Gouveia e Melo troca blusão por fato e aponta "instabilidade" de Cotrim

Na visita ao Mercado do Livramento, em Setúbal, Henrique Gouveia e Melo trocou o blusão de aviador pelo fato e gravata.

Teresa Borges /

Foto: José Sena Goulão, Lusa

Novo visual, pelo menos em período de campanha, mas o candidato à Presidência da República afasta qualquer leitura política. "Deixei os meus fatos em casa quando fui para o Norte. Foi por questões de logística", ironiza o almirante que coordenou a 'task force' da vacinação, numa referência ao blusão que se tornou uma das imagens de marca dos últimos dias de campanha.

A caravana do ex-chefe de Estado Maior da Armada aterrou na Península de Setúbal, depois de uma semana a percorrer o Norte, Minho e Trás-os-Montes. O candidato, agora de fato, garante que, se for eleito, será um Presidente de equilíbrios, também nesta matéria. "Conheço bem os formalismos. Conheço bem quais são os momentos em que devemos estar formais e os outros momentos em que devemos estar mais à vontade", diz, acrescentando, "Eu acho que essa experiência me vai ajudar em Belém".

Na campanha de Gouveia e Melo ainda ecoam as palavras do adversário, João Cotrim de Figueiredo, que, esta segunda-feira, não excluiu apoiar André Ventura numa eventual segunda volta em que não esteja. O liberal já veio prestar esclarecimentos, mas o almirante não tem dúvidas de que este é um caso que revela "instabilidade". 

"A posição que ele tomou.... depois disse que se enganou, mas também já uma vez tinha dito que se tinha enganado quando fez uma proposta que era o veto absoluto na presidência. Mas essas coisas demonstram alguma instabilidade política", afirma.

No Mercado do Livramento, Gouveia e Melo voltou a ouvir as queixas dos comerciantes, das dificuldades no comércio local, às pensões baixas. Esteve acompanhado pelo ex-ministro do PSD, Fernando Negrão.
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