Gouveia e Melo aponta partidarização como causa para falhas de gestão na saúde

 O candidato presidencial Gouveia e Melo apontou hoje a partidarização nos cargos superiores da administração pública como uma das causas para as falhas de gestão na saúde, depois da morte de três pessoas por alegada demora no socorro.

Lusa /

"O que está aqui em causa não é dizer ou andar a substituir diretores executivos do SNS [Serviço Nacional de Saúde] ou diretores hospitalares, sempre que acontece um problema, porque isso é passar a culpa para baixo, para desculpar a parte de cima, que devia garantir as condições exigir e nomear as gestões corretas e verdadeiramente profissionais que são necessárias para atividades que trabalham com complexidade, com urgência e que necessariamente implicam com vidas humanas", considerou.

Numa visita aos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, o candidato endereçou condolências às famílias das três pessoas que morreram alegadamente devido a falhas no socorro, criticando a tendência de partidarizar a gestão superior da administração pública.

"Isso não é deste Governo. É deste Governo, é do anterior Governo, é dos partidos, dos principais partidos, que têm feito isso como um `modus operandi`, uma forma de operação tradicional dos partidos", sublinhou, classificando a situação como "uma grande irresponsabilidade".

Durante esta semana, já se registaram três mortes por alegado atraso no socorro: de um homem de 78 anos, no Seixal, que aguardou três horas por uma ambulância, de um outro de 68 anos em Tavira, que esteve mais de uma hora à espera de socorro, e de uma mulher na Quinta do Conde, em Sesimbra.

Para Gouveia e Melo, existe uma "politização excessiva do problema", que considera dever-se a falta de gestão, liderança, e capacidade de organização, mas, depois, o que se vem propor como solução é passar a culpa para quem está abaixo nas hierarquias de comando.

"[...] O que se vem propor como solução é, por um lado, continuar a decapitar o sistema, as pessoas de baixo, para passar a culpa para baixo, que hoje essa proposta já foi feita, dizer que a responsabilidade é sempre a parte de baixo. E, portanto, isso é uma das opções que tem aparecido", criticou.

 

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