Gouveia e Melo preocupado com desertificação, posiciona-se contra "sapos reciclados" e candidatos que só dizem "croquetes"

"Não é vir só agora. Quando está lá dentro é vir também. Depois esquecem-se todos do povo", desabafa um homem, junto a uma das bancas da Feira de Reis de Vila Verde, Alijó. "Esteja descansado que eu não me esqueço", assegura Henrique Gouveia e Melo.

Teresa Borges /

Foto: José Sena Goulão, Lusa

O candidato à Presidência da República tem apontado a coesão social e territorial como bandeiras no arranque da campanha oficial. No distrito de Vila Real, alertou para a necessidade de combater a desertificação no interior e saiu em defesa do direito de informação.

"Quando há um problema, os responsáveis políticos vêm falar sobre o problema, mas depois não acontece nada. Nós estamos em risco de os jornais, a imprensa escrita, não ser distribuída no interior do território aumentando o problema da coesão territorial", sublinha.

De visita à feira em Vila Verde, o segundo ponto de paragem numa manhã gelada no distrito de Vila Real, Gouveia e Melo foi ziguezagueando entre bancas e distribuindo cumprimentos. À passagem por uma banca de loiça, um conjunto de sapos de barro alinhados chama-lhe a atenção. "Olhe que andam muitos sapos aí na política", brinca, dirigindo-se a um feirante. Mais tarde, em declarações aos jornalistas, não concretiza nomes. "Portugal está num pântano de evolução há 20 anos e nesse pântano estão muitos sapos que querem ser reciclados. É a única coisa que vos digo", acrescenta.

Ainda assim, o ex-chefe do Estado Maior da Armada assume um alvo mais direto: o candidato apoiado pelo PS, António José Seguro. "Não defendeu os interesses dos portugueses que votaram nele. Foi para lá da troika quando havia uma maioria na Assembleia da República que não precisava dele para nada", diz, em referência ao ex-líder socialista e adversário na corrida a Belém. "Nós não podemos ter candidatos titubeantes, redondos, que não dizem nada. Que a única coisa que dizem são generalidades e croquetes", atira Gouveia e Melo.    
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