Cotrim Figueiredo pede respostas rápidas do Governo após mais uma morte na saúde
O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo afirmou hoje que são precisas "respostas e esclarecimentos rápidos" por parte do Governo, depois de mais uma morte na saúde por demora no socorro.
"Acho que este é o género de situação que exige respostas e esclarecimentos rápidos e só há duas explicações possíveis para uma demora tão grande ou ainda há o apuramento de factos ou circunstâncias que possam justificar isto, que parece difícil de justificar, ou há um embaraço tão grande que estão a encontrar a melhor forma de politicamente gerar esta situação", considerou o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal.
Nenhuma das duas hipóteses é uma boa explicação, acrescentou o eurodeputado, depois de questionado sobre uma notícia da CNN Portugal que adianta que uma idosa morreu na quarta-feira à tarde, na Quinta do Conde, em Sesimbra, depois de esperar pelo socorro, feito por uma ambulância dos Bombeiros de Carcavelos, a 35 quilómetros de distância.
"Acho que não só as pessoas que dependem do serviço do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), como sobretudo estas famílias que ficaram enlutadas por causa destas tragédias, mereciam uma resposta um pouco mais rápida", opinou.
No final de uma visita à fábrica de velas Manulena em Porto de Mós, no distrito de Leiria, o antigo líder da IL entendeu que caso se confirme que o Governo não reativou o reforço de ambulâncias para este inverno, apesar dos avisos técnicos e operacionais, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, não tem condições para continuar no cargo.
"Eu não gosto de pedir a cabeça de ninguém, já ontem o referi, e, neste caso, só acho que há uma falta de condições políticas se se confirmar que esta não renovação do contrato foi precedida de um aviso das entidades no terreno que isso poderia conduzir à falta de veículos de emergência", vincou.