Política
Eleições internas e votação de moções culminam Convenção do Bloco de Esquerda
A XII Convenção Nacional do Bloco de Esquerda, em Matosinhos, termina este domingo com a eleição da Mesa Nacional e da Comissão de Direitos e a votação de cinco moções de orientação política. Catarina Martins vai continuar a coordenar o partido.
À entrada para o segundo e último dia de trabalhos da Convenção Nacional, a coordenadora do Bloco foi curta em declarações.
Ao início da manhã houve novas críticas aos socialistas. Marisa Matias foi uma das vozes a deixar avisos ao PS.
Quando ao desafio das próximas eleições autárquicas, os bloquistas garantem que o partido está preparado para o combate político.
As críticas ao partido de António Costa, o percurso até ao próximo Orçamento do Estado, as eleições autárquicas e as críticas da oposição interna a Catarina Martins pintaram o quadro do primeiro dia desta Convenção Nacional.
"Preocupante poluição política"
Ao intervir diante dos delegados, José Manuel Pureza procurou orientar baterias para a extrema-direita, chamando a atenção para o que descreveu como "preocupante poluição política". "Vivemos tempos de preocupante poluição política, tempos em que a indústria da mentira desenvolvida pela extrema-direita passou a ocupar um lugar crucial na luta política. A mentira e a sua difusão são as armas mais poderosas da extrema-direita", reforçou.
Este domingo, os delegados à Convenção votam em quatro listas para a Mesa Nacional e três para a Comissão de Direitos. A direção de Catarina Martins submete uma proposta de continuidade: dado que a moção A, da atual liderança, elegeu uma menor percentagem de delegados face à última convenção, é provável que obtenha menos lugares na Mesa Nacional do que os 70 em 80 possíveis de 2018.
Entre os primeiros dez nomes estão a atual coordenadora, Catarina Martins, o líder parlamentar Pedro Filipe Soares, a eurodeputada Marisa Matias e os deputados Jorge Costa, Joana Mortágua, Fabian Figueiredo, Mariana Mortágua, José Soeiro, Isabel Pires e José Manuel Pureza.Em debate e votação estão cinco moções de orientação política, tendo a eleição de delegados decorrido no passado fim de semana, com a moção A a conseguir 233, a moção E, do movimento Convergência, 66, a moção Q nove delegados, a moção C oito lugares, enquanto a moção N ficou com cinco delegados. As plataformas locais elegeram os demais 22 delegados.
A ex-deputada Helena Pinto, o vereador na Câmara de Lisboa, Manuel Grilo, e o deputado Luís Monteiro são alguns dos nomes de saída.
O historiador Miguel Cardina, investigador do Centro de Estudos Sociais, e o economista Alexandre Abreu, que concorreu às últimas europeias pelas listas do BE e será cabeça de lista à Assembleia Municipal de Cascais, são novidades na lista da moção A.
A moção E, promovida pelos críticos do movimento Convergência e que conseguiu eleger 66 delegados, apresenta como número um Ana Sofia Ligeiro e como número dois o histórico Mário Tomé. Mais abaixo na lista da moção E a este órgão, aparece o ex-deputado Pedro Soares, que na anterior convenção foi eleito para a Mesa Nacional pela lista de Catarina Martins, mas que está agora afastado da direção, integrando as fileiras dos críticos.
À Mesa Nacional apresentam ainda lista as moções C e N. Já à Comissão de Direitos, o outro órgão eleito em convenção, foram validadas três listas: moção A, moção Q e moção E.
c/ Lusa
"Preocupante poluição política"
Ao intervir diante dos delegados, José Manuel Pureza procurou orientar baterias para a extrema-direita, chamando a atenção para o que descreveu como "preocupante poluição política". "Vivemos tempos de preocupante poluição política, tempos em que a indústria da mentira desenvolvida pela extrema-direita passou a ocupar um lugar crucial na luta política. A mentira e a sua difusão são as armas mais poderosas da extrema-direita", reforçou.
Eleições internas e moções
Este domingo, os delegados à Convenção votam em quatro listas para a Mesa Nacional e três para a Comissão de Direitos. A direção de Catarina Martins submete uma proposta de continuidade: dado que a moção A, da atual liderança, elegeu uma menor percentagem de delegados face à última convenção, é provável que obtenha menos lugares na Mesa Nacional do que os 70 em 80 possíveis de 2018.
Entre os primeiros dez nomes estão a atual coordenadora, Catarina Martins, o líder parlamentar Pedro Filipe Soares, a eurodeputada Marisa Matias e os deputados Jorge Costa, Joana Mortágua, Fabian Figueiredo, Mariana Mortágua, José Soeiro, Isabel Pires e José Manuel Pureza.Em debate e votação estão cinco moções de orientação política, tendo a eleição de delegados decorrido no passado fim de semana, com a moção A a conseguir 233, a moção E, do movimento Convergência, 66, a moção Q nove delegados, a moção C oito lugares, enquanto a moção N ficou com cinco delegados. As plataformas locais elegeram os demais 22 delegados.
A ex-deputada Helena Pinto, o vereador na Câmara de Lisboa, Manuel Grilo, e o deputado Luís Monteiro são alguns dos nomes de saída.
O historiador Miguel Cardina, investigador do Centro de Estudos Sociais, e o economista Alexandre Abreu, que concorreu às últimas europeias pelas listas do BE e será cabeça de lista à Assembleia Municipal de Cascais, são novidades na lista da moção A.
A moção E, promovida pelos críticos do movimento Convergência e que conseguiu eleger 66 delegados, apresenta como número um Ana Sofia Ligeiro e como número dois o histórico Mário Tomé. Mais abaixo na lista da moção E a este órgão, aparece o ex-deputado Pedro Soares, que na anterior convenção foi eleito para a Mesa Nacional pela lista de Catarina Martins, mas que está agora afastado da direção, integrando as fileiras dos críticos.
À Mesa Nacional apresentam ainda lista as moções C e N. Já à Comissão de Direitos, o outro órgão eleito em convenção, foram validadas três listas: moção A, moção Q e moção E.
c/ Lusa