de Viseu, onde termina hoje o 31.º Congresso do partido.
A eleição, por voto secreto, já abriu e decorre até às 11:30, estando o anúncio dos resultados previsto para a uma hora depois, seguindo-se a tomada de posse e o discurso de consagração do presidente do partido.
Listas únicas foram afixadas
Rodrigues dos Santos admite desfiliação e critica "clubinho privado de portas fechadas à renovação"
Esta posição foi defendida pelo anterior líder dos centristas num painel de comentário na CNN Portugal, na noite de sábado, ao mesmo tempo que decorria em Viseu o 31.º Congresso do CDS-PP.
"Eu confesso que estou a testar os meus limites para conseguir sustentar a minha filiação no partido, não sei se conseguirei, por isso esta auto-reflexão impunha-se com um distanciamento importante para decisões mais definitivas", salientou.
Francisco Rodrigues dos Santos começou por considerar como "pontos fortes" o regresso do CDS-PP ao parlamento e ao Governo, acontecimento que classificou como "um sinal de vitalidade" e de que o partido "conseguiu renascer qual fénix no panorama político nacional".
O partido perdeu representação parlamentar pela primeira vez na sua história nas legislativas de 2022, altura em que Francisco Rodrigues dos Santos era líder e se demitiu na sequência desse resultado eleitoral.
Na opinião do anterior líder, os centristas têm agora a sua "bala de prata", com deputados e governantes, tendo a possibilidade de "verdadeiramente influenciar a governação".
"Agora, os pontos fracos. Existe uma perceção generalizada que o CDS se transformou num clubinho privado de portas fechadas à renovação", criticou.
Para Francisco Rodrigues dos Santos, o CDS "deve assumir-se como um partido de futuro e a renovação em qualquer organismo é fundamental para assegurar a integridade física e vital de qualquer instituto".
"As instituições que vivem quer de quadros antigos, quer de História, não são partidos políticos, são museus, e esta perceção o CDS tem que conseguir combater", apelou.
O centrista frisou que o partido "é democrata-cristão e não democrata-ancião" e considerou que "deve relançar-se e ter capacidade de apresentar novos protagonistas ao país".
"Ouvi hoje o presidente do CDS [Nuno Melo] dizer que o CDS tem que afinar o discurso para as mulheres e para os jovens. A média de idades dos representantes políticos nos órgãos de soberania do CDS é de 58 anos e tem zero mulheres", lamentou.
Francisco Rodrigues dos Santos mencionou ainda "a competitividade do CDS à direita" como um ponto fraco.
"Creio que muitos portugueses se perguntam qual é a assinatura do CDS neste programa de Governo e já antes qual tinha sido o seu impacto no programa eleitoral da Aliança Democrática. O CDS nunca negociou lugares sempre quis impor valores, ideias e projetos políticos ao país. Hoje essas bandeiras cabe que sejam afirmadas de forma inequívoca e clara no seio da governação", considerou.
Segundo dia do Congresso consagra liderança de Nuno Melo
Moção de Nuno Melo aprovada por unanimidade
"A moção está aprovada por unanimidade", anunciou o presidente do congresso, José Manuel Rodrigues, depois de afirmar não ter registado votos contra nem abstenções.
A votação da moção de estratégia global, documento que tem como objetivo "fixar a orientação geral do partido", decorreu de braço no ar.
A outra moção apresentada ao congresso, da Juventude Popular, intitulada "Assegurar o Futuro", foi retirada. O anúncio foi feito por secretário-geral da estrutura que representa os jovens do CDS-PP, Tomás Amaro Monteiro.
Também as alterações aos estatutos do partido propostas pela direção foram aprovadas por unanimidade.
Na apresentação das alterações, o secretário-geral do CDS-PP, Pedro Morais Soares, explicou que algumas alterações se prendem com questões identificadas pelo Tribunal Constitucional.
A maior mudança prende-se com o Conselho Nacional de Jurisdição passar de sete para 11 membros e funcionar com duas secções e o plenário. A proposta visa ainda limitar até quatro anos a sanção de suspensão de um militante.
A última vez que os estatutos do CDS-PP foram alterados foi em 2022, pouco depois de Nuno Melo chegar à liderança do partido.
Os congressistas aprovaram igualmente um voto de louvor à ação da Juventude Popular, proposto durante os trabalhos por um dirigente da estrutura.
O primeiro dia de trabalhos da reunião magna dos centristas, que arrancou às 11:30, terminou às 00:50.
O presidente do congresso, José Manuel Rodrigues, lembrou que de manhã decorre a eleição para os órgãos nacionais do CDS-PP, e os delegados podem votar entre as 09:30 e as 11:30.
O anúncio dos resultados está previsto para as 12:30, seguindo-se a tomada de posse dos novos órgãos e o discurso de consagração de Nuno Melo, que terá o mandato renovado enquanto líder do partido.
As listas para os órgãos podem ser entregues à Comissão Organizadora do Congresso "até às 02:00", anunciou o presidente da reunião magna antes de dar os trabalhos por encerrados.
Nuno Melo considera que "se o CDS tivesse ido a votos sozinho", os resultados do partido seriam melhores do que em 2022
O presidente do CDS destaca a coligação da AD como um acordo “quase patriótico” que fez com que “o PS e PS e as esquerdas fossem derrotados”.
“O CDS acrescentou muito a esta coligação”, afirmou.
Sobre as declarações de Pedro Passos Coelho, que revelou que a Troika considerava que Paulo Portas não era de confiança, Nuno Melo disse não estar interessado “em discutir questões de 2014”.
“Aquilo que se conseguiu nesse governo foi patriótico e Portugal deve ao PSD e ao CDS o fim de um ciclo de intervenção externa da Troika e a devolução da sanidade às contas públicas”, destacou.
Manuel Monteiro alerta para a necessidade de uma "voz própria" do CDS
Sobre as palavras de Paulo Núncio sobre o aborto durante a campanha, Manuel Monteiro considera que o CDS deve poder ter as suas próprias iniciativas sem colocar em causa a colaboração com o PSD.
Para o ex-presidente do CDS, é "desejável" que os valores da direita sejam defendidos "por quem acredita na democracia". Questionado sobre a nova declaração de princípios que prevê "respeitar as orientações pessoais de cada um", Manuel Monteiro diz ter "o maior respeito pelas orientações sexuais de cada um".
"Um homem que entende ser, na sua liberdade, homossexual, continua a ser um homem. Uma mulher que, na sua liberdade, entende ser homossexual, continua a ser uma mulher", afirmou.
E acrescentou: "Todas as pessoas, homossexuais, heterossexuais, têm que ter a mesma dignidade perante a lei, mas não podemos considerar que é tudo igual. A diferença das pessoas também tem de ser respeitada".
Ainda dentro do mesmo tema, admite não concordar com o uso da expressão "casamento" nas uniões entre casais do mesmo sexo e refere que "a legislação portuguesa não permite a poligamia".
"Há limites à liberdade individual e ainda bem", acrescenta.
Questionado sobre as palavras de Pedro Passos Coelho e uma aproximação ao Chega, Manuel Monteiro afirma que André Ventura não é de direita. Apesar de ser um "excelente comunicador", o líder do Chega "dirá em cada momento aquilo que é agradável às pessoas".
No entanto, defende Manuel Monteiro, os eleitores do partido que André Ventura representa "não podem ser ignorados".
Em concreto sobre o CDS, o ex-presidente do CDS reconhece que o partido já estava em declínio eleitoral antes da liderança de Francisco Rodrigues dos Santos.
Cecília Meireles elogia trabalho "notável" de Nuno Melo
Para Cecília Meireles, a "grande mais valia" do partido é a sua capacidade de juntar pessoas que pensam algumas questões de forma diferente.
A ex-deputada aproveitou ainda para lembrar outras causas que considera prioritárias, como o acesso aos cuidados de saúde.