Quem são os novos rostos do Governo? O perfil dos ministros do XXIV Executivo
A surpresa na Educação ou o especialista em macroeconomia
Antigo líder da Juventude Social-Democrata, foi deputado, secretário de Estado da Juventude do XVI Governo liderado por Pedro Santana Lopes e foi diretor nacional da primeira campanha presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa.
A juíza conselheira do Supremo Tribunal de Justiça e ex-inspetora-geral da Administração Interna (IGAI) Margarida Blasco foi a escolha de Luís Montenegro para a pasta da Administração Interna.
Margarida Blasco foi a primeira mulher à frente do Serviço de Informação e Segurança (SIS) e da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), cargo que assumiu em 2012.
A juíza assume agora a posta da Administração Interna numa altura de grande exigência. Os últimos tempos têm sido marcados pelas manifestações dos elementos da PSP e da GNR, que exigem um suplemento de missão idêntico ao atribuído aos inspetores da PJ.
Nascida em 25 de julho de 1956 em Castelo Branco, Margarida Blasco é licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1978.
Nuno Melo chega ao Governo como ministro da Defesa
Nuno Melo é o novo ministro da Defesa Nacional e o único elemento do CDS-PP representado no novo Executivo.
Nuno Melo chegou à Assembleia da República na VIII legislatura, em 1999, eleito por Braga, círculo pelo qual concorreu nas duas legislaturas seguintes, sendo eleito líder parlamentar em julho de 2004 e vice-presidente do parlamento em 2007.
Aos 58 anos, integrou a lista pelo círculo eleitoral do Porto e foi eleito deputado, marcando o regresso do CDS-PP à Assembleia da República.
Advogado de profissão e líder do CDS-PP há dois anos, Nuno Melo nasceu em Joane, Vila Nova de Famalicão (distrito de Braga).
De 2009 e até este ano foi eurodeputado, integrando o grupo do Partido Popular Europeu, lugar que deixou para assumir o lugar de deputado nesta nova Legislatura.
Na Assembleia da República, fez-se notar em várias das comissões de inquérito que investigaram a queda do avião que vitimou o ex-primeiro-ministro Sá Carneiro e o ex-ministro da Defesa Amaro da Costa em Camarate, em 4 de dezembro de 1980, presidindo a uma delas, e teve também um papel central num outro inquérito parlamentar sobre o Banco Português de Negócios.
Rosário Palma Ramalho: do direito do Trabalho na universidade para o Ministério
A professora catedrática da Faculdade de Direito de Lisboa é a escolhida para a pasta do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social do Governo.
Maria do Rosário Palma Ramalho é especialista nesta área. É doutorada em direito e professora Catedrática da Faculdade de Direito de Lisboa desde 2010, onde coordena e rege as disciplinas de Direito do Trabalho e de Teoria Geral do Direito Civil, nos Cursos de Licenciatura, Mestrado e Doutoramento.
Presidente da Associação Portuguesa de Direito do Trabalho (APODIT), desde 2013, foi reeleita em 2017 e novamente em 2018, 2021 e 2024.
Rosário Palma Ramalho defendeu, numa entrevista ao Jornal de Negócios em 2021, que “na era digital, o direito do trabalho vai ser mais necessário do que nunca”.
Na altura a comentar a legislação do teletrabalho, apontava que “a legislação rápida é sinónimo de legislação má”. “Os diplomas têm de ter uma certa reflexão”, argumentou.
A ministra do Ambiente que já foi ministra da Ciência
Maria Da Graça Carvalho, eurodeputada, vai agora liderar a pasta do Ambiente e Energia.
Natural de Beja e formada em engenharia mecânica, Maria da Graça Carvalho, 68 anos, foi ministra da Ciência e do Ensino Superior nos governos PSD-CDS/PP liderados por Durão Barroso e Santana Lopes, de 2002 a 2005.
Posteriormente, foi eleita eurodeputada pelo PSD e foi relatora-principal do Regulamento de Proteção da União Contra a Manipulação do Mercado Grossista da Energia e negociadora pelo Partido Popular Europeu da Reforma do Mercado Elétrico Europeu.
Entre 2014 e 2015, foi conselheira do comissário europeu para Investigação, Ciência e Inovação Carlos Moedas.
A nova pasta da Juventude e Modernização
A vice-presidente do PSD Margarida Balseiro Lopes, assume o Ministério da Juventude e Modernização – uma pasta que não existia no anterior executivo.
Com 34 anos, Margarida Balseiro Lopes, licenciada em Direito, é jurista e ocupa uma das seis vice-presidências da direção do PSD.
Foi líder da Juventude Social-Democrata entre 2018 e 2020 e atualmente trabalha numa empresa multinacional de auditoria e consultoria.
Em 2015, foi eleita deputada à Assembleia da República, tendo cessado funções em 2022. Integrou várias comissões parlamentares, com destaque para a Comissão de Orçamento e Finanças e a Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto.
José Manuel Fernandes assume pasta da Agricultura
O Ministro da Agricultura e Pescas vai ser José Manuel Fernandes que integra, nesta altura, no Parlamento Europeu, as comissões do Orçamento — onde assume funções de coordenador do PPE — e de Economia.
Natural de Vila Verde, Braga, José Manuel Fernandes, 57 anos, é tido como um dos eurodeputados mais influentes do Parlamento Europeu, tendo entre as suas bandeiras o combate às alterações climáticas e a luta contra a perda da biodiversidade.
Licenciado em Engenharia de Sistemas e Informática pela Universidade do Minho, José Manuel Fernandes é membro da Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural desde julho de 2023.
De diretora da Torre de Belém e do Mosteiro dos Jerónimos a ministra da Cultura
O Ministério da Cultura vai ser entregue a Dalila Rodrigues, que, até agora, era a atual diretora da Torre de Belém e do Mosteiro dos Jerónimos.
A nova ministra já deu aulas na Escola Superior de Educação de Viseu, é doutorada em História da Arte e tem experiência no campo das artes, nomeadamente na área da museologia.
Entre 2004 e 2007, Dalila Rodrigues dirigiu o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), já depois de ter estado à frente do então Museu Grão Vasco, em Viseu (2001-2004).
Vice-presidente do PSD assume pasta das Infraestruturas e HabitaçãoO vice-presidente do PSD Miguel Pinto Luz vai assumir pela primeira vez o cargo de ministro, na pasta das Infraestruturas e Habitação.
Tem 47 anos, é vice-presidente do PSD e vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais
Foi secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações do Governo de Passos Coelho, em 2015.
Em 2020, Pinto Luz foi candidato à liderança do PSD contra Luís Montenegro e Rui Rio e ficou em terceiro lugar, com cerca de 10% dos votos. Dois anos depois, o atual líder do PSD convidou-o para uma das vice-presidências do partido.
Manuel Carvalho considera que novo Governo é "globalmente positivo"
"Um governo equilibrado, um governo de combate", diz Raúl Vaz
Novo governo criticado pelos partidos da área socialista e não socialista
Ministra da Saúde é Ana Paula Martins
Pedro Duarte será o ministro dos Assuntos Parlamentares
Joaquim Miranda Sarmento é o novo ministro das Finanças
Novo executivo. Administração Interna foi entregue a Margarida Blasco
Presidente já aceitou. Luís Montenegro apresenta governo com 17 ministros
Novo executivo não vai dar resposta aos problemas dos trabalhadores, diz CGTP
Em declarações à Lusa, o membro da comissão executiva da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) José Correia considerou que o novo Governo revela "uma ligação aos interesses dos grupos económicos" e é constituído por nomes que se podem "considerar muito do aparelho".
"Naturalmente, não esperamos que este novo Governo, e para mais com este elenco, aponte como prioridade parar com o ataque aos serviços públicos e a um conjunto de direitos fundamentais", afirmou.
Luís Montenegro apresentou hoje ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a composição do XXIV Governo Constitucional, que inclui nomes como Rosário Palma Ramalho como ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social ou Pedro Reis como ministro da Economia.
José Correia disse que "um Governo com esta composição não se pode naturalmente esperar uma ação que responda aos problemas que se foram acumulando nos governos anteriores e que hoje significam maiores dificuldades, perda de poder de compra e uma vida com maiores dificuldades para todos os trabalhadores".
"Confirma, no fundo, aquilo que era o programa eleitoral de Aliança Democrática: um programa que não apontava soluções ou uma política que não correspondia à satisfação dos interesses dos trabalhadores", argumentou.
Segundo José Correia, a CGTP vai esperar pelo programa do Governo, mas para já acredita que o novo executivo vai "naturalmente, numa primeira fase, apontar à resolução de uma ou outra medida que corresponderam a compromissos durante a campanha eleitoral, particularmente a questão da contagem de tempo de serviço, do subsídio de missão às forças policiais", mas não acredita "que vá além disso".
O primeiro-ministro Luís Montenegro e os ministros do XXIV Governo Constitucional tomam posse na terça-feira e os secretários de Estado dois dias depois, estando o debate do programa de Governo marcado para 11 e 12 de abril.
Novo Governo toma posse na próxima terça-feira
Governo de Montenegro é o terceiro com mais mulheres na história da democracia
Quem são os novos ministros?
Nasceu em Lisboa, fará 46 anos em agosto e era, até agora, presidente do Grupo Parlamentar do PSD, desde 13 julho 2022.
Miranda Sarmento foi assessor económico do Presidente da República Cavaco Silva no segundo mandato.
Recebeu a Comenda de "Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique" em 2016 pelo então presidente da República Cavaco Silva.
Joaquim Miranda Sarmento trabalhou dez anos no Ministério das Finanças e foi Consultor da UTAO - Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) da Assembleia da República
Foi tammbém professor Auxiliar de Finanças (com Agregação) no ISEG-Lisbon School of Economics and Management, Universidade de Lisboa.
António Leitão Amaro - Ministro da Presidência
Vai fazer 44 anos no dia 02 de abril, dia da tomada de posse do governo de Luís Montenegro.
Natural do Caramulo, Tondela, é vice-presidente do PSD desde 2022.
Foi secretário de Estado da Administração Local no governo de Passos Coelho.
Docente de Finanças Públicas na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e na Católica Global School of Law.
Tem um Mestrado em Direito pela Harvard Law School da Universidade de Harvard, uma Licenciatura em Direito pela Universidade de Lisboa e Pós-Graduações em Economia pela Universidade de Lisboa, e em Regulação e Concorrência pela Universidade de Coimbra.
Paulo Rangel - Ministro de Estado e de Negócios Estrangeiros
Fez 56 anos em fevereiro 1968.
Natural de Vila Nova de Gaia, foi presidente da bancada parlamentar do PSD entre 2008 e 2009, durante a liderança de Manuela Ferreira Leite.
Desde 2022 é vice-presidente do PSD.
Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, é advogado de profissão.
Foi eleito deputado à Assembleia da República na X legislatura, em 2005, altura em que formalizou a sua filiação no PSD.
Em 2009, encabeça a lista do Partido às eleições para o Parlamento Europeu, as quais vence.
Em 2015 foi eleito vice-presidente do PPE (Partido Popular Europeu), no congresso de Madrid.
Manuel Castro Almeida – Ministro Adjunto e de Coesão Territorial
Nasceu em 1957, tem 67 anos, é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra.
Entre 1993 e 1995 foi secretário de Estado da Educação e de Desporto.
No plano partidário desempenhou diversos cargos, designadamente Secretário-Geral Adjunto e Vice-Presidente do PSD, sendo atualmente Conselheiro Nacional do PSD.
Miguel Pinto Luz - Ministro das Infraestruturas e Habitação
Tem 47 anos, é vice-presidente do PSD, também desde 2022. Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cascais
Foi Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, de Passos Coelho, em 2015.
Fernando Alexandre - Ministro da Educação, Ciência e Inovação
Doutorado em Economia pela Universidade de Londres, Birkbeck College.
Exerceu as funções de Secretário de Estado Adjunto do ministro da Administração Interna no XIX Governo Constitucional de Passos Coelho.
Ana Paula Martins - Ministra da Saúde
Farmacêutica e ex-bastonária da Ordem dos Farmacêuticos (2016-2021).
Foi no dia 1 de fevereiro de 2023 que Ana Paula Martins assumiu a direção do conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte (CHULN), onde se inclui o Hospital de Santa Maria e o Hospital Pulido Valente. Tomava assim posse aquela que foi a primeira pessoa escolhida por Fernando Araújo, enquanto diretor executivo do SNS, para liderar o segundo maior centro hospitalar do país (o primeiro é o de Coimbra).
Margarida Blasco - Ministro da Administração Interna
Juíza Desembargadora, em 2012 assumiu o cargo de Inspetora-Geral da Administração Interna (IGAI), organismo que fiscaliza as polícias. Foi diretora-geral do SIS – Serviço de Informações e Segurança.
Rita Júdice - Ministra da Justiça
Foi cabeça de lista da AD pelo distrito de Coimbra.
É Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, Escola de Lisboa (1997).
Possui mais de 25 anos de experiência como advogada na área do direito imobiliário.
Pedro Reis - Ministro da Economia
Tem 56 anos, presidiu à Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP, entre 2011 e 2014) e, desde julho de 2023, coordena o Movimento Acreditar do PSD, uma plataforma de discussão política com a sociedade civil, consagrada na moção de Luís Montenegro à liderança do partido.
Pedro Duarte - Ministro dos Assuntos Parlamentares
Tem 50 anos, é jurista e é atualmente quadro da Microsoft. Na direção do PSD de Luís Montenegro, assumiu o papel de coordenador do CEN, órgão consultivo da direção que preparou as bases do programa eleitoral do partido.
Antigo líder da Juventude Social-Democrata, foi deputado, secretário de Estado da Juventude do XVI Governo liderado por Pedro Santana Lopes e foi diretor nacional da primeira campanha presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa.
Nuno Melo - Ministro da Defesa Nacional
Aos 58 anos, integrou a lista pelo círculo eleitoral do Porto e foi eleito deputado, marcando o regresso do CDS-PP à Assembleia.
Advogado de profissão e líder do CDS-PP há dois anos, Nuno Melo nasceu em Joane, Vila Nova de Famalicão (distrito de Braga).
De 2009 e até este ano foi eurodeputado, integrando o grupo do Partido Popular Europeu, lugar que deixou para assumir o lugar de deputado nesta nova Legislatura.
Maria do Rosário Palma Ramalho - Ministra do Trabalho
É professora catedrática da Faculdade de Direito de Lisboa, onde coordena e rege as disciplinas de Direito do Trabalho e de Teoria Geral do Direito Civil, nos Cursos de Licenciatura, Mestrado e Doutoramento.
Rosário Palma Ramalho defendeu, numa entrevista ao Jornal de Negócios em 2021, que “na era digital, o direito do trabalho vai ser mais necessário do que nunca”. Na altura a comentar a legislação do teletrabalho, apontava que “a legislação rápida é sinónimo de legislação má”. “Os diplomas têm de ter uma certa reflexão”, argumentou.
Maria da Graça Carvalho - Ministra do Ambiente e Energia
A eurodeputada regressa aos ministérios depois de ter sido ministra da Ciência de Durão Barroso e Santana Lopes.
Margarida Balseiro Lopes - Ministra da Juventude e Modernização
É jurista e Vice-Presidente da Comissão Política Nacional do PSD.
Atualmente trabalha numa empresa multinacional de auditoria e consultoria.
Em 2015, foi eleita deputada à Assembleia da República, tendo cessado funções em 2022. Integrou várias comissões parlamentares, com destaque para a Comissão de Orçamento e Finanças e a Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto.
Desempenhou vários cargos na JSD, tendo sido Presidente da Comissão Política Nacional da JSD entre 2018 e 2020.
José Manuel Fernandes - Ministro da Agricultura e Pescas
Integra, nesta altura, no Parlamento Europeu as comissões do Orçamento — onde assume funções de coordenador do PPE — e de Economia.
É membro da Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural desde Julho de 2023.
Dalila Rodrigues – Ministra da Cultura
Até agora era a atual diretora da Torre de Belém e Mosteiro dos Jerónimos. A nova ministra já deu aulas na Escola Superior de Educação de Viseu, é doutorada em História da Arte, tem experiência no campo das artes, nomeadamente na área da museologia.
Dalila Rodrigues também foi diretora do Museu de Arte Antiga.
Novo Governo. PS diz que a estabilidade política pode estar em causa
O deputado do PS diz também que este é um Governo "muito fechado sobre atores políticos".
"Cheira a passado". BE diz que novo Governo "resgata várias figuras da Troika"
Iniciativa Liberal considera que novo Governo é "equilibrado" mas "demasiado grande"
Livre critica agregação de pastas em ministérios
PCP olha para composição do novo Governo "com grande preocupação"
António Filipe afirma ainda que este é um governo "muito ligado aos interesses dos grupos económicos e que nos causa grandes preocupações relativamente ao futuro do SNS, da educação pública e aos salários e direitos dos trabalhadores portugueses e reformados".
Novo Governo. Inês Sousa Real fala em "retrocesso em matéria de igualdade de género"
Como nota positiva, Inês Sousa Real destaca o facto de a Juventude ter sido elevada a ministério.
PSD: "Este é um Governo que conjuga experiência política com a capacidade de recrutamento na sociedade civil"
CDS diz que este é um Governo "reformista e ambicioso"
Paulo Núncio diz que o CDS "está muito bem representado no Governo" com Nuno Melo como ministro da Defesa.
Ventura diz que Montenegro falhou em recrutar nomes com prestígio na sociedade civil
O XXIV Governo Constitucional tem 17 ministros Ventura considera que era preferível um governo mais pequeno "como um sinal de corte nas estruturas desnecessárias da governação e do estado político".
A lista oficial dos novos ministros
Ministro de Estado e de Negócios Estrangeiros: Paulo Rangel
Ministro do Estado e das Finanças: Joaquim Miranda Sarmento
Ministro da Presidência: António Leitão Amaro
Ministro Adjunto e de Coesão Territorial: Manuel Castro Almeida
Ministro dos Assuntos Parlamentares: Pedro Duarte
Ministro da Defesa Nacional: Nuno Melo
Ministra da Justiça: Rita Judice
Ministro da Administração Interna: Margarida Blasco
Ministro da Educação, Ciência e Inovação: Fernando Alexandre
Ministra da Saúde: Ana Paula Martins
Ministro das Infraestruturas e Habitação: Miguel Pinto Luz
Ministro da Economia: Pedro Reis
Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social: Maria do Rosário Palma Ramalho
Ministra do Ambiente e Energia: Maria da Graça Carvalho
Ministra da Juventude e Modernização: Margarida Balseiro Lopes
Ministro da Agricultura e Pesca: José Manuel Fernandes
Ministra da Cultura: Dalila Rodrigues
Montenegro já saiu de Belém
Montenegro já está em Belém
Vários nomes em cima da mesa. Montenegro leva lista de ministros a Belém dentro de meia hora
Montenegro apresenta lista de ministros e questionário a futuros governantes
Entre os possíveis nomes para ministros está Miranda Sarmento, Pinto Luz e Leitão Amaro. Mas continua a ser segredo a lista.
Governo de Luís Montenegro deve ter menos ministros
Montenegro apresenta lista de novos ministros em Belém
Composição do novo Governo apresentada às 18h00
Debate do Programa do Governo agendado para 11 e 12 de abril
“Ficou desde já marcado, para a discussão do Programa do Governo, os dias 11 e 12 de abril”, anunciou o novo presidente da Assembleia da República.
Aguiar-Branco declarou também que no dia 10 de abril “será apresentado o respetivo programa”.
Questionado sobre a distribuição das comissões parlamentares, o chefe da Mesa da Assembleia respondeu que essa é “matéria para ser trabalhada na próxima conferência de líderes”, que ainda não foi marcada.
Rita Matias critica PSD. "Vozes públicas foram contrárias àquilo que foi dito em privado"
Foto: Manuel de Almeida - Lusa
Vice-presidente do partido
Passagem pela São Caetano à Lapa antecede audiência em Belém
Lista de ministros chega às mãos do presidente da República
Filipe Amorim - Lusa
Mas já se sabe que Luís Montenegro não conta com a Iniciativa Liberal para o próximo executivo.
A posse do governo está marcada para dia 2 de Abril. Já os secretários de Estado tomam posse dois dias depois, a 4 de abril.
País fica a conhecer ministros
No calendário político, após a apresentação dos governantes ao presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, seguir-se-á, na próxima terça-feira, a tomada de posse do primeiro-ministro e dos ministros no Palácio Nacional da Ajuda e, na sexta-feira seguinte, a posse dos secretários de Estado.A apresentação do Programa do Governo deverá ter lugar até 12 de abril.
O calendário foi estabelecido por Luís Montenegro logo após a audiência de indigitação com o chefe de Estado. O líder social-democrata afirmava então ter a intenção de formar um governo assente na maioria "constituída pelos deputados do PSD e do CDS-PP".
O primeiro-ministro cessante recebeu na quarta-feira o sucessor na residência oficial de São Bento. António Costa garante total colaboração com o novo executivo durante o período de transição. Uma mensagem deixada na rede social X.
Total colaboração neste período de transição. Recebi hoje o Primeiro-Ministro indigitado, @LMontenegroPSD, a quem desejo as maiores felicidades pessoais e políticas para bem de #Portugal e dos portugueses. pic.twitter.com/ndPMATq2Ac
— António Costa (@antoniocostapm) March 27, 2024
Na véspera, PSD e Iniciativa Liberal adiantara, que não vão dar um passo, "nesta altura, para a celebração de entendimentos alargados", o que significa que o partido de Rui Roche não integrará o executivo.
Quanto ao Programa do Governo, nos termos da Constituição da República, o documento é submetido à apreciação do Parlamento no prazo máximo de dez dias após a nomeação. A Lei Fundamental define ainda que um governo só entra em plenitude de funções após a apreciação parlamentar do respetivo Programa e caso este não seja chumbado.
Rui Rocha vaticina dificuldades do novo governo com o Chega
Veja ou reveja aqui, na íntegra, a Grande Entrevista com o líder da Iniciativa Liberal.
António Costa promete colaboração e deseja felicidades a Luís Montenegro
Aguiar-Branco é o novo presidente da Assembleia da República
António Filipe prevê que "Chega não será oposição e vai apoiar direita"
Foto: Filipe Amorim - Lusa
O mais experiente dos deputados portugueses esclarece no entanto que o PCP sempre oposição e considera que será no Chega que o governo se vai apoiar.