Política
Costa fecha Congresso do PS a pedir maioria para dissipar pesadelo
Contra o que descreveu como “o sonho da direita” convertido em “pesadelo”, aludindo ao desígnio de Sá Carneiro - “uma maioria, um governo, um Presidente” -, António Costa fez cair o pano sobre o XX Congresso do PS a clamar por uma “maioria plural que valorize o diálogo social”. De portas fechadas a PSD e CDS-PP. Com a mão estendida aos “partidos à esquerda” dos socialistas.
Sob os olhares tão atentos quanto gelados das delegações de social-democratas e democratas-cristãos enviadas ao Parque das Nações, António Costa redobrou este domingo o ataque ao Governo de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas. Adicionando Cavaco Silva ao ponto de mira.
Na intervenção de encerramento, António Costa recusou que as fronteiras da governação se esgotem em partidos com assento parlamentar, referindo o LIVRE, de Rui Tavares, como exemplo de corte com o “mito da incomunicabilidade da esquerda”.
Depois de uma manhã marcada pelas notícias do afastamento de todos os nomes conotados com a anterior direção do Secretariado Nacional socialista e da dissidência de Francisco Assis, Costa quis recentrar o partido na política de oposição ao Executivo. Ao qual atribuiu, como o pior dos seus legados, um “corte na esperança no futuro de Portugal”. O novo secretário-geral do PS fechou, uma vez mais, a porta a compromissos insistentemente pedidos por Belém. E repercutidos pelo primeiro-ministro.
“Não podemos ser alternativa às atuais políticas com quem as quer prosseguir”, frisou Costa, que assumiu como “responsabilidade” da sua liderança “dar resposta aos problemas efetivos dos portugueses”.
A maioria absoluta é um objetivo consagrado na reunião que agora termina, embora o sucessor de António José Seguro tempere o ímpeto pré-legislativas com a ideia de que o seu PS quererá protagonizar “uma maioria plural, aberta, que valorize o diálogo social”.
A esquerda à esquerda dos socialistas – nomeadamente comunistas e bloquistas - é chamada a falar com o Rato: “Não contarão com o PS para vos ajudar a manterem-se na posição cómoda de ficarem só pelo protesto e não virem também trabalhar para a solução”.
Presidenciais no horizonte
Capitalizando as presenças de Mário Soares e Jorge Sampaio no pavilhão da FIL, o líder socialista colocaria em perspetiva o combate a travar pelo partido nas próximas eleições presidenciais, em 2016, ao sugerir que “o sonho da direita” – “uma maioria, um governo, um Presidente”, histórica fórmula do fundador do PSD, Francisco Sá Carneiro – é hoje “um pesadelo”.
Num momento inédito em congressos partidários, António Costa cedeu por momentos o púlpito à atriz Maria do Céu Guerra, que reproduziu os nomes de “mulheres assassinadas em casos de violência doméstica”.
“A realização da direita de ter uma maioria, um governo e um Presidente revelou-se nestes três anos um pesadelo para os portugueses”, lançou António Costa, para depois sublinhar que estará totalmente disponível “para contribuir para uma candidatura saída das fileiras do PS ou da área do PS”.
“Um Presidente da República com um perfil que, sintetizo, renove o nosso orgulho nas presidências de Mário Soares e de Jorge Sampaio”, clamou, colhendo uma demorada ovação da sala.
O nome mais citado como presidenciável ao longo do fim de semana foi o do independente Sampaio da Nóvoa, antigo reitor da Universidade de Lisboa, que no sábado, ao intervir diante dos delegados, disse “presente”. E que posteriormente, à saída do recinto da reunião magna, diria estar “disposto a tudo”. Sem querer nada.
“Insensibilidade”
Outra das passagens que arrebatou os delegados incidiu sobre o 1.º de Dezembro, que se comemora esta segunda-feira.
“Esta não é a primeira crise que o país enfrenta. Comemoraremos o 1.º de Dezembro, a Restauração da Independência nacional. Bem sei que o Governo desistiu de celebrar a Restauração da Independência, mas os portugueses não desistiram e segunda-feira celebrarão a independência de Portugal, a primeira data sem a qual nenhuma outra data existiria”, afirmou Costa.
Concluído o discurso do líder, os trabalhos do Congresso terminaram com dirigentes e delegados a entoarem o Hino Nacional.
Na intervenção de encerramento, António Costa recusou que as fronteiras da governação se esgotem em partidos com assento parlamentar, referindo o LIVRE, de Rui Tavares, como exemplo de corte com o “mito da incomunicabilidade da esquerda”.
Depois de uma manhã marcada pelas notícias do afastamento de todos os nomes conotados com a anterior direção do Secretariado Nacional socialista e da dissidência de Francisco Assis, Costa quis recentrar o partido na política de oposição ao Executivo. Ao qual atribuiu, como o pior dos seus legados, um “corte na esperança no futuro de Portugal”. O novo secretário-geral do PS fechou, uma vez mais, a porta a compromissos insistentemente pedidos por Belém. E repercutidos pelo primeiro-ministro.
“Não podemos ser alternativa às atuais políticas com quem as quer prosseguir”, frisou Costa, que assumiu como “responsabilidade” da sua liderança “dar resposta aos problemas efetivos dos portugueses”.
A maioria absoluta é um objetivo consagrado na reunião que agora termina, embora o sucessor de António José Seguro tempere o ímpeto pré-legislativas com a ideia de que o seu PS quererá protagonizar “uma maioria plural, aberta, que valorize o diálogo social”.
A esquerda à esquerda dos socialistas – nomeadamente comunistas e bloquistas - é chamada a falar com o Rato: “Não contarão com o PS para vos ajudar a manterem-se na posição cómoda de ficarem só pelo protesto e não virem também trabalhar para a solução”.
Presidenciais no horizonte
Capitalizando as presenças de Mário Soares e Jorge Sampaio no pavilhão da FIL, o líder socialista colocaria em perspetiva o combate a travar pelo partido nas próximas eleições presidenciais, em 2016, ao sugerir que “o sonho da direita” – “uma maioria, um governo, um Presidente”, histórica fórmula do fundador do PSD, Francisco Sá Carneiro – é hoje “um pesadelo”.
Num momento inédito em congressos partidários, António Costa cedeu por momentos o púlpito à atriz Maria do Céu Guerra, que reproduziu os nomes de “mulheres assassinadas em casos de violência doméstica”.
“A realização da direita de ter uma maioria, um governo e um Presidente revelou-se nestes três anos um pesadelo para os portugueses”, lançou António Costa, para depois sublinhar que estará totalmente disponível “para contribuir para uma candidatura saída das fileiras do PS ou da área do PS”.
“Um Presidente da República com um perfil que, sintetizo, renove o nosso orgulho nas presidências de Mário Soares e de Jorge Sampaio”, clamou, colhendo uma demorada ovação da sala.
O nome mais citado como presidenciável ao longo do fim de semana foi o do independente Sampaio da Nóvoa, antigo reitor da Universidade de Lisboa, que no sábado, ao intervir diante dos delegados, disse “presente”. E que posteriormente, à saída do recinto da reunião magna, diria estar “disposto a tudo”. Sem querer nada.
“Insensibilidade”
Outra das passagens que arrebatou os delegados incidiu sobre o 1.º de Dezembro, que se comemora esta segunda-feira.
“Esta não é a primeira crise que o país enfrenta. Comemoraremos o 1.º de Dezembro, a Restauração da Independência nacional. Bem sei que o Governo desistiu de celebrar a Restauração da Independência, mas os portugueses não desistiram e segunda-feira celebrarão a independência de Portugal, a primeira data sem a qual nenhuma outra data existiria”, afirmou Costa.
Concluído o discurso do líder, os trabalhos do Congresso terminaram com dirigentes e delegados a entoarem o Hino Nacional.