Cotrim Figueiredo reivindica "espírito reformista" de Cavaco Silva

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo desvalorizou hoje as críticas de Cavaco Silva e sugeriu que a "memória e espírito reformista" dos seus Governos estão mais representados na sua candidatura do que noutras.

Lusa /

"Lembro-me dos seus consulados, quer como primeiro-ministro, quer como Presidente da República, sobretudo como primeiro-ministro, a forte carga reformista que tiveram os seus Governos, a forma como Portugal se desenvolveu nessa altura e tenho a certeza que a memória desse tempo, repito, está mais representada na minha candidatura do que noutra", afirmou o candidato, apoiado pela Iniciativa Liberal.

O eurodeputado reagia, assim, a um artigo de opinião publicado hoje no Observador pelo antigo Presidente da República e ex-chefe de executivo Aníbal Cavaco Silva, que se afirma chocado com a forma como o nome de Francisco Sá Carneiro tem sido invocado por vários candidatos às eleições presidenciais como André Ventura, Cotrim Figueiredo e Henrique Gouveia e Melo.

Ainda a este propósito, e no final de uma reunião à porta fechada na Liga dos Combatentes, em Lisboa, na única ação de campanha do dia, o eurodeputado disse que se revê na "maneira de estar na política, na verticalidade, na frontalidade, na forma arrojada e na falta de medo que Sá Carneiro tinha".

"Revejo-me nisso. Não estou com isto a dizer que sou sequer parecido, estou só a dizer que o admiro", frisou.

Reivindicando o direito de manifestar a sua admiração pelo fundador do PSD, o antigo líder da IL salientou que cresceu politicamente na vigência de Sá Carneiro e, tal como todos os portugueses, tem o direito de escolher as pessoas que o inspiram e nas quais se revê.

"E, lamento, eu sinto-o tão meu como qualquer outra pessoa que tenha militado no PSD e tenho o direito de o poder dizer", concluiu.

As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026 às quais concorrem 11 candidatos.

Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

Esta é a 11.ª eleição em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.

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