Governo prossegue reuniões com grupos parlamentares sobre Orçamento do Estado para 2027
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Governo prossegue reuniões com grupos parlamentares sobre Orçamento do Estado para 2027
Com a presença do ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e do ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, o Governo dá a conhecer aos partidos as linhas da proposta de Orçamento do Estado para 2027.
PSD e CDS são os primeiros a serem recebidos pelo ministro das Finanças e pelo Ministro dos Assuntos Parlamentares.
A reunião começa às 10 da manhã.
Seguem-se o Livre, o PCP, o Bloco de Esquerda e o PAN.
A última reunião é às 17h00 com o deputado único do JPP.
A Iniciativa Liberal só vai se recebida amanhã.
Chega afirma que Governo não quer baixar impostos e diz que OE é "insensível"
A bancada do Chega esteve reunida com o ministro das Finanças no Parlamento. O líder parlamentar, Pedro Pinto, afirma que "não baixar impostos" é uma "opção política".
O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, afirmou esta segunda-feira que o Governo “não quer baixar os impostos” e que o próximo Orçamento do Estado para 2027 “não traz nada de novo”.
Após uma reunião com o ministro das Finanças, no Parlamento, Pedro Pinto garante que o Executivo não quer ajudar a resolver os problemas das pessoas.
“Este Governo não quer baixar os impostos nos combustíveis, na restauração. Tudo o que seja baixar os impostos, Joaquim Miranda Sarmento não o quer fazer. E portanto é uma opção política”, disse.O dirigente do Chega indicou que o Governo prevê um crescimento económico de "2% para o próximo ano, na senda daquilo que tem acontecido nos últimos anos, e procura também ter um superavit para o ano que vem de 0,2%".
Pedro Pinto referiu também que "o Governo diz que tem uma margem, provavelmente de 100 milhões".
“Este Governo não quer baixar os impostos nos combustíveis, na restauração. Tudo o que seja baixar os impostos, Joaquim Miranda Sarmento não o quer fazer. E portanto é uma opção política que tomou e que terá consequências no futuro”, disse.
“Aquilo que percebemos é que este continua a ser um governo insensível aos problemas das pessoas em Portugal”, sublinhando que “as pessoas estão numa crise grave” associada ao aumento do preço dos combustíveis.
“O Governo não está disponível para uma margem. Aquilo que percebemos é que vamos entrar numa discussão do Orçamento de Estado, que vamos apresentar propostas, mas vai ser uma discussão pífia”, lamenta Pedro Pinto.
Brilhante Dias: "O Governo, de forma insensível, não estará preparado para apoiar os portugueses"
Eurico Brilhante Dias nega que o Governo tenha 100 milhões de euros de folga orçamental para medidas da oposição, afirmando que o Chega fez "confusão".
O líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, afirmou esta segunda-feira, no Parlamento, que o Governo prevê “menos crescimento nominal, “em particular da receita”, e que, por isso, “não está preparado para apoiar os portugueses ".
Numa reunião sobre as linhas gerais do Orçamento do Estado para 2027, Eurico Brilhante Dias sublinhou que a economia portuguesa vai “crescer menos” do que o que foi prometido aos portugueses.
“Faz antecipar que o Governo, de forma insensível, não estará preparado para apoiar os portugueses”, disse, salientando que esta foi apenas uma reunião “meramente informativa”. "Não há qualquer negociação", garantiu.O Governo, indicou Brilhante Dias, prevê para 2027 uma inflação média "praticamente idêntica" à de 2026.
Questionado sobre o caso das gémeas luso-brasileiras e a constituição do antigo secretário de Estado adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, Brilhante Dias espera que seja respeitada “presunção de inocência” e que o tribunal comprove a inocência do antigo governante socialista. “É a minha convicção”.