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Costa invoca tradição de respeito pelas "secretas" e defende legalidade da sua ação

Costa invoca tradição de respeito pelas "secretas" e defende legalidade da sua ação

O primeiro-ministro afirmou esta tarde esperar que se mantenha um consenso em torno da confiança depositada nos serviços de informações e reiterou a legalidade da sua ação no caso da recuperação de um computador do Ministério das Infraestruturas.

Antena 1 /

Miguel A. Lopes - Lusa

Estas posições foram transmitidas por António Costa em declarações aos jornalistas no final de uma visita ao projeto de construção de 266 habitações destinadas a arrendamento acessível em Benfica, Lisboa, e que terá financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

"Não tenho a menor das dúvidas de que, perante os dados que existiam - e um contexto que é muito relevante -, a decisão que foi tomada pelos responsáveis dos serviços de informações não afeta a legalidade democrática. Agiram no estrito cumprimento da lei. É a avaliação que faço, é a avaliação que faz a entidade competente para fiscalizar os serviços de informações e não vale a pena continuar a alimentar polémicas onde elas não existem", declarou.

Antes, o líder do executivo tinha sido interrogado sobre a atuação das "secretas" na recuperação de um computador do Ministério das Infraestruturas que estava na posse de Frederico Pinheiro, que nesse mesmo dia tinha sido demitido pelo ministro João Galamba.

Perante os jornalistas, o líder do executivo defendeu também o Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP), dizendo que a posição dos três elementos deste órgão em relação à legalidade da atuação do Serviço de Informações e Segurança (SIS) nesse caso da recuperação de um computador do Ministério das Infraestruturas foi "aprovada por unanimidade", ou seja, com a aprovação do elemento indicado pelo PSD, Joaquim da Ponte.

"Temos serviços de informações que, ao longo de décadas, têm primado por um grande profissionalismo e rigor, e não me recordo de alguma vez ter sido apontada alguma falha à atuação dos serviços de informação. Isso tem sido muito bom para a democracia portuguesa", apontou.
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