Gouveia e Melo aponta que Seguro "nem controlou o PS" e foi substituído por Costa

 O candidato presidencial Gouveia e Melo apontou hoje que o seu adversário António José Seguro nem controlou o PS, tendo sido substituído na liderança desse partido por António Costa, que depois fez "um grande período" de governação.

Lusa /

Esta referência ao que se passou internamente no PS, em 2014, foi feita pelo ex-chefe do Estado-Maior da Armada no final de uma ação de campanha na baixa de Coimbra, depois de confrontado pelos jornalistas com o facto de o ex-secretário-geral socialista Pedro Nuno Santos ter manifestado apoio à candidatura presidencial de António José Seguro.

Gouveia e Melo procurou desvalorizar esse apoio de Pedro Nuno Santos a António José Seguro, advogando que também ele tem "muitos socialistas" a apoiá-lo na corrida a Belém, "porque acreditam num projeto independente para a Presidência da República".

"As pessoas que me apoiam acreditam que a Presidência da República não é um lugar partidário em que se discutem lógicas partidárias. A lealdade partidária para umas eleições em que não se elegem partidos, mas elege-se uma pessoa com determinadas características e personalidade, não me parece fazer sentido. Fico sempre um bocado incomodado e surpreendido com uma lógica partidária numa eleição que não é partidária", reforçou.

Neste contexto, procurou lançar dúvidas sobre as qualidades políticas de liderança de António José Seguro para exercer a chefia do Estado Português.

"O candidato socialista teve um confronto muito sério que, basicamente, dividiu o PS - e ele não conseguiu sequer controlar o PS. Foi substituído no poder pelo doutor António Costa, que depois fez todo um grande período de governação", declarou.

Por essa razão, segundo Gouveia e Melo, "é estranha a união" que está a haver agora no PS em torno da candidatura presidencial de António José Seguro.

"Está aqui apenas em causa uma lógica partidária. O que está aqui em causa é uma união contranatura que se está a fazer unicamente por lógica partidária. E é isso que contesto. Contesto a lógica partidária na escolha de um Presidente da República", acrescentou.

 

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