Política
Eleiçoes Legislativas 2022
Debate na RTP. BE quer "desprivatizar" e CDS fala em "overdose de nacionalizações"
O Bloco de Esquerda e CDS estão em polos opostos relativamente às empresas. Catarina Martins defende uma política focada em "desprivatizar" e Francisco Rodrigues dos Santos diz que o BE "vai matar a economia com uma overdose de nacionalizações".
O tema das privatizações marcou o debate entre Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, e Francisco Rodrigues dos Santos, líder do CDS.
Catarina Martins defende uma “desprivatização” das empresas, considerando que Portugal “é um dos países que mais privatizou os seus setores estratégicos”. Dando o exemplo da EDP, a coordenadora do BE diz que é “inaceitável que no setor da energia não mande o Estado português, mas sim o chinês”.
A líder bloquista defende que é preciso “recuperar a EDP” e adianta que para voltarmos a ter o controlo da empresa energética seria preciso gastar metade do que se injetou no BES, ou seja, quatro milhões de euros.
No total, Catarina Martins afirma que o plano de “desprivatizações” do seu partido custaria 20 mil milhões de euros. Francisco Rodrigues dos Santos diz, por sua vez, que o programa do BE é “radical” e “vai matar a economia portuguesa com uma overdose de nacionalizações”.
O líder do CDS defende antes uma privatização dos transportes, argumentando que é preciso “definir uma visão diferente do papel do Estado na nossa economia”. “Eu vejo o Estado num papel supletivo, subsidiário. Isto é, sempre que os empresários realizarem um trabalho que custa menos dinheiro aos contribuintes e por outro lado prestam um serviço mais eficiente às populações, então o Estado tem de sair de cima, porque o seu papel não é gerir empresas”, explica Francisco Rodrigues dos Santos.
"Há uma certa direita que acredita um pouco no Pai Natal"
Catarina Martins relembrou que durante a campanha para a presidência da Câmara de Lisboa, a direita defendia a gratuitidade dos transportes coletivos para mais camadas da população e explicou que “esse anúncio só é possível ser feito porque nós parámos as privatizações da Carris e Metropolitano de Lisboa e temos agora empresas públicas que permitiram baixar os preços dos passes”.
Catarina Martins defende uma “desprivatização” das empresas, considerando que Portugal “é um dos países que mais privatizou os seus setores estratégicos”. Dando o exemplo da EDP, a coordenadora do BE diz que é “inaceitável que no setor da energia não mande o Estado português, mas sim o chinês”.
A líder bloquista defende que é preciso “recuperar a EDP” e adianta que para voltarmos a ter o controlo da empresa energética seria preciso gastar metade do que se injetou no BES, ou seja, quatro milhões de euros.
No total, Catarina Martins afirma que o plano de “desprivatizações” do seu partido custaria 20 mil milhões de euros. Francisco Rodrigues dos Santos diz, por sua vez, que o programa do BE é “radical” e “vai matar a economia portuguesa com uma overdose de nacionalizações”.
O líder do CDS defende antes uma privatização dos transportes, argumentando que é preciso “definir uma visão diferente do papel do Estado na nossa economia”. “Eu vejo o Estado num papel supletivo, subsidiário. Isto é, sempre que os empresários realizarem um trabalho que custa menos dinheiro aos contribuintes e por outro lado prestam um serviço mais eficiente às populações, então o Estado tem de sair de cima, porque o seu papel não é gerir empresas”, explica Francisco Rodrigues dos Santos.
"Há uma certa direita que acredita um pouco no Pai Natal"
Catarina Martins relembrou que durante a campanha para a presidência da Câmara de Lisboa, a direita defendia a gratuitidade dos transportes coletivos para mais camadas da população e explicou que “esse anúncio só é possível ser feito porque nós parámos as privatizações da Carris e Metropolitano de Lisboa e temos agora empresas públicas que permitiram baixar os preços dos passes”.
“Se as empresas tivessem sido privatizadas, isso não ia acontecer”, rematou a bloquista.
“Há uma certa direita que acredita um pouco no Pai Natal, que vem capital de fora do país para cumprir o interesse público português”, diz Catarina Martins, que acusa a direita “retirar ao nosso país capacidade de soberania e capacidade de investimento”.
Relativamente à TAP, Francisco Rodrigues dos Santos considera que foi “um negócio ruinoso” e que quem está a pagar “são todos os contribuintes portugueses através do aumento da dívida e o agravamento dos seus impostos”. “Três mil milhões fazem falta à economia”, argumenta o líder do CDS.
Já Catarina Martins defende que “o pior que podia acontecer era colocar três mil milhões de euros na TAP e depois entregá-la a interesses estrangeiros”.
“Há uma certa direita que acredita um pouco no Pai Natal, que vem capital de fora do país para cumprir o interesse público português”, diz Catarina Martins, que acusa a direita “retirar ao nosso país capacidade de soberania e capacidade de investimento”.
Relativamente à TAP, Francisco Rodrigues dos Santos considera que foi “um negócio ruinoso” e que quem está a pagar “são todos os contribuintes portugueses através do aumento da dívida e o agravamento dos seus impostos”. “Três mil milhões fazem falta à economia”, argumenta o líder do CDS.
Já Catarina Martins defende que “o pior que podia acontecer era colocar três mil milhões de euros na TAP e depois entregá-la a interesses estrangeiros”.