Política
Iniciativa do PSD. Parlamento debate "situação política e crise no Governo"
A Assembleia da República debate esta quarta-feira a "situação política e crise no Governo" a pedido do PSD. O Executivo é representado por Ana Catarina Mendes, ministra adjunta e dos Assuntos Parlamentares, um dia antes da moção de censura apresentada pela Iniciativa Liberal. O primeiro-ministro vai estar quinta-feira no hemiciclo.
O debate de urgência requerido pelo PSD, assim como a moção de censura da Iniciativa Liberal ao Governo – esta última agendada para quinta-feira - foram anunciados na semana passada, horas depois de ter sido conhecida a demissão do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, a terceira ocorrida no Governo na última semana de dezembro e a décima saída de um membro do executivo socialista de maioria absoluta.
Os social-democratas pretendiam que o Governo estivesse representado esta quarta-feira no debate pelo primeiro-ministro, António Costa, mas admitiam que “por razões de agenda” este pudesse ser substituído pelo ministro das Finanças, considerando que Fernando Medina ainda tem “muitas explicações” a dar ao país sobre a escolha da sua ex-secretária de Estado do Tesouro Alexandra Reis, no centro da polémica depois de ter sido noticiado que recebeu uma indemnização de meio milhão de euros para sair antecipadamente da TAP.
No entanto, fonte do Executivo acabaria por adiantar que a representação no debate seria confiada à ministra adjunta e dos Assuntos Parlamentares.
“Obviamente, o primeiro-ministro estará no debate da moção de censura da Iniciativa Liberal na quinta-feira. No debate de urgência do PSD, estará a ministra Ana Catarina Mendes, que detém a pasta dos Assuntos Parlamentares”, assinalou.
O debate tem uma duração prevista de 43 minutos, cabendo ao PSD fazer a abertura, e dispondo o Governo de seis minutos, no total, para intervir.
Críticas e respostas
Na terça-feira, no final da conferência de líderes que agendou este debate de urgência e a moção de censura, o líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Rodrigo Saraiva, acusou o presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, de desrespeitar o Regimento por não ter agendado a iniciativa do partido para hoje. Na opinião da IL, o presidente do Parlamento incumpriu “vários artigos”, nomeadamente aquele que estabelece que o debate sobre uma moção de censura se inicia “no terceiro dia parlamentar subsequente à apresentação”.
Questionada sobre a razão de a moção de censura ter ficado agendada para quinta-feira – uma vez que foi entregue no Parlamento na quinta-feira passada –, a porta-voz da conferência de líderes, a socialista Maria da Luz Rosinha, invocou o facto de o documento ter entrado “às 23h59” e só ter sido despachado pelos serviços na sexta-feira, além de ter havido tolerância de ponto na segunda-feira.
Por outro lado, argumentou ainda que a posse dos novos membros do Governo está marcada para as 18h00 de quarta-feira, o que “coincidiria com a hora em que decorreria o debate” da moção de censura.
A 27 de dezembro, o ministro das Finanças, Fernando Medina, demitiu Alexandra Reis das funções de secretária de Estado do Tesouro, menos de um mês depois de a ter convidado para este lugar no Governo e ao fim de quatro dias de polémica com a indemnização de 500 mil euros que esta gestora de carreira recebera da TAP, empresa então tutelada pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, que se demitiu um dia depois para “assumir a responsabilidade política” do caso. Na segunda-feira, o primeiro-ministro, António Costa, falou pela primeira vez publicamente sobre a polémica, pouco depois de anunciar os atuais secretários de Estados João Galamba e Marina Gonçalves para as funções de ministro das Infraestruturas e de ministra da Habitação, respetivamente, considerando que asseguram continuidade de políticas, transparência de ação e experiência, evitando-se "abrandamento" na execução do programa governativo.
Os social-democratas pretendiam que o Governo estivesse representado esta quarta-feira no debate pelo primeiro-ministro, António Costa, mas admitiam que “por razões de agenda” este pudesse ser substituído pelo ministro das Finanças, considerando que Fernando Medina ainda tem “muitas explicações” a dar ao país sobre a escolha da sua ex-secretária de Estado do Tesouro Alexandra Reis, no centro da polémica depois de ter sido noticiado que recebeu uma indemnização de meio milhão de euros para sair antecipadamente da TAP.
No entanto, fonte do Executivo acabaria por adiantar que a representação no debate seria confiada à ministra adjunta e dos Assuntos Parlamentares.
“Obviamente, o primeiro-ministro estará no debate da moção de censura da Iniciativa Liberal na quinta-feira. No debate de urgência do PSD, estará a ministra Ana Catarina Mendes, que detém a pasta dos Assuntos Parlamentares”, assinalou.
O debate tem uma duração prevista de 43 minutos, cabendo ao PSD fazer a abertura, e dispondo o Governo de seis minutos, no total, para intervir.
Críticas e respostas
Na terça-feira, no final da conferência de líderes que agendou este debate de urgência e a moção de censura, o líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Rodrigo Saraiva, acusou o presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, de desrespeitar o Regimento por não ter agendado a iniciativa do partido para hoje. Na opinião da IL, o presidente do Parlamento incumpriu “vários artigos”, nomeadamente aquele que estabelece que o debate sobre uma moção de censura se inicia “no terceiro dia parlamentar subsequente à apresentação”.
Questionada sobre a razão de a moção de censura ter ficado agendada para quinta-feira – uma vez que foi entregue no Parlamento na quinta-feira passada –, a porta-voz da conferência de líderes, a socialista Maria da Luz Rosinha, invocou o facto de o documento ter entrado “às 23h59” e só ter sido despachado pelos serviços na sexta-feira, além de ter havido tolerância de ponto na segunda-feira.
Por outro lado, argumentou ainda que a posse dos novos membros do Governo está marcada para as 18h00 de quarta-feira, o que “coincidiria com a hora em que decorreria o debate” da moção de censura.
A 27 de dezembro, o ministro das Finanças, Fernando Medina, demitiu Alexandra Reis das funções de secretária de Estado do Tesouro, menos de um mês depois de a ter convidado para este lugar no Governo e ao fim de quatro dias de polémica com a indemnização de 500 mil euros que esta gestora de carreira recebera da TAP, empresa então tutelada pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, que se demitiu um dia depois para “assumir a responsabilidade política” do caso. Na segunda-feira, o primeiro-ministro, António Costa, falou pela primeira vez publicamente sobre a polémica, pouco depois de anunciar os atuais secretários de Estados João Galamba e Marina Gonçalves para as funções de ministro das Infraestruturas e de ministra da Habitação, respetivamente, considerando que asseguram continuidade de políticas, transparência de ação e experiência, evitando-se "abrandamento" na execução do programa governativo.
c/ Lusa