Gouveia e Melo quer ir "comboio" da segunda volta, mas preferia que se "resolvesse à primeira"

Entre provas de mel, barriga ou presunto, Henrique Gouveia e Melo recusa antecipar que cenário seria difícil de digerir no próximo dia 18.

Teresa Borges /

Foto: José Sena Goulão, Lusa

“Não me façam perguntas complicadas logo de manhã, que ainda não tomei o café”, brinca, questionado pelos jornalistas. 

De visita a uma feira gastronómica em Boticas, distrito de Vila Real, o candidato à Presidência da República prefere elevar a fasquia. “Eu quero passar à segunda volta. De preferência, era bom que se resolvesse à primeira volta. Mas tenho muita confiança", sublinha.

No arranque da segunda semana de campanha, intensifica-se o apelo à mobilização e ensaia-se a mensagem contra o voto útil “partidário”. “Pensem seriamente no que estão a fazer. Isto não é um voto partidário”, alerta o o almirante, que acrescenta, “Não estamos em eleições legislativas. O voto é numa personalidade”.

A meta é a segunda volta. E se Gouveia e Melo se encontrar nesse cenário, não diz que não ao apoio dos partidos. “Eu não recuso apoio de ninguém. O que eu não quero é ser condicionado por esses apoios. São coisas completamente diferentes", assegura o ex-chefe do Estado-Maior da Armada.

Quando o tema são as sondagens ou os estudos de opinião, Henrique Gouveia e Melo escolhe o silêncio. “Eu estou farto das sondagens, nem vou responder a isso. Porque se as sondagens são para criar efeitos políticos, eu acho que isso é mau para a democracia”, remata o candidato presidencial.

Em Boticas, houve tempo para um dos poucos “pézinhos de dança” da campanha. Gouveia e Melo dançou com apoiantes e chegou a entrar na fila do comboio, que se formou ao som da música ao vivo.
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