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«Há um trauma no PS» com a Justiça e se for necessário o partido deve fazer «terapia coletiva»

por Antena 1

«Há um trauma no Partido Socialista com a Justiça». Em declarações ao programa Entre Políticos, Eurico Brilhante Dias, admite esse trauma e recomenda que o partido o deixe para trás, nem que seja através de «terapia coletiva».

O antigo líder parlamentar socialista reconhece que o partido, devido a diversos processos judiciais, sofre de um trauma com a Justiça e, acrescenta, em resposta à jornalista Natália Carvalho, que António Costa tinha razão quando defendeu uma separação entre a política e a justiça.
A Justiça esteve no centro deste debate. Numa análise cautelosa à entrevista da Procuradora Geral da República à RTP, o deputado do PSD, António Rodrigues, criticou aquilo que diz ser o "excesso de pronúncia de casos concretos" e recusa existir uma orquestração contra o Ministério Público, conforme acusação feita por Lucília Gago.

O social-democrata defendeu ainda que o partido prefere não comentar em profundidade a entrevista da PGR de forma a garantir a liberdade de expressão.
O LIVRE recusa as acusações de Lucília Gago. O deputado Paulo Muacho afirma que as criticas públicas ao Ministério Público significam apenas que é preciso esclarecer e escrutinar a atuação aquele órgão.
Com o Orçamento do Estado (OE) para o próximo ano no horizonte, os deputados da oposição deixaram no programa Entre Políticos avisos ao Governo. 

Sobre a decisão do Ministro das Finanças de não incluir no OE as medidas referentes ao IRS jovem e ao IRC, o socialista Eurico Brilhante Dias avisa que caso o governo insista nesses diplomas , será com o apoio do CHEGA e da Iniciativa Liberal e, por isso, "não conte com o PS para aprovar o Orçamento" para aquilo que considera ser um truque de Miranda Sarmento.
O deputado do LIVRE demarca-se do PSD, dizendo que não há uma "aproximação que seja possível". Paulo Muacho diz mesmo que o partido vai apresentar propostas, mas sabe que dificilmente o Executivo as aceitará, acusando o Primeiro Ministro de arrogância.
O PSD admite que o Primeiro Ministro pode não ter as melhores condições para governar, mas que também ainda passou pouco tempo para que o Governo mostre aquilo que pode e quer fazer, daí a importância, diz, do OE para 2025.

O deputado social-democrata António Rodrigues acrescenta no entanto que o partido não teme eleições.
Pode ouvir este debate na íntegra aqui.
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