Gouveia e Melo associa Seguro ao corte de pensões no período da "troika"

O candidato presidencial Gouveia e Melo associou hoje o seu adversário António José Seguro ao corte do valor das pensões no período da "troika" e prometeu que, se for eleito, vetará qualquer decreto nesse sentido.

Lusa /
André Kosters - Lusa

"Comigo não vai passar nenhum decreto-lei, nem nada, que comprometa as pensões das pessoas mais velhas", declarou o ex-chefe do Estado-Maior da Armada aos jornalistas no final de uma ação de campanha debaixo de chuva e vento forte na Feira de Gondomar.

Numa alusão ao período de assistência financeira a Portugal (2011/2014) - altura em que António José Seguro desempenhou as funções de secretário-geral do PS e em que o Governo PSD/CDS de Passos Coelho tinha maioria absoluta no parlamento -, Gouveia e Melo considerou que "há coisas que os políticos não podem aceitar", porque "são indignas", como o corte do valor das pensões.

"Pessoas que já não tinham capacidade de resistir, foram-lhes cortadas pensões. Esse corte foi apoiado por alguém que é da esquerda e não necessitava sequer de apoiar, porque havia uma maioria [PSD/CDS] na Assembleia da República. Comigo isso nunca vai acontecer", declarou.

O almirante fez então uma promessa: "Não vou trair; comigo nunca mais haverá cortes de pensões para pessoas que não têm capacidade depois para fazer qualquer outra atividade".

"Isso aconteceu no passado e foi o Tribunal Constitucional que evitou. Mas, antes, houve um alinhamento de pessoas que não tinham sequer que alinhar nisso. Agora, usam uma grande retórica, segundo a qual tinha sido para bem do país", criticou, numa nova referência ao antigo secretário-geral do PS.

"Não podemos trair o povo que nos elege, não podemos trair os nossos ideais", acrescentou.

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada fez ainda uma alusão à recente estratégia do PS em relação às eleições presidenciais.

"De forma cínica, tenho visto um partido agregar-se à volta desse candidato, quando há dez dias, ou há quatro semanas, os mesmos que o criticavam agora dizem que é um candidato fantástico", apontou.

Gouveia e Melo afirmou-se depois "farto de pose".

"Eu sou substância. E há uma diferença muito grande entre pose e substância", rematou.

 

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