Cotrim Figueiredo considera insuficiente pressão de Marcelo sobre Governo em matéria de saúde
O candidato presidencial Cotrim Figueiredo disse hoje não querer ser injusto com Marcelo Rebelo de Sousa, mas considera que a pressão que exerce sobre o Governo em matéria de saúde é insuficiente.
"Com toda a honestidade penso que não, mas também não quero ser injusto porque desconheço, já disse isso várias vezes, a natureza e até o tom dos contactos do senhor Presidente da República com o senhor primeiro-ministro", afirmou o também eurodeputado, depois de questionado pelos jornalistas sobre se a pressão de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o Governo PSD/CDS-PP era a suficiente em matéria de saúde.
No final de uma visita à Praça da Fruta das Caldas da Rainha, no distrito de Leiria, o candidato, apoiado pela Iniciativa Liberal, referiu que o país ficou a saber na sexta-feira à noite que o Presidente da República fala frequentemente sobre o tema com o primeiro-ministro.
O Presidente da República afirmou que já falou com o primeiro-ministro na quinta-feira sobre as mortes ocorridas sem que tenha chegado socorro e considerou que Luís Montenegro está "consciente da importância do problema".
"Pelos vistos, nós desconhecíamos que estes contactos são, aparentemente, diários ou quase diários com o seu primeiro-ministro sobre os temas da saúde", insistiu.
Cotrim Figueiredo reconheceu que, institucionalmente, o Presidente da República deve falar destes temas com o primeiro-ministro.
"E só perante um caso de extrema gravidade ou impossibilidade de resolver de outra forma é que essas pressões devem ser tidas fora do âmbito restrito dos contactos privados do Presidente da República com o primeiro-ministro", apontou o antigo líder da IL, acompanhado da ex-deputada do PSD Liliana Reis.
Em sua opinião, estas questões relacionadas com a saúde devem ser tratadas com Luís Montenegro e não com a ministra.
"E a composição do Governo ao primeiro-ministro compete. Portanto, seria uma confusão se o Presidente da República começasse a ter em relação ao ministro A ou ministro B contactos diretos", vincou.
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.
Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde.
Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.