Há um longo caminho a fazer até à democracia paritária em Portugal, diz Catarina Martins

O laboratório de mulheres e saúde promovido pela candidatura de Catarina Martins, juntou vozes no feminino para falar de alguns tabus que persistem. 

Fátima Pinto /

Foto: António Cotrim, Lusa

Falar de menopausa e de saúde sexual reprodutiva ainda provoca risinhos nervosos. E nesta ação que decorreu na Escola Secundária Camões, em Lisboa, a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda deu mesmo alguns exemplos que aconteceram na Assembleia da República. 

"Na primeira vez que numa negociação orçamental, nós dissemos que queríamos que as mulheres que estão em estabelecimentos prisionais, as mulheres sem-abrigo, as alunas das escolas tivessem acesso a produtos menstruais também houve risinhos nervosos", contou. E mais, "imaginem quando se falou em menopausa pela primeira vez no Parlamento...tantos risinhos nervosos, como se nós devessemos ficar todas envergonhadas", acrescentou.

Foram conversas no feminino para tentar derrubar barreiras que ainda existem. Catarina Martins diz que ainda não se quebrou o tabu da democracia paritária. 

O dia de campanha da candidata terminou em Almada. Para este sábado está previsto um almoço no Instituto Superior Técnico, em Lisboa.
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