Política
Presidenciais 2026
Cotrim corre para Belém. "Vou buscar as chaves"
De megafone em riste, João Cotrim de Figueiredo marca o arranque da campanha: "Encontramo-nos à porta do Palácio de Belém", diz o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, vestido a rigor, com ténis e calções.
Foto: Oriana Barcelos
O final do processo ainda está longe. Para este candidato presidencial, a corrida tem duas fases. Ele acredita que, no fim, vai sair vitorioso - mas, por agora, o objetivo é passar à segunda volta. "Já disse: não chegar à segunda volta, para mim, é uma derrota - uma derrota que assumirei, pessoalmente, na hora. Mas não vai acontecer", afirmou.
Cotrim de Figueiredo confia que vai ter um bom resultado na corrida até Belém. Mariana Leitão, também. A líder da Iniciativa Liberal diz mesmo que João Cotrim de Figueiredo já está a revelar-se a surpresa destas eleições. "Está a ser uma campanha extraordinária, a melhor campanha que temos visto numas presidenciais, com uma adesão extraordinária, com uma proximidade às pessoas como raramente se vê num candidato à Presidência da República", afirmou, à tarde, no evento Horizonte 2031, que reuniu, no Centro de Congressos de Lisboa, alguns dos apoiantes da candidatura.
O candidato apoiado pela IL tem dito que a sua presidência não vai deixar ninguém para trás. O projeto que leva a votos a 18 de janeiro assenta nos pilares da cultura, do crescimento e do conhecimento.
Aplaudido numa sala cheia de bandeiras nacionais, com o slogan "Imagina Portugal" projetado no palco, João Cotrim de Figueiredo promete ser o único candidato capaz de mudar o país, contra todos os outros "candidatos mais do mesmo".
Garante, ainda, que tem a candidatura que representa a esperança, o inconformismo, a energia, o otimismo e o futuro. E concretiza: "Para mim, ser presidente da República não é um prémio de carreira, não é continuar funções de comentador ou de facilitador de negócios, não é para ganhar mais tempo de antena para outras eleições e, com isso, entregar a Presidência da República aos que representam o sistema e os interesses instalados. Se calhar é porque a minha vida política não começou assim há muitos anos. Para mim, ser Presidente da República não pode significar ficar preso a lógicas partidárias, a cliques políticas e aos tais interesses mais ou menos instalados. Não: para mim, ser presidente da República é assumir o mais alto cargo da nação para servir, com energia e os olhos postos no futuro, Portugal e os portugueses".
A campanha está no dia um e o candidato liberal diz logo ao que vem.