Gouveia e Melo, o militar que não foge da "missão", avisa: "O inverno vem aí"

Em Penafiel, distrito do Porto, Henrique Gouveia e Melo dramatizou o discurso, deixando um apelo à mobilização no dia 18 de janeiro.

Teresa Borges /

Foto: José Sena Goulão, Lusa

"Temos que ir à votação. Não podemos deixar que o nosso destino seja decidido por 30% ou 40% dos portugueses", afirma, num jantar com apoiantes.

A uma semana das eleições, o candidato à Presidência da República deixa avisos sobre um futuro incerto para se posicionar como a pessoa certa para Belém. "O inverno vem aí. Acreditem no que vos digo", alerta o almirante. "A pessoa que está convosco ao lado desse inverno não pode ser titubeante. Não pode ter interesses para além do grande interesse geral e do interesse comum que são os portugueses. Não pode imaginar coisas, mas ser inconsequente”, diz Gouveia e Melo, numa referência indireta aos principais adversários.

O ex-chefe de Estado Maior da Armada puxa dos galões no processo de vacinação. "Posso dizer que não consegui dormir na primeira noite com o peso da responsabilidade. Mas não fugi. Tinha tudo, tudo na minha vida pendente daquela missão", refere, deixando novas críticas a quem o acusa de não ter experiência.
 
"Mas que experiência? Experiência de andar a negociar favores? Experiência de trocar lugares na administração pública?", ironiza. "Não, eu não vou construir pontes sobre pilares que estão enterrados em lodo. Eu vou construir pontes sobre valores", garante o candidato à Presidência da República.
PUB