Gouveia e Melo afirma que está farto de sondagens e recusa comentá-las

 

Lusa /

O candidato presidencial Gouveia e Melo recusou-se hoje a comentar estudos de opinião que o colocam fora da segunda volta nas eleições presidenciais, disse mesmo que está "farto das sondagens" e admitiu serem prejudiciais à democracia.

"Estou farto das sondagens, nem vou responder a isso", reagiu o ex-chefe do Estado-Maior da Armada a meio de uma visita à Feira Gastronómica de Boticas, no distrito de Vila Real.

Um dos jornalistas que acompanham a campanha de Gouveia e Melo questionou-o sobre qual dos candidatos preferia ter como adversário numa segunda volta das presidenciais e acrescentou que as sondagens colocam o antigo secretário-geral do PS António José Seguro em primeiro lugar em relação à primeira volta de dia 18.

Gouveia e Melo ouviu a palavra sondagens e disparou imediatamente: "Se as sondagens são para criar efeitos políticos, acho que isso é mau para a democracia".

A generalidade das sondagens tem colocado a candidatura de Gouveia e Melo fora da disputa de uma segunda volta das presidenciais. Na direção de campanha do almirante, coloca-se em causa a fiabilidade dos estudos de opinião, sobretudo de um barómetro divulgado diariamente.

Perante os jornalistas, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada preferiu referir-se ao "manifesto dos cem", hoje divulgado, em que uma centena de personalidades do centro-direita lhe manifestam apoio na corrida a Belém.

"São cem personalidades da área do PSD e CDS, pessoas que tiveram grande importância na vida política. Eu não ando à procura do voto partidário, mas ando à procura do voto de todos os portugueses", declarou.

Antes de reagir sobre as sondagens, Gouveia e Melo falou sobre a sua experiência profissional nas Forças Armadas.

"Há 45 anos que fui treinado para ter uma lógica de um único país, não fui treinado a pensar à esquerda ou à direita, não fui treinado a pensar em cores quando olho para os portugueses. Também não fui treinado a pensar em estratos sociais quando olho para os portugueses", disse.

A seguir, contrapôs: "Fui treinado para me sacrificar, se for necessário, por todos os portugueses, pela Constituição, pela democracia".

"Esse juramento, para vocês [jornalistas] pode parecer uma coisa menor, mas uma pessoa quando jura, e se acreditar no que está a fazer, esse juramento não é fácil e é muito mais difícil de cumprir ao longo de um percurso de vida", acrescentou.

Deixou ainda perguntas para visar os seus adversários na corrida a Belém: "Pergunto qual dos candidatos é que os senhores queriam no momento do covid-19 para o processo de vacinação? Qual dos candidatos é que teria ajudado verdadeiramente Portugal a sair daquela situação em que nós estávamos? Eu não tenho de dar provas da minha experiência", sustentou.

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